Eduardo Baptista comemora vitória diante do Grêmio e valoriza futebol da Macaca, atual sexta colocada do Brasileirão 2017 e invicta há oito jogos no Majestoso

 

Foto:PontePress/FábioLeoni

O técnico Eduardo Baptista avalia de forma positiva mais uma vitória da Ponte no Brasileirão – no Majestoso, a Macaca está invicta há oito jogos pelo Brasileiro, com seis vitórias e dois empates. Após ver seus comandados vencerem o Grêmio por 3 a 0, o treinador valorizou a postura da equipe diante dos gaúchos, principalmente após ter empatado em casa na rodada anterior.

“É claro que quando falei que a Ponte não faria duas partidas ruins eu não prometi uma vitória como essa, mas esperávamos um bom resultado e ficamos muito satisfeitos. A Ponte Preta tem que jogar no seu limite, são jogos pesados e contra o Grêmio foi mais um. Se contra o América o time estava apático e nada funcionou, ontem fomos no limite de agressividade, de compactação e ficou provado que o caminho é esse”, diz o treinador.

O comandante da Macaca reforça que isso não quer dizer que todas as partidas serão assim, mas enfatiza que é assim que a equipe lutará para ser sempre. “Vai haver mais momentos de oscilação, porque é um campeonato longo, mas sem dúvida é assim que queremos ser. Ficamos felizes pelo desempenho da nossa defesa, que mais uma vez enfrentou jogadores de seleção, como Bolaños do Equador, o Luan… e ninguém enfrenta o Aranha. Eles não passam por nossa linha defensiva, não tivemos sustos em bola parada. Estamos trabalhando o dia a dia, tem muita coisa a se fazer, mas é uma vitória para deixar contente e com os pés no chão, porque há mais jogos pesados pela frente.”

Baptista destaca ainda alguns pontos da vitória de ontem. “O primeiro tempo eu considero muito mais difícil que o segundo. Respeitamos o Grêmio e ele nos respeitou. Um jogo estudado, extremamente tático. O Grêmio joga muito por dentro e fechamos esses espaços. O adversário também fechou nossos homens de meio. Para quem entende de tática foi um jogo muito rico, de muita variação, em que o Roger prepara bem e Ponte foi soberana”, diz.

Já no segundo tempo a partida mudou. “Tentamos adiantar nossas linhas, pois o Walace jogava com liberdade até a linha de meio de campo. Adiantamos essa linha empurrando os zagueiros para frente e adiantamos o Roger. Foi o ponto  chave para nós marcamos, roubamos diversas bolas, chegando perto da área e os gols saíram. Dois tempos difíceis, estudados e foi um grande jogo, principalmente da Ponte Preta”, explica.

Eduardo enfatiza que a Macaca fez seu melhor ontem. “Voltamos a jogar no nosso limite, uma equipe compacta, agredindo a bola a todo momento. E essa foi a grande diferença do jogo passado para esse. Os dois meninos do meio de campo funcionaram, o lado esquerdo com Reinaldo e Clayson conseguiram jogar com o Maycon, apesar do Marcelo Oliveira ser mais de marcação o Matheus Jesus conseguiu jogar, fazendo triangulações, e acho que a grande diferença foi a postura importante que a equipe colocou em campo.”

Sobre onde a Ponte pode chegar, Eduardo Baptista mantém o coração no alto, mas os pés no chão. “Nosso limite é o próximo jogo. Reconstruímos um time depois de um Paulista que não foi o que a Ponte teria que apresentar e pontualmente trouxemos alguns jogadores, sem muito orçamento, mais na qualidade dos nossos observadores, do nosso banco de dados e conseguimos montar um time competitivo, que oscila, assim como oscila o líder do campeonato, mas que faz jogos bons e mostra personalidade de dar a volta por cima diante de um Grêmio, que tem atletas de seleção. Conseguimos fazer um jogo em que todos os setores produziram bastante. As peças que colocamos responderam bem. Sonhar nós sonhamos, mas primeiro temos a meta de 46 pontos e quanto antes fizermos isso maior será nosso sonho. Por enquanto nosso sonho é ganhar da Chapecoense fora de casa.”

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