Predestinado? Se tem gol de Bruno Silva, a Macaca não perde; volante de ofício, atleta relembra a primeira vez que balançou as redes pela Ponte, no dérbi disputado em 2013

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PontePress/GuilhermeDorigatti

Desde que chegou ao time da Ponte Preta, em 2013, o volante Bruno Silva busca contribuir não só na marcação, mas também no ataque. Entre idas e vindas no time alvinegro, o jogador tem quatro gols pela equipe. E parece que a sorte acompanha a Macaca quando Bruno balança as redes. Sempre que marcou, a Ponte jamais perdeu. E o primeiro deles foi especial: na vitória contra o Guarani, por 3 a 1, em 2013, no Brinco de Ouro – último confronto entre as equipes que não se cruzam desde então (os únicos times de Campinas na elite do Paulista são Ponte e Red Bull, que neste ano fizeram o novo dérbi de Campinas com vitória da Macaca; no Brasileiro a Ponte é a única na série A)

“Não tem como esquecer o meu primeiro gol. Foi no clássico contra o Guarani. E eu procuro isso nos treinamentos. Não é uma característica chegar e fazer gol, mas de vez em quando consigo oportunidades. Já fiz um gol esse ano no Paulista, e outras duas vezes quase aconteceu. É continuar trabalhando, que os gols vão sair naturalmente e eu podendo ajudar a Ponte fico feliz”, afirma o meio-campista, que além de ter anotado contra o antigo rival também marcou naquele ano contra o Santos, na vitória por 3 a 1 no Moisés Lucarelli.

Já em 2014, pelo Paulistão, o gol dele garantiu a vitória de 1 a 0 contra o Linense, também em Campinas. E um ano depois, novamente contra o Linense, fez o primeiro gol da equipe em 2015, no empate por 2 a 2, desta vez em partida jogada na cidade de Lins. Apesar disso, o atleta lembra que sua primeira função é marcar mais jogadores do que gols.

“Consigo sair para o jogo também, chegar na frente com facilidade, mas a minha característica mesmo é a marcação. Sou o primeiro volante, o jogador de contenção mesmo. Mas tenho essa liberdade, porque jogar com o Fernando Bob, com o Cajá, e até o Josimar quando entra, é fácil para mim. Não só para mim, mas para quem está jogando na minha função. São jogadores inteligentes, que fazem a leitura e conseguem entender o que o jogo está pedindo. Quem tem a ganhar com isso é o Guto e a Ponte Preta, com a qualidades dos jogadores que tem no elenco”, afirma Bruno Silva.

Outro dado interessante é a regularidade do atleta quando veste a camisa pontepretana. Nos 36 jogos que fez pela Macaca, desde 2013, o atleta começou como titular em 35 oportunidades. Neste período foram 20 vitórias, oito empates e oito derrotas. O que mostra, que além da qualidade como jogador, o atleta tem a confiança de quem comanda a equipe.

E mesmo quando o titular do comando técnico não está presente, como aconteceu no treino de ontem e ocorrerá novamente no da tarde desta quarta (Guto está em Rondônia onde comandou a equipe na Copa do Brasil e só deve retornar a Campinas no início da noite), Bruno enfatiza que é importante respeitar os demais professores.

 “O Guto é mais sério, assim como o Andre Luís (auxiliar técnico). O Alexandre Faganello (auxiliar técnico) é mais brincalhão, ele entra na nossa brincadeira. Mas acho que é um grande profissional, que respeitamos muito. Então independentemente de quem ficou aqui comandando a gente, nós acatamos todas as ordens, para quando o Guto voltar não ter reclamação”, completa.

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