Eduardo Baptista avalia empate da Macaca contra o Palmeiras e foca no primeiro embate com o Atlético-MG na Copa do Brasil

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PontePress/FábioLeoni

 O elenco da Ponte Preta já se reapresentou na manhã desta segunda-feira (22) para a preparação visando ao confronto contra o Atlético Mineiro, na quarta-feira (24) pela Copa do Brasil. O técnico Eduardo Baptista trabalhou com seus comandados, que neste domingo (21), empataram com o Palmeiras, fora de casa, pelo placar de 2 a 2. O treinador avaliou a partida e o desempenho do time.

“A minha preocupação era a Ponte fazer uma grande atuação, com personalidade. Para  ganhar do Palmeiras ou buscar um ponto eu  tinha que ser organizado e minha equipe foi organizada os dois tempos. Eu não consigo ver uma distinção de um tempo para o outro. O Palmeiras iniciou o jogo querendo mais. A Ponte Preta soube se organizar, se fechar, neutralizou as principais bolas e principalmente o jogo aéreo do Palmeiras que é pesado. Insistiram bastante nisso com lateral, escanteio, falta, com zagueiros lançando para o Rafael Marques e a Ponte foi muito guerreira no jogo aéreo”, diz.

O comandante alvinegro acrescenta que a Ponte foi para cima do líder da competição, de igual para igual. “O Palmeiras teve duas chances no primeiro tempo, foi feliz e converteu e nós tivemos umas três chances reais e não fomos felizes. Voltamos para o segundo tempo e o Galhardo deu uma dinâmica diferente para a nossa equipe. Sofremos um gol de falta, que é uma arma poderosa deles, mas em seguida conseguimos o empate. Ficamos contentes, é um ponto e não é qualquer time que vem aqui e rouba um ponto do Palmeiras. Fizemos um jogo de igual para igual, não nos apequenamos diante do líder, nos impusemos quando tínhamos que se impor e teve humildade de se defender quando precisou. Foi um jogo consistente e o empate foi justo para as duas equipes.”

Eduardo elogia ainda a atuação de um dos autores dos gols da partida, o atacante Wellington Paulista. “O Wellington é um cara que vem merecendo oportunidade. É um jogador que briga, que perdeu a posição, mas vem se dedicando muito para reconquistá-la. Dentro do vestiário é positivo, sempre ajuda e, quando o Roger está suspenso, nada mais justo que dar uma oportunidade a ele. É um jogador que faz o pivô. Ele tinha uma tarefa muito difícil que era ficar entre os dois zagueiros do Palmeiras, que são de extrema qualidade, principalmente o Victor Hugo”, diz.

E acrescenta, ainda sobre WP9: “Ele conseguiu abrir espaços pela defesa, tanto que o Wendel chegou na cara do gol, o Galhardo também, porque tentava tirar o Victor Hugo do jogo. Talvez não teve um lance de perigo, mas taticamente foi fundamental, tanto na parte ofensiva, como na defensiva.”

Eduardo fala sobre as perspectivas da Macaca na competição. “O objetivo da Ponte é ganhar o próximo jogo. Dentro do Brasileiro é ganhar do Corinthians. Temos um trabalho muito pés no chão. É um time ainda em construção. Temos jogadores que estão conosco há sete ou oito jogos só. O time vem ganhando uma cara e primeiro é atingir os 46 pontos, que é o ponto de corte contra o rebaixamento. Quanto antes atingirmos isso, nos dá o direito de sonhar um pouco mais”, afirma.

Eduardo afirma também que o empate foi positivo para o emocional do grupo. “É um resultado importante para os jogadores acreditarem que é possível. Você organizado, compenetrado, consegue olhar um pouco mais à frente. Vínhamos jogando até muito melhor que os adversários e não estávamos convertendo isso em resultado. Neste domingo foi um jogo bom, mas mais consistente que outras partidas. Uma partida igual, com a pressão da torcida, com quase 30 mil pessoas, contra o líder e marcamos, jogamos e fortalece o grupo para continuar o trabalho”, ressalta.

“Mudando a chave”, Eduardo Baptista deixa o Brasileiro de lado e diz o que espera do jogo pela Copa do Brasil na quarta-feira. “Trabalhamos o elenco como um todo. Não poderemos contra com o Wendel e com o Pottker na quarta pela Copa do Brasil. Saboreamos a perfomance contra o Palmeiras, mas já deixamos isso pra lá porque temos que trabalhar em cima do Atlético Mineiro, uma equipe extremamente qualificada”, pontua.

Para Eduardo, porém, um fator da partida contra o Palmeiras tem que ficar nas mentes dos jopgadores: “A performance tem que ser a mesma, com a diferença que tem o regulamento.É um jogo de 180 minutos, mas a postura é a mesma. Às vezes tomar o gol e sair desesperado não é uma boa. É um campeonato que estamos conversando há algum tempo, o adversário é difícil, mas a Ponte vai lá para jogar e se possível fazer gol .”

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