A Ponte é série A: após a conquista, Guto Ferreira enaltece todos profissionais da Ponte, a torcida e destaca que foco agora é o time ser o campeão da série B

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PontePress/DJotaCarvalho

Após o acesso da Ponte Preta, conquistado com a vitória de hoje sobre o Bragantino, o técnico Guto Ferreira – que não pode estar presente no campo em virtude da expulsão contra o Avaí –  fez questão de enaltecer todos os envolvidos no processo vitorioso. Guto destaca o trabalho feito pelos atletas dentro de campo, a diretoria, sua comissão técnica, profissionais do clube e, claro, a torcida pontepretana, que foi o 12º jogador em toda a campanha. O treinador também falou com muito carinho sobre o sentimento que tem quando veste o uniforme da Macaca e disse que agora o pensamento é de conquistar o título da Série B. Leia abaixo os principais trechos da entrevista exclusiva do comandante ao site da Macaca.

Qual a importância desse acesso para a Ponte Preta? O que representa para o clube e para você essa conquista?

Isso mostra a força de um clube que nos últimos anos tem conquistado resultados bastante expressivos. Mostra que é um clube que se organizou e vem se fortalecendo: não é à toa que no ano passado foi Campeão do Interior, não é à toa que chegou na final da Copa Sul Americana. Teve um percalço, mas a força de ter recuperado, de uma maneira bastante importante e rápida, foi positiva. Nos últimos três anos de Campeonato Paulista a Ponte tem se classificado para as finais e isso mostra a força no futebol, que é feito com organização, com critério. Com dificuldades também, sim, mas com muito embasamento dentro do clube. Acho que neste aspecto mostra a força desse trabalho.

Para você qual é a importância da diretoria, dos jogadores e da torcida neste acesso?

É a união das três. O primeiro plano com certeza são os jogadores dentro do campo, comprando a ideia, fortalecendo o trabalho e se doando de uma tal maneira dentro de campo, se comprometendo com tanto empenho que resultados estão acontecendo. Da direção, embasando e não deixando problemas. Fazendo com que os jogadores só pensassem em jogar seu melhor futebol dentro de campo. E a torcida sendo o 12º jogador, como sempre foi. Empurrando, entendendo nos momentos lá atrás, quando a equipe tinha dificuldades para arrancar. Jogando de uma forma intensa e, logicamente, na reta final quando você embala, até para a torcida é mais fácil. Mas o principal momento da torcida não está sendo agora, mas sim lá atrás, por entender o momento da equipe, que poderíamos oscilar e em momento algum pôs o trabalho para baixo, sempre empurrando, acreditando. Que bom podermos estar vivendo esse momento.

E como sua comissão e os funcionários da Ponte entram nesse processo?

Eu acho que dentro do campo é a realização do trabalho. São profissionais extremamente competentes e sérios. Com comprometimento muito grande, com uma qualidade de trabalho e aí passa pelo carinho que temos das cozinheiras, das faxineiras, do pessoal que cuida da roupa, do pessoal que cuida do campo. Do carinho e dedicação do Bezerra e do seu Roberto (roupeiros), do Rogério e do Thiago (massagistas), da assessoria de imprensa, do marketing,  dos médicos, dos fisioterapeutas. Não é só competência, mas o comprometimento e entrega dos caras ao trabalho. Eu tive problemas e teve um cara comigo, à meia noite, chamei o Dr. Hesojy e ele veio me atender e ficou comigo até as 3 horas da manhã. Então você vê o comprometimento das pessoas e o trabalho dele só reflete o trabalho de todos os outros aqui dentro. A dedicação do trabalho do Norberto (fisiologista), do Caio (auxiliar de preparação física), do Lucas (preparador físico), o André Dias (preparador de goleiros), do Eduardo (auxiliar de preparação de goleiros), do André Luís (auxiliar técnico), do Alexandre (auxiliar técnico), sempre fortalecendo o que temos de proposta. E tem o pessoal do futebol, o Rafael Zucon, o Adilson, a Cláudia e o Gustavo Bueno, que é um cara que entende muito, ele tem que ser muito valorizado, sabe bem o que está fazendo, facilita muito pra gente. Toda essa somatória, da família comissão técnica, família funcionários, reflete na família Ponte Preta. Esse ambiente sadio, de jogadores extremamente comprometidos com o projeto e isso é resultado de tudo isso que estamos falando.

Qual a sensação quando você veste o uniforme da Ponte Preta? Qual o sentimento que você nutre por este clube?

É um carinho ímpar. A medida que você vai vencendo dentro do clube e recebe, desde o primeiro momento, o carinho aqui dentro, fica uma coisa muito gostosa. Você começa a se sentir em casa, perde um pouco o lado profissional e deixa ter um lado sentimental junto. E isso é gostoso, é bom. Esse momento, cada vez que venho aqui é esse sentimento. Sou um profissional que procura em cada clube que vai, literalmente, vestir a camisa. O momento é da Ponte e o sentimento é tão forte e tão intenso quanto nos outros também.

E já dá para pensar em título após esse acesso?

Esse é o grande sonho do clube. Desde lá de trás, quando estávamos em 10º lugar, nós nunca deixamos de pensar. À medida que temos agora como meta e agora não temos nada a perder, só temos a ganhar. Temos que literalmente entrar de cabeça e buscar isso aí.

 

 

 

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