Artilheiro do Paulistão, William afirma que grupo está feliz por quebrar recorde, mas quer ir além e para isso precisa focar mais

 

Razões para estares satisfeitos com a boa campanha não faltam aos jogadores alvinegros e muito menos ao atacante William. Afinal, a Ponte Preta é o único time invicto do campeonato (e quebrou o próprio recorde de invencibilidade na história do Paulista), tem a defesa menos vazada e está na segunda colocação da competição, sendo que o camisa 9 da equipe é o atual artilheiro do torneio, com oito gols. Mas é o próprio William quem garante: o time quer mais, e para isso ainda precisa se dedicar muito e com afinco redobrado.
 
“Nosso grupo está bastante feliz em fazer parte da história da Ponte Preta, em poder quebrar um recorde. Mas nós colocamos que isso não é tudo, nós queremos mais, queremos deixar a nossa marca aqui mesmo. Não é só passar pela Ponte e dizer que ‘deixamos uma marca histórica de 14 jogos sem perder’. Estamos no trilho certo até agora, porém nós queremos o título e, para isso, precisamos focar mais, concentrar a nossa cabeça dentro do campeonato, que tem muita coisa para acontecer ainda”, diz.
 
William revela que os jogadores falam muito sobre a possibilidade de chegar às finais e levantar a taça. “Conversamos bastante sobre título, quem neste elenco já teve e quem não teve, o quanto é bom ser campeão e como isso traz projeção para a carreira do atleta. Ele abre muitas portas para todo mundo, marca. Graças a Deus conquistei títulos, todos têm que querer essa vontade de ganhar e conquistar. E esse grupo tem”, garante.
 
Para o matador, a partida da noite desta quarta é muito importante nas pretenções alvinegras, razão pela qual ele convoca a torcida a estar presente em grande número. “Contra o Botafogo será um divisor de águas, pois eles estão ali pertinho na tabela. Então que o torcedor pontepretano venha ao Majestoso. Sabemos que com eles nos empurrando temos nosso 12º jogador, sentimos isso. Que a torcida vá e incentive mesmo porque esse grupo está com vontade de conquistar coisas grandes.”
 
Sobre a artilharia da competição em si, William – que tem como meta marcar 30 gols em 2013 – se diz muito feliz. “Primeiramente eu sempre agradeço a Deus todos os dias, por ter saúde e conseguir jogar futebol. A artilharia é um fruto de um bom trabalho lá do começo. Sabemos que existe muita coisa na competição ainda e muitos jogos vão acontecer. E tenho que agradecer muito aos meus companheiros, que têm me ajudado bastante. Sem eles a bola não chega. Dou parabéns a todo grupo por esses oito gols e também pela vitória de ontem”, diz.
 
Ele enfatiza a dificuldade do embate contra o Paulista na noite de domingo. “Foi um jogo muito disputado, muito truncado. Se não tivesse chovido nós teríamos uma vantagem, pois tínhamos três jogadores rápidos no meio-de-campo, que fariam a triangulação dessa bola. Infelizmente ficou um jogo de contato, com as equipes quebrando a bola, o campo cheio de poças tirou o brilho do espetáculo. Mas nós colocamos no vestiário que seria um jogo de guerra e tínhamos que entrar com esse espírito. Achávamos que nosso gol ia ser definido em uma bola parada e que seria um jogo de poucos gols, e foi isso que aconteceu”, afirma.
 
Ele termina reforçando a própria tese dita na semana passada, de que “a melhor defesa começa no ataque”, ou seja, todos na Macaca têm de ser marcadores. “Eu procuro fazer aquilo que o Guto pede. Não só eu, mas todos os jogadores ali da frente, procuram cumprir uma função tática. Hoje em dia futebol não é só o centroavante ficar parado ali não: tem que voltar para ajudar, porque se não contribuir você não joga.”
 

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