Após vitória de sexta, Kleina resume relação com a Macaca: entrega, gratidão e amor eterno

Foto:PontePress/ÁlvaroJr

Após vencer o Coritiba por 3 a 2 no jogo de despedida da Macaca na série B, o técnico Gilson Kleina saiu ovacionado do Majestoso e fez questão de também de acenar e bater palmas para a torcida, retribuindo o carinho recebido. Terminada a série B para a equipe alvinegra, fez um balanço não do ano, mas de toda a relação que tem com a Ponte Preta – equipe pela qual ele esteve  pela quinta vez no comando na temporada atual – ao falar sobre a possiblidade de ele permanecer ou não como treinador em 2022.

“ A gente está numa transição de gestão, vai iniciar uma nova diretoria na outra semana, e na segunda-feira eu já marquei uma situação para encaminhar minha vida com a Ponte. Sempre deixei claro que vou respeitar qualquer tipo de escolha. Se for permanência, é se entregar mais uma vez de corpo e alma, começar um novo processo no qual a entrega vai ser a mesma, teremos um conceito moderno, vamos potencializar as individualidades e fazer ajustes coletivos para ter crescimento, entender a identidade e o perfil que nós queremos. Se não continuar, é gratidão e um amor eterno”, diz.

Ele explica o porquê deste sentimento que expressa em relação à instituição. “A Ponte representa tudo para mim. Foi ela que me colocou no cenário nacional, aquela que me levou a trabalhar em grandes competições. Já decidi final do Paulista, subi para a série A, disputei sulamericana, ficamos no G6 numa série A, tivemos arrancada épica no Brasileiro e agora a luta desse ano. Tudo aqui sempre foi muito marcante e intenso, muitas vezes com dificuldade, mas sempre terminou com coisas boas. O próximo passo, se acontecer, é pensar em algo maior, com pés no chão, vendo a realidade, sempre sendo transparente com a torcida. Até porque o Paulista é série A do primeiro semestre, muito equilibrado”, diz.

Sobre permanecer ou não, por sinal, GK destaca que deixa a nova diretoria da Macaca totalmente à vontade para definir, e entenderá qualquer que seja a decisão. Porém, acrescenta, se quiserem que ele fique será um prazer para ele. “ Todo profissional quer iniciar um trabalho, mas é difícil legislar em causa própria. Tem que ser de comum acordo e de convicção com a nova diretoria. Se depender de mim, claro que a gente quer continuidade, não só para melhorar a Ponte, mas também para fazer conquistas”, afirma.

Em relação à partida de ontem, Kleina destaca o empenho do time, ressaltando que em especial os seis atletas formandos na Base que atuaram muito bem. “A molecada deu conta do recado. São jogadores que estão virando realidade, é um trabalho de maturação. A gente fica feliz pelo jogo de ontem e sempre gosto de salientar a formação que é feita na Ponte. Nós viemos para esse jogo com a responsabilidade de terminar bem”, conta.

Ele conclui a análise do jogo: “O Coritiba veio com sete titulares, tanto é que tivemos dificuldades no começo. Nossa equipe não ficou compacta, acho que bateu nervosismo, e o intervalo foi fundamental para corrigir essas ações. Se bem que no primeiro tempo a gente teve boas chances também. O time jogou leve, falei que tinha de fazer o nosso jogo fluir. Fomos pegando força, a molecada tem essa ambição, tem essa vontade. Fico feliz que nossos atletas viraram essa partida e reservaram esse momento para a torcida.”

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