Após choque na cabeça que o tirou de campo no sábado (11), Roger se reapresenta junto da equipe e treina normalmente; Dr. Roberto Nishimura explica o que houve com o atacante e o procedimento adotado

 

Foto: PontePress/FábioLeoni

 

Quem estava presente no estádio Moisés Lucarelli, ou acompanhou pela TV a vitória da Ponte contra a Chapecoense, levou um susto com o choque que o atacante Roger sofreu na cabeça ainda no primeiro tempo. Recuperado da pancada, o atleta já treina nesta segunda-feira (13), junto dos seus companheiros. O Dr. Roberto Nishimura, coordenador do Departamento Médico do clube, explica o que houve com o jogador e o atendimento realizado.

 

“O Roger depois do choque e no atendimento não teve nenhuma perda de consciência. Nós temos um protocolo, uma regra que a CBF nos passou, que são três minutos nos casos de trauma crânio encefálico, em que podemos solicitar ao árbitro, e que nos concedeu, para que eu possa fazer nesse tempo o atendimento e observação. Por conta da dor de cabeça que o Roger sentia, eu resolvi tirá-lo de campo”, afirma Dr. Roberto, que ressalta o procedimento adotado.

 

“Levar ao hospital é um protocolo de segurança. Nenhum momento ele desmaiou e teve perda de consciência. Nós temos aqui no estádio uma ambulância/UTI. As duas unidades, mais a minha presença, possibilitou o Roger ser atendido por três médicos, em um protocolo de trauma, tomando cuidado para proteger a coluna cervical e todos os sinais vitais. Naquele período e que ficou na ambulância ele foi medicado. Como foi com medicação intravenosa, até a enfermeira pegar a veia, ele ficou de observação. As primeiras medidas sempre têm que ser tomadas com muita calma, porque não havia necessidade de acelerar o processo”, reforça.

 

Dr. Roberto também destaca a escolha do hospital para onde Roger foi levado para exames. “Nós temos hospitais de referência em Campinas, e por praticidade, foi encaminhado para a Santa Casa de Valinhos. Temos um médico que trabalha conosco, que é o Dr. Sérgio Rosa e integra a equipe, e que é o coordenador de lá. O neurologista que avaliou já o liberou no sábado mesmo e ele já pôde ir para casa”, revela o médico, que ainda pretende avalia-lo para o confronto de quarta (15), contra o Atlético Paranaense.

 

“A cautela existe e é necessário avalia-lo, porque um segundo trauma já é considerado de risco. Mas aparentemente eu não vejo problema”, completa Dr. Roberto.

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