American Spy – entre os profissionais da Ponte Preta em Orlando há um americano ‘infiltrado’: conheça Lucas Benchimol, preparador físico nascido na Califórnia e que admira o trabalho feito no esporte dos EUA

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PontePress/GuilhermeDorigatti

É normal virmos atletas e profissionais brasileiros do futebol trabalharem ao redor do mundo. São vários os exemplos de sucesso dentro ou fora das quatro linhas. Mas na Ponte Preta o que acontece no momento é o inverso. Há um americano dentro da comissão que está em Orlando para o jogo das 20h30 deste sábado (2) contra os Lions. Trata-se de Lucas Benchimol, preparador físico que nasceu em Santa Mônica, no estado da Califórnia, mas que veio ainda garoto ao Brasil. Jovem, mas com história no futebol, o professor de 32 anos conta um pouco da sua trajetória no esporte.

“Após ter jogado em categorias de base de clubes pequenos do futebol brasileiro e ter ido estudar e me especializar na área, comecei dando aulas na escoIinha de futebol Chuteira de Ouro em Campinas, e iniciei como preparador físico no futebol, em um projeto de um centro de formação e treinamento de atletas, de um empresário do ramo. Recebi um convite para ir para o Guarani Futebol Clube, na categoria sub-15, e trabalhei por um ano entre o sub-15 e sub-20 do clube, até receber uma proposta em 2009 para o sub-17 da Ponte Preta”, relembra.

Na Macaca, a carreira de Lucas deslanchou. “Após subir para o sub-20 em seis meses, fui convidado para fazer parte do futebol profissional, como auxiliar da preparação física, cuidando da transição dos atletas entre o Departamento Médico e o campo. Trabalhei por quase cinco anos como auxiliar, até ser efetivado no cargo principal no início da Série B de 2014, até agora”, conta Lucas.

Desde que chegou à Ponte, foram vários os técnicos com quem Lucas trabalhou, incluindo Jorginho Campos (ex-lateral, campeão com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1994, nos EUA) e Vadão (técnico que promoveu Kaká, hoje no Orlando City, ao time profissional do São Paulo em 2001). Além dessa bagagem com profissionais capacitados, viu o clube que trabalha se estruturar ainda mais ao longo dos anos. “Durante o tempo que estou na ponte, creio que seja o período de maior evolução do clube, em estrutura, organização, planejamento, profissionais capacitados, e condições de trabalho”, afirma Lucas, que também cita a organização do trabalho realizado nos EUA, como um dos diferenciais que os levam ao sucesso.

“O que mais gosto dos EUA é a organização. Não só na vida cotidiana, como nos esportes. Tudo que eles se propõem a fazer, eles fazem com rara competência e organização. Voltei depois de adulto para minha cidade natal, em Los Angeles, e fiquei fascinado pela qualidade de vida do local, por ser no litoral, e tudo girar em torno de atividade física e esportes na região”, explica o ‘espião americano’.

Sobre o modelo esportivo praticado no país de origem, o preparador físico também exalta a ligação da prática esportiva com a educação. “Não conheço todos os modelos, mas acredito que os EUA tem o melhor sistema de formação de atletas do mundo, refletindo-se na quantidade de atletas de ponta, e medalhistas olímpicos que o país produz. Sempre aliado aos estudos, possibilitam que o jovem vivencie todos os tipos de modalidades esportivas, e escolha aquele que mais lhe agrada e que tem vocação e biotipo para tal. Só podendo ser profissional após ter seus estudos concluídos, o que forma atletas mais preparados tanto física, como mentalmente para encarar a vida de atleta, e a rotina de treinos e competições que estará por vir”, ressalta Lucas, que acredita muito na evolução do futebol em solo estadunidense.

“Como citei antes, tudo que eles se dispõem a fazer, fazem com muita competência, o que acredito que tornará a Major League Soccer uma das mais competitivas e organizadas ligas do mundo, agora que está crescendo a audiência e investimentos no futebol por aqui", completa, diretamente de Orlando.

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