Guto diz que derrota para o Orlando mostra onde time deve melhorar e deixa atletas mais “mordidos” para começar o Brasileirão 2015

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PontePress/DJotaCarvalho

A Ponte perdeu, mas foi só um amistoso. Se alguém pensa assim, pensa errado ou, pelo menos, muito diferente do que acreditam todo o elenco e, em especial, o técnico Guto Ferreira. Para o comandante alvinegro, a partida cumpriu suas duas metas principais: divulgar o nome da Ponte Preta no exterior e servir como preparação para o Campeonato Brasileiro 2015, que se inicia no próximo final de semana. Na opinião dele, o jogo mostrou as qualidades e as deficiências que precisam ser trabalhadas.

“Temos que avaliar este resultado no contexto, dentro do nosso planejamento. Esta partida confirma nossa noção de onde temos que melhorar, de sabermos como precisamos evoluir tanto com os que estão jogando quanto com os atletas que estão chegando para que nosso time possa se qualificar ainda mais. Por exemplo, com a saída do Bruno Silva tivemos uma queda de estatura no elenco e tomamos gol de bola parada, o que é sintomático”, diz.

Le completa análise reforçando que o time mostrou coisas boas no Vitrus Bowl. “Circulamos bem ofensivamente, ainda que tenha faltado objetividade para fazer o gol, temos dois jogadores de beirada que têm de aparecer mais na diagonal para matar a jogada. Neste momento o resultado não é tão importante quanto o futebol apresentado, e tivemos consistência defensiva bastante interessante, boa circulação de bola,  busca de espaços. Há detalhes a serem ajustados para a sequência, tanto no aspecto ofensivo quanto na bola parada, mas não podemos analisar neste momento e fazer terra arrasada. O time vai incorporar, crescer e a tendência é ter bom campeonato Brasileiro.”

Apesar de ter entendido que houve falhas de arbitragem na partida, Guto não dá ênfase a elas.  “O placar final foi decidido com lances capitais de avaliação de arbitragem, tanto no pênalti que em minha opinião não ocorreu como no lance do gol onde enxerguei um bloqueio feito pelo jogador deles sobre o Marcelo Lomba, impedindo o goleiro de se mover de maneira adequada. Contudo não estamos reclamando: fomos para um jogo amistoso e de preparação e cumprimos  nossa parte, e pra nós não vai somar nada ficar buscando uma explicação para a derrota.  O importante é nós termos noção do que fizemos de bom ou de ruim. Erros de arbitragem sempre vão ocorrer, como ocorreram contra o Corinthians, e temos que fazer nossa parte para vencer também estes erros.”

Guto Ferreira destaca que os méritos do Orlando City também deve ser creditados. “O jogo de força é uma cultura do futebol nos Estados Unidos e o mais técnico, do futebol brasileiro. Eles se postaram para os contrataques e nós viemos com proposta de jogar o jogo, talvez se valesse três pontos jogássemos  de outra maneira, mas como temos objetivo de preparação fomos pro embate.  Mas eles jogaram bem. Temos costume de assistir  a um jogo e desmerecer o adversário,desvalorizar.  Só que o Orlando não é um time bobo, trata-se de um time competitivo e conseguiu vencer com mérito.”

Guto também reconhece que o pênalti perdido pela Macaca no primeiro tempo serviu para dar um crescimento psicológico aos Lions, bem como o piso do gramado prejudicou fisicamente os atletas da Ponte, que saíram com câimbra do Citus Bowl. No entanto, reforça, o fato é que o time perdeu e também isso, na opinião do treinador, poderá gerar um efeito positivo. “Ter perdido este amistoso nos colocou em uma situação na qual não estamos contentes, então isso acaba gerando uma maior cobrança interna para as próximas partidas e um foco ainda maior na estreia pelo Brasileiro, o que nos levará a ser ainda mais competitivos”, conclui.

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