Eduardo Baptista lamenta a eliminação na Copa do Brasil e ressalta: “Estamos tristes por termos saído, mas não nos apequenamos e saímos em pé; estamos no caminho certo e agora é pensar no Brasileiro”

Foto:PontePress/FábioLeoni

É impossível negar o sentimento de frustração e tristeza que se fez presente no coração dos atletas, comissão técnica e de todo e qualquer pontepretano após o apito final do jogo de ontem (21) no Majestoso. Contudo, ainda que o empate em 2 a 2 da Ponte contra o Atlético Mineiro tenha decretado a eliminação da Macaca da Copa do Brasil,  o técnico Eduardo Baptista enfatiza que  os atletas pontepretanos demonstraram um bom rendimento em campo e destaca que o grupo, agora focado no Campeonato Brasileiro, está no caminho certo.

“Pegamos talvez aquela que é a melhor equipe da competição. A Ponte Preta saiu, infelizmente, mas saiu de pé. Estou triste por não termos conseguido, mas ao mesmo tempo fico orgulhoso pelo trabalho que todos os profissionais fizeram nessa competição. Tenho orgulho de estar com eles porque eles compraram a ideia e em nenhum momento se apequenaram, enfrentaram o Atlético, assim como enfrentam outras equipes de porte, de igual para igual”, afirma.

O comandante alvinegro enfatiza que, desde que chegou, o trabalho frente à equipe e o próprio elenco seguem uma evolução e o time está em uma rota acertada. “No Brasil muitas vezes se olha só o resultado e não se olha performance, mas pelo que o time vem apresentando está claro que a Ponte está no caminho certo. O fato de o elenco manter os pés no chão, saber que pode chegar mais longe e saber como deve se portar em jogos pesados como esse mostra isso. É preciso dar o apoio a estes atletas, continuar o trabalho e melhorar para minimizar os erros e escalar a melhor formação para domingo agora, porque o Campeonato Brasileiro é difícil e temos um importante duelo pela frente”, diz.

O treinador fala um pouco sobre razões que acreditam ter influenciado o empate ontem. “A gente não tinha o Pottker e o Wendel, que não podem atuar pela Copa, e o Felipe Azevedo e o Galhardo ainda não estão ainda no seu melhor. E ainda perdemos o Nino ao longo da partida. Sabíamos o risco que poderia acontecer, mas colocamos o que tínhamos de melhor. Começamos a perder jogadores importantes no momento crucial do jogo”, reforça.

O comandante ressalta a bravura do elenco pontepretano. “São atletas valentes, corajosos. Enfrentamos uma equipe em que dois jogadores deles pagam a nossa folha e ainda sobra dinheiro. Tivemos erros, acertos, mas em nenhum momento deixamos de lutar, de brigar, de ter imposição, de cumprir funções táticas. Foi um grande jogo, 3 a 3 se somar os placares, contra uma grande equipe.”

O treinador acrescenta que nem sempre quem está melhor vence. “Teve uma falta de atenção nossa, tomamos gol, depois sofremos outro de bola parada e não tem muito o que explicar. Não tem fator determinante. Podíamos ter feito, mas não conseguimos marcar e o empate com mais gols do que em Minas prevaleceu para eles”, diz,

Eduardo destaca que a equipe da Ponte tem mostrado sua competência ao longo das competições. “Nós podemos enfrentar qualquer equipe de igual para igual. Se tivermos concentração, pegada e o que a equipe mostrou nessa noite. Erros acontecem, são jogos de altíssimo nível. O adversário tinha Robinho, Lucas Pratto, entrou Cazáres, Dátolo… As substituições deles são pesadas. Nós temos um time jovem, que vai errar e acertar. Meninos de 20 anos, alguns deles, e que estão vivendo experiência de decisões pela primeira vez. Trabalhamos tudo isso e enfrentamos uma equipe que está disputando finais a todo ano. Tudo isso se leva em consideração”, ressalta o técnico, que finaliza destacando alguns pontos do adversário.

“O time do Atlético começa com volantes de seleção brasileira. O Junior Urso também tem extrema qualidade. Seu meio campo te, Robinho, Cazáres, Otero, Pratto a frente e o Cleyton. São jogadores de imposição e acabam empurrando o adversário para trás. Em alguns momentos nós conseguimos e não foi a Ponte que veio para trás.  É a imposição do jogo e acabamos perdendo jogadores que estavam dando o encaixe. O fator determinante é a qualidade dos jogadores que tiveram tranquilidade de fazer os dois gols”, explica.

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