Aniversariante dessa quinta (30), Kleina comemora vitória sobre o Palmeiras, prega cautela e já foca nas quartas de final contra o Santos

Foto:PontePress

O técnico Gilson Kleina comemora 49 anos nessa quinta-feira (30) e ganhou três pontos “de presente” com a vitória da Ponte Preta sobre o Palmeiras pelo placar de 1 a 0, na noite de quarta (29). Agora focado nas quartas de final contra o Santos, cujas datas serão conhecidas ainda hoje.  O treinador aniversariante faz uma análise da partida contra o rival paulistano pelo Campeonato Paulista e acredita em evolução da equipe.

“Agradeço a vitória, mas o presente maior foi o que os jogadores passaram para a torcida. Um jogo desses nos dá confiança, aumenta a autoestima de todos, mas não podemos nos empolgar. Não vamos achar que uma vitória como essa já está tudo certo. Temos que ter euforia no momento certo. Ser uma equipe com os pés no chão, forte do jeito que foi, em um jogo muito duro, em que a Ponte teve que ser competente em todos os setores para poder marcar uma equipe altamente técnica. E às vezes, quando escapava, era muito mais em uma jogada individual, do que propriamente um envolvimento tático”, enfatiza.

Kleina destaca que, na leitura dele como treinador, um dos pontos positivos da Macaca foi marcação das linhas próximas. “Sse não acontecesse isso teríamos problemas, pois a equipe do Palmeiras tem muita movimentação, faz com que os laterais joguem no campo do adversário, com o balanço do Raphael Veiga e outra hora com o Dudu. O Roger Guedes estava sempre esperando uma jogada longa, para tentar o um contra um, mais o William, que é um jogador de movimentação. Então ao mesmo temo que encurtamos as linhas, e acho que a equipe teve muito exito nesse quesito, quando roubávamos a bola as chances foram nossas. E ns contra-ataques, se tomássemos as decisões melhores, poderíamos ter saído na frente mais cedo”, avalia.

O técnico conta que já está focado no próximo duelo, pelas quartas-de-final do Paulistão. “Ontem fizemos um jogo de alto nível, muito aguerrido, e sai feliz porque são jogos como esses que faremos a partir de agora. Jogos decisivos que temos que encarar e já são duas vitórias importantes desde que assumi o comando: a primeira nos deu a classificação, a segunda foi sobre um elenco qualificado e terminamos com os mesmos números de pontos que o Santos. O primeiro jogo é em casa, temos que ser inteligentes para fazermos a vantagem e saber jogar esse mata-mata.”

O treinador acrescenta que vai avaliar nos próximos dias com quais atletas deverá contar nas quartas – Fernando Bob e Yago, poupados ontem porque tinham dois amarelos, devem voltar ao time para o primeiro embate. “Vamos ver os jogadores que estão retornando, mas independentemente disso parabenizo o coletivo da nossa equipe, e vamos fazer com que mantenhamos essa mentalidade forte para o jogo contra o Santos”, reforça.

De volta à vitória diante do Palmeiras, Kleina destaca os pontos que achou interessantes por parte dos seus comandados. “O forte da nossa equipe, a meu ver, foi não permitir as infiltrações do Palmeiras, que eles fazem muito. Tanto é que eles optam pelo William e não por um jogador de referência. E o Willliam entra muito nas costas dos zagueiros. Todos os setores foram bem, mas a leitura que o Élton e o Jadson fizeram foi importantíssima para que essa bola não entrasse na diagonal. Tanto que nos momentos em que ela entrou pelo Zé Roberto ou pelo Fabiano, eles abaixam para tentar fazer o espaço vindo do lado oposto”, diz.

O treinador acrescenta que Élton e Jadson fizeram muito bem essa marcação em diagonal. “A bola não entrou por dentro, eu acho que estávamos no começo estudando em que posicionamento viria o Dudu e sabíamos que essa bola tinha que ser encurtada porque ele é um jogador de contra-ataque. Não podíamos deixar o Felipe Melo gostar do jogo, tanto que os dois principais lances de perigo deles foi quando não conseguimos marcá-lo. Marcamos também bola parada e o mais importante é que não deixamos eles crescerem. Dificultaram mais no segundo tempo, quando mudamos nossa forma de marcar. O jogo foi tão difícil que com um homem a menos eles tiveram chances e o Aranha fez duas defesas espetaculares.”

O técnico finaliza valorizando a atuação do décimo segundo jogador, a torcida pontepretana. “A equipe deu uma vitória maiúscula para a nossa torcida. Teve momentos em que estávamos sendo dominados e a torcida deu força para que nós reagíssemos e tivéssemos o controle do jogo. Aí sofremos o pênalti, fizemos o gol, conquistamos uma vitória importante e vamos continuar fortes. Não pode parar por aí.”

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