Por unanimidade, câmara Municipal aprova em primeira votação o projeto de lei pró-Arena: segunda votação deve ocorrer em cerca de dez dias

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PontePress/DanielRibeiro

Um passo firme rumo à Arena Ponte Preta foi dado na noite de ontem na Câmara Municipal de Campinas. Por unanimidade, os vereadores da cidade aprovaram a legalidade do projeto de lei do prefeito Jonas Donizette que altera a lei original de 1975 por meio da qual o terreno do Jardim Eulina onde hoje está o Centro de Treinamento da Macaca, ampliando as possibilidades de uso e exploração do terreno, permitindo assim que o Complexo Arena possa ser construído no local. Para se tornar lei em definitivo, o projeto agora precisa ser aprovado em segunda votação (análise de mérito), o que está previsto para ocorrer em um prazo de sete a dez dias.

Além de terem votado a favor, todos os vereadores elogiaram a transparência com a qual todo o processo vem sendo conduzido e a maioria esmagadora dos edis fez uso da palavra para manifestar publicamente apoio ao projeto.  “Trata-se de uma lei positiva, pois a Arena trará inúmeros benefícios para a cidade, promoverá crescimento daquela região e do turismo da cidade, dará mais força à Ponte Preta e fará com que esse time da nossa cidade seja olhado com ainda mais respeito”, pontuou o vereador Arthur Orsi.

Pontepretano declarado, o vereador Jorge Schneider destacou que, na aprovação da lei, os vereadores colocaram a razão acima de qualquer emoção. “Antes da paixão vem o interesse da cidade, o amor por um time não se sobrepõe nem pode se sobrepor a Campinas. No entanto esse projeto tem legalidade, que aprovamos por unanimidade, e tem também mérito, que votaremos em breve. Aprovar esse projeto beneficia não só a Ponte Preta, mas toda a cidade e também diretamente o esporte amador de Campinas, já que 2% das receitas da Arena serão destinados, por lei,ao município para investir nele.”

Assim como os muitos pontepretanos presentes no plenário da casa, o presidente alvinegro Márcio Della Volpe se demonstrou muito satisfeito com esta primeira aprovação e comentou os próximos passos a serem dados. “Agora o projeto de lei passará novamente pela Câmara e, se aprovado em segunda votação, segue para ser assinado pelo prefeito e, uma vez publicado no Diário Oficial, vira lei. Isso feito podemos assumir o compromisso com nossos parceiros no projeto e apresentá-lo oficialmente, para que então ele passe pelas comissões devidas na Prefeitura”, explica.

Dentro da administração municipal, o projeto será analisado por diversas comissões de diferentes secretarias – como urbanismo e meio ambiente, por exemplo – que verificarão se ele atende às leis e necessidades da cidade, e poderão inclusive determinar contra-partidas necessárias para os parceiros. Findo todo este processo, as obras podem se iniciar.

“Em uma perspectiva otimista, com todo este processo finalizado, acredito que podemos dar início as obras dentro de seis meses. Mas vamos trabalhar com muita tranquilidade, pois trata-se de um projeto crucial para a Ponte Preta efetivamente ter uma independência financeira, visto que não estamos falando só de um estádio e sim de um complexo com comércio e serviços que reverterão em renda para a instituição, bem como de uma fonte de crescimento e progresso para a cidade. Assim, o mais importante não é a rapidez, mas sim que estes passos que estão sendo dados sejam firmes e bem planejados, como vem ocorrendo”, afirma Della Volpe.

Vale lembrar ainda que o complexo Arena não terá custos para a Ponte Preta e que o estádio Moisés Lucarelli, independentemente do destino que será dado a ele, tem sua fachada tombada pelo órgão de proteção ao patrimônio municipal e, por iniciativa da própria diretoria alvinegra, também protegida nas esferas estadual e municipal. “O Majestoso faz parte da nossa história e nunca será esquecido. Agora, porém, caminhamos para um futuro mais promissor e, não custa lembrar, como já adiantou o presidente de honra Sérgio Carnielli, nossa torcida também participará da construção da nova Arena, assim como fez no Moisés Lucarelli”, finaliza o dirigente pontepretano.

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