De volta ao time titular após suspensão, Alemão fala sobre a carreira, família e da preparação para a rodada do final de semana

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PontePress/DJotaCarvalho

Desfalque alvinegro na última rodada por causa de suspensão pelo terceiro amarelo, o atacante Alemão está de volta ao time nesse sábado (01), diante do Oeste, no Moisés Lucarelli. O jogador se mostra muito feliz com a vaga assegurada pelo técnico Vadão entre os titulares e espera dar retorno dentro de campo.

“Eu agradeço a confiança do Vadão. Para um jogador ter a confiança do treinador é a melhor coisa. Se ele diz que vou jogar,busco fazer aquilo que ele espera de mim e retribuir essa confiança. Espero jogar bem, ajudar a equipe, correr, dar assistência,  quero muito retribuir a crença que ele tem no meu futebol”, afirma o jogador, que está acreditando em um bom desempenho da equipe.

“A respeito do jogo, estou muito confiante na nossa equipe. Tivemos a semana cheia para trabalhar, foi muito bom e tenho certeza que isso vai nos possibilitar desempenharmos o nosso futebol de maneira melhor”, acredita o artilheiro da Ponte, que ressalta as vantagens da semana inteira de treinamentos que da equipe.

“Até então tivemos pouco tempo para treinar, foi jogo em cima de jogo. A semana inteira que tivemos para trabalhar foi essa, pela primeira vez, e o professor está fazendo movimentação, inversão de jogo, ultrapassagem e chegada dos atacantes. Tenho certeza que com mais tempo de trabalho para ele, vai ser bem melhor para nós”, diz Alemão.

E o jogador quer muito aproveitar esse bom momento coma camisa da Ponte. O atacante, que é quem mais balançou as redes pela equipe, com quatro gols no Campeonato Paulista, conta que já sofreu muito no início de carreira e diz ter aprendido com erros – inclusive dá um conselho para quem está surgindo agora, como o colega de elenco Junio, que ontem completou 17 anos.

“Tem que ter cabeça. Tem que ter a família por perto porque se realmente não tiver essas pessoas do bem perto de você, as do mal vêm e fazem a sua cabeça muito fácil. Esses meninos que estão subindo aí, de repente do nada vivem o mundo do futebol, começam a sair na rua e o torcedor quer tirar foto, isso realmente pesa. Tem que ter os pés no chão. Eu passei por isso: meu começo no Santos foi muito promissor, muito bom e de um momento para o outro, depois que saí do Santos, caí nessa cilada. Me vi lá embaixo, chorei muito antes de reencontrar meu caminho e é isso que não desejo para os outros atletas. Falo para sempre buscar apoio da família, que ela nunca vai desamparar”, diz.

 Alemão explica que poderia ter tido um outro rumo na vida, caso tivesse tido esse pensamento quando mais jovem. “Nosso pais querem o melhor para nós. Nunca vão querer o pior. Muitas das vezes, por falta de conhecimento do futebol essas pessoas vêm e te passam mil maravilhas. Quando você percebe que está dentro de uma situação, não tem como sair dela e vê que não é nada do que prometeram. No Juvenil gostavam muito de mim no Santos e queriam que eu renovasse lá. Chegaram os empresários lá na época da Taça São Paulo, em 2008. Estávamos eu, Paulo Henrique Ganso, Neymar, o Carleto que hoje está aqui. Era realmente um time muito bom e vieram muitas propostas. Eu acabei optando pela pior, pela influência de pessoas, que me falaram que a Udinese me queria”, relembra.

Mas aconteceu o pior. “Chegando lá eu não tinha cidadania italiana para poder jogar, não tinha vaga de extracomunitário, fique um ano morando num hotel, a sala de imprensa da Ponte é maior do que o quarto que eu morava. E no quarto do lado morava minha mãe. Chorava todo dia, porque depois todos os meus amigos subiram, como Wesley, Henrique e eu vendo aquilo lá. Poderia estar ali também”, relembra o artilheiro da Macaca, que valoriza demais o fato de estar defendendo as cores da Ponte Preta nestes últimos anos.

“Se eu não tivesse cabeça eu poderia ter largado o futebol. Foi uma lição de vida. Me deu muita experiência e posso falar isso para os meninos. Hoje estamos aqui na Ponte Preta. Isso aqui é nosso pão. Quem não quer estar aqui na Ponte Preta? Depois que eu passei por tudo aquilo, o maior clube que eu tive a honra de vestir a camisa foi a Ponte Preta. Comi o pão que o diabo amassou na Catanduvense. Fui para o Guaratinguetá, que abriu as portas para mim, porque eu fui persistente e trabalhei e foquei. Senão hoje estaria em Valinhos, sei lá fazendo o que”, afirma o jogador.

Ele finaliza falando de sua mais nova alegria, a filha Maria Gabriela, que está prestes a nascer. “Estou muito feliz com a minha primeira filha, a Maria Gabriela, que vai nascer em abril . Sempre temos que respeitar os mais velhos. Nessa vida que levamos sempre conhecemos várias culturas e acabamos criando uma certa experiência do que é realmente a vida. Eu tenho muito o que aprender ainda. Mas o bom costume e a educação eu nunca vou deixar de dar para a minha filha. O que eu puder fazer por ela eu vou fazer sempre”, completa Alemão.

 

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