Ponte treina na tarde desta quinta (06) e Borges faz cobrança por melhor desempenho dele mesmo e da equipe em busca da retomada das vitórias

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PontePress/GuilhermeDorigatti

A equipe da Ponte Preta continua a semana de preparação para o confronto contra o Flamengo, nesse domingo (09) no Moisés Lucarelli e realiza mais um treinamento na tarde desta quinta-feira (06). Após a chegada do novo treinador, Doriva, os atletas tiveram o primeiro contato com o comandante e Borges, um dos mais experientes do elenco, alerta que não basta mudar técnico: a atitude dos atletas tem que ser outra para as vitórias voltarem.

“Primeiro de tudo: tem que se fazer uma reflexão do que tem acontecido. Na cabeça de todos os atletas não é normal a Ponte Preta estar passando por um momento desses no campeonato, com sete jogos sem vencer no Brasileiro. Sabemos que pode mudar o treinador, mas se nós não mudarmos nosso pensamento, se não dermos a volta por cima o mais rápido possível, não vai ter diferença”, diz o atleta.

Ele completa: “Infelizmente os resultados não vieram e a diretoria optou pela troca do Guto Ferreira, que já vinha há bastante tempo aqui, e agora com a chegada do Doriva, nós desejamos boa sorte, mas acima de tudo nós precisamos melhorar como grupo. Nós entramos dentro de campo, temos as nossas responsabilidades e não podemos fugir disso”, enfatiza.

Borges acrescenta contando suas primeiras impressões do novo técnico sobre o elenco. “O Doriva nos disse que futebol é um esporte coletivo e não podemos pensar nunca no individual. Que ele teve ótimas recomendações do grupo e que algo precisa ser feita. Que ele não faz nada sozinho e temos que dar a volta por cima. E é esse nosso foco. A Ponte Preta não pode estar satisfeita em ficar sete jogos sem vencer no Brasileiro com o grupo que tem”, afirma o camisa 9.

A respeito da mudança em si, o atacante vê como algo normal do futebol, mas que precisa servir de alerta ao grupo. “Na verdade a cultura do futebol brasileiro sempre funcionou assim. O Joinville estava muito mal, trocou o treinador e venceu. No Avaí, Kleina foi para lá e teve uma seqüência boa. No Vasco, quando o Celso Roth assumiu, venceu. Isso é uma cultura do nosso futebol. O atleta tem que estar acostumado com a pressão a todo tempo. Se você está ganhando sempre, existe a cobrança para continuar ganhando. Se está perdendo, se cobra para voltar a vencer. Estamos acostumados com isso, mas é claro que o mais rápido possível temos que voltar a vencer. A diferença para a zona de rebaixamento ainda existe, mas nosso foco é muito maior do que isso no Brasileiro”, diz.

O atleta que explica o que tem que ser feito nessa busca pela boa fase. “É necessário voltar às origens. Ver o que é preciso fazer para melhorar. Nessas horas temos que pensar em tudo. Em em 2008, o São Paulo era o pior time da década. Tinha 1% de chance de ser campeão e acabou conquistando o título. Nós precisamos voltar a vencer e o Brasileiro é muito difícil. Acontecem oscilações, mas se ficarmos lamentando é pior: temos que olhar a próxima partida com a chance de dar a volta por cima”, diz Borges, que mostra confiança.

“Fisicamente eu me sinto bem. Desde que cheguei, nestes últimos jogos pude ter seqüência, mas claro, o momento não só meu, mas de todo elenco é complicado. O segredo para tudo isso é trabalhar. Não podemos achara que somos os piores do mundo quando nada dá certo e nem que somos os melhores quando acontece tudo a favor. É ter um equilíbrio. Sei o que preciso fazer para melhorar e centroavante é assim. Daqui a pouco surge uma oportunidade para marcar e tudo volta a normal”, completa.

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