Auxiliar Técnico da Ponte Preta, André Luis é convocado para Seleção Brasileira SUB20; treinador já foi medalhista de prata nas Olimpíadas de 1984

 

A Ponte Preta recebeu uma grande notícia na noite desta segunda-feira (02). O seu auxiliar técnico André Luis Ferreira, agora faz parte da Comissão Técnica da Seleção Brasileira Sub 20. A CBF renovou sua comissão e entre os novos membros, o treinador da Macaca foi convocado para exercer a mesma função que tem no clube campineiro. André, que já acumula outras passagens defendendo o Brasil, inclusive tendo sido medalhista de prata nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, falou com exclusividade ao site oficial e agradeceu o trabalho de todos no clube.

“Essa é minha quarta passagem pela seleção brasileira. Estive na minha época de base, de 15 para 17 anos, onde tive duas convocações. Para o Torneio de Cannes, na França, e para uma competição que disputamos no Irã, além das Olimpíadas de 1984. Claro que ficamos muito contentes, mas mais ainda por estar representando a Ponte Preta. Uma entidade que dispensa comentários, que tem uma grande torcida, uma grande visibilidade não só no nosso país, como fora. Acho que nossa comissão técnica também e está de parabéns. Como sempre falo, isso nunca se conquista sozinho. É um trabalho de equipe, e da a evolução do nosso técnico Guto Ferreira, que está em um momento muito bom. Fazendo grandes trabalhos nos últimos anos, juntamente comigo e com o Alexandre Faganello. E o restante da comissão técnica e todos que trabalham na Ponte Preta. Quando há uma convocação, não se pode por o foco só na pessoa que foi convocada. É um conjunto de coisas que fazem que consigamos chegar à Seleção Brasileira, que foi o meu caso”, comemora o auxiliar, que vai conciliar seu trabalho no clube, com as convocações para a seleção.

 “Vou sentar juntamente com o Gustavo Bueno e com o Guto para conversarmos sobre minha agenda. Serão convocações Hoje não sou funcionário da CBF. Serão feitas convocações e todas as vezes que houver uma convocação, a Ponte Preta será informada e ai vamos ver os encaixes. Claro que pode haver uma situação ou outra de quando tivermos jogos na Ponte, também vai ter convocações pela seleção e não poderei estar presente. Mas vamos sentar exatamente para ajusta isso”, explica o treinador, que terá junto com a seleção compromissos no final deste mês. Entre os dias 27,28 e 29 serão dois jogos. Contra o Paraguai, no Espírito Santo e contra o México, no Maranhão.

André Luís também ressaltou o quanto foi positivo ser chamado novamente para integrar o Brasil nesse momento. “Em qualquer modalidade, quando você é convocado para defender o seu pais, e eu já vivenciei isso, por três situações, já temos um pouco de experiência de servir uma seleção. Mas é muito bom. A auto-estima sobe. Venho para o local de trabalho, no caso aqui na Ponte Preta, com a auto-estima alta. Faz muito bem. É difícil de descrever. Só quem vivenciou isso é que sabe como é fazer parte de uma convocação para a Seleção Brasileira, principalmente as vésperas de uma olimpíada no Brasil, onde a mobilização está sendo muito grande, para que conquistemos a medalha de ouro olímpica. A medalha de prata eu já conquistei, em 1984, justamente com o Gilmar Rinaldi  e com o Dunga, que foram as pessoas que apostaram e confiaram em mim. Tiveram uma conversa longa comigo e eles me falaram o porque da minha convocação. Sou muito feliz, com minha família, e também aqui no clube. Cheguei pela manhã aqui no CT e todos vieram me cumprimentar. É bom saber que somos bem quisto não só por ter sido convocado, mas que estão muito felizes, porque sentem também fazendo parte. Não é uma conquista minha, mas sim da Ponte Preta e por todos que trabalham aqui”, afirma o professor, que conta um pouco da sua trajetória no futebol.

“De 1973, a 1977 fiz a base no Sport Club Internacional. Depois de 1978 à 1986, na equipe profissional. Conquistei sete títulos regionais, campeão brasileiro invicto em 1979, participei das Olimpíadas de Los Angeles em 1984, onde conquistamos a medalha de prata. A primeira medalha olímpica do país. Tive passagem por Sport Recife, Bangu, Coritiba, na São Carlense e no Taubaté, mais no fim de carreira. Parei em 1995, na Catanduvense, e aí comecei a trabalhar nas categorias de base do Internacional. Lá começou minha relação com o Guto Ferreira. Ele trabalhava no São Paulo e foi contratado. Conquistamos a Taça São Paulo de Futebol Jr., e depois trabalhamos como auxiliar dele no Internacional. Depois nos encontramos em 2011, quando estava trabalhando no Rio Grande do Sul e o Guto saiu do Internacional, para ser técnico, já que ele era observador e coordenador da base do clube. Guto foi ser técnico do Criciúma e ele me convidou para sua comissão. Devo muito dessa convocação a ele, que vem fazendo grandes trabalhos desde então”, completa.

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