Na briga pela artilharia do Brasil em 2016, Roger se mostra feliz com temporada e espera manter a boa fase para ajudar a Ponte no Brasileirão

 

Foto: PontePress/FábioLeoni

A briga pela artilharia do ano no Brasil está acirrada e Roger segue firme entre os principais goleadores do país na temporada. Com 21 gols feitos, nas passagens por Red Bull e Ponte Preta em 2016, o centroavante ocupa a 5ª posição entre os artilheiros, com penas dois gols a menos que Anselmo, do Fortaleza, e Robinho, do Atlético Mineiro, que lideram a disputa. O atleta da Macaca não esconde a satisfação com o momento que tem vivido.

 

“Alegria e gratidão com o que Deus tem feito na minha vida. Esse ano tem sido especial e sempre um prêmio individual é benéfico. Atrasou um pouco, mas estou muito feliz por estar brigando nessa artilharia do ano. É uma disputa com grandes nomes e nos coloca na briga. Tem dez rodadas e está bem aberto”, comemora Roger, que explica porque 2016 está sendo tão importante.

 

“Esse com certeza é o melhor ano da minha carreira. É o ano em que mais joguei, que eu já completei mais partidas atuando e ainda faltam dez jogos. Não passei em departamento médico, apesar de eu ser um atleta sem histórico de lesões. Estou muito feliz. É um ano individualmente de conquistas, de quebras de barreiras, vencendo metas que não conseguia passar. Tinha uma barreira de 15 gols por temporada que eu não conseguia passar e agora ela ficou para trás. Com certeza é 2016 que vai ficar marcado na minha vida”, destaca.

 

Roger acredita que a atual fase não vem de agora, mas sim da experiência que adquiriu com o tempo. “Talvez seja uma mudança de página na minha vida. Talvez eu consiga ter um pouco mais de respeito e as pessoas passem a saber que o jogador Roger morreu, mas o atleta há quatro ou cinco anos vem plantando alguma coisa e agora está colhendo. Tem sido um ano especial e espero viver anos tão bons ou melhores que esse. Tem um versículo na bíblia que diz que “o melhor do justo é o final e não o começo”. Eu busco esse final melhor todo dia. É muito bom chegar em casa e meus filhos e pais estarem felizes com o que estou vivendo. Quero buscar a marca de 50 gols com a camisa da Ponte ainda esse ano. Está muito vivo. Vou buscar e se Deus quiser vai sair esse ano”, revela o camisa 9, que comenta sobre o último gol marcado, o 21º da temporada, diante do Atlético Mineiro em Campinas.

 

“A experiência sem dúvida foi a grande qualidade naquela hora. Eu queria poder ficar com 31 anos por mais uns vinte. É muito bom. Consigo saber que a fase ruim vai passar, que a fase boa não dura para sempre e algumas coisas que a maturidade traz e que com certeza se mostra em um lance como esse. Nós sabemos que quando o zagueiro sobe e bola passa por ele não dá tempo para que ele zagueiro retorne. Então quando o jogador subiu eu já pensei que ele não voltaria e consegui finalizar com calma. Foi um gol muito bonito. Olhei para o Victor, vi que ele saltou e tirei dele. Talvez um dos mais bonitos do ano pela forma que foi. Queria ter vencido o jogo, mas feliz pelo meu gol”, ressalta.

 

Além da boa temporada como goleador, Roger destaca o bom desempenho do clube no Brasileirão e se mostra otimista. “A Ponte está viva novamente. Não tínhamos descartado o G4, até porque o assunto gera ansiedade, um pouco de confronto, às vezes não sai como queremos e acham que está tudo errado. E não está tudo errado. O campeonato é muito difícil, é duro, é o mais difícil do mundo. Tem cerca de dez equipes que brigam pelo título. O G6 está vivo, mas não falo mais de Libertadores. Vamos jogo a jogo. Temos tudo para vencer o Cruzeiro, com todo o respeito. Nosso momento é melhor, nosso ano é muito bom e temos tudo para fazer um grande jogo sábado e depois atuaremos em dois jogos em casa. E aí sim, vencendo um dos jogos em casa, falo em G6. Mas agora não e vamos só pensar no Cruzeiro”, diz Roger, que exalta a qualidade do trabalho feito pela Ponte.

 

“Isso é um amadurecimento de um todo. Do clube, do torcedor, do grupo que foi montado, de ter um treinador de ponta, enfim, o conjunto fez com que a Ponte Preta de hoje se tornasse tão forte quanto ela é. Ela é forte nos seus bastidores, na sua estrutura, na sua diretoria, no seu grupo. Acho que a Ponte está em um caminho certo para desfrutar de bons anos no futebol. Esse é o caminho. De ter pessoas que gostam, que são da cidade dirigindo, que se identificam com o clube, de ter atletas que gostam de Campinas. Talvez isso seja um diferencial. O clube está em um caminho certo e próximo de conquistar algo”, completa.

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