Artilheiro do Brasil, William comemora boa fase e explica a arte de botar bola na rede: calma, frieza e muito trabalho são essenciais

 

 

O artilheiro do Brasil até o momento é da Ponte Preta: neste ano de 2013, William já estufou as redes adversárias 24 vezes e agora soma dois gols a mais que Careca, do Paysandu, e Rafael Costa, do Figueirense. Além disso, o centroavante se isolou na artilharia do Campeonato Brasileiro com nove gols, um a mais que Maxi Biancucchi,do Vitória-BA, coincidentemente adversário da Macaca nessa quarta-feira (14), em Salvador.

 

Como um bom professor, o centroavante explica como é estar sempre pronto para marcar. “Eu procuro ter calma e frieza porque tem momento em que se você se apavorar, acaba perdendo o gol. São frações de segundos de uma escolha e para definir a jogada. Tem que ter essa tranquilidade, pois você sabe que está chegando um zagueiro, a bola é rápida”, diz.

 

Ele pontua que são vários fatores que influenciam para se fazer um gol. “A tranquilidade no momento faz com que você escolha um canto certo, a hora de antecipar, de tirar um zagueiro ou dar uma arrancada. Mas eu não penso se vai sair o gol ou não, mas sim em caprichar na jogada e aí os gols acabam saindo”, afirma

 

A fase de William é tão boa que o atleta está na artilharia tendo perdido dois pênaltis, além de bolas na trave e defesas importantes dos goleiros. Isso faz com que ele valorize ainda mais o grupo e o momento que passa no clube. “É um momento importante. Eu sempre busquei os gols como todos os centroavantes buscam. Graças a Deus a equipe tem me ajudado para que isso aconteça. Já vivi outros momentos maravilhosos na minha carreira, mas este tem sido especial para mim.”

 

Isso porque, revela, a Macaca mora no coração do camisa 9. “Sou um torcedor da Ponte, sempre gostei do clube e as coisas tem acontecido. Creio que tem muito a vir pela frente, mas até aqui tem sido um período maravilhoso não só para mim, mas para a equipe também, que conseguiu uma ótima vitória domingo passado”, afirma..

 

Mas o que será que se passa na cabeça de um atacante quando está prestes a fazer um gol? Para William é a visualização do lance. “Eu procuro visualizar a jogada dentro da partida. Por exemplo: a jogada caiu pelo lado direito, eu já começo a me posicionar visualizando a bola caindo naquele lugar que estou. Eu já começo a sentir o lance antes de ele acontecer. No jogo passado o Rildo foi pela ponta direita. Ele foi conduzindo a bola e eu já fui sentindo a jogada e buscando a melhor forma de poder concluir.”

 

William é modesto, mas sabe que não é fácil conseguir finalizar com qualidade. Além da ajuda dos companheiros é preciso treino e quem sabe, uma dose de sorte? “Eu nunca tive superstição. Creio que Deus tem o melhor para as nossas vidas. Já vi jogador entrar dando três pulinhos e não acontecer nada no jogo. Conheço jogador que coloca pimenta na cueca antes de entrar em campo e perde gol, perde título…eu acredito que isso não influencia. Deus tem me ajudado. Tenho orado muito para que a Ponte venha a ser a beneficiada”, e completa: “Se não trabalhar e não treinar forte não adianta nada. Pode dar três pulinhos, colocar cueca de pimenta que vai só queimar.”

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