Eterno xodó! Prata da casa, Adrianinho se despede da Ponte e recebe o título de Cidadão Pontepretano e camisa em homenagem a seus 258 jogos pelo time; jogador diz que levará o amor pelo clube com ele ao Strikers, onde atuará em 2016

Aconteceu em 2015. Ele não estava em campo, porque estava suspenso. Chegou depois que a massa já havia entrado e sem que ninguém reparasse ficou ali, atrás da torcida das cadeiras sociais, cantando o hino do clube quando o time entrava em campo, emocionado. Nada mais natural, afinal ele nunca foi só um profissional da alvinegra, ele é um torcedor da Ponte Preta, um dos maiores. Um dos grandes ídolos da Macaca dos últimos anos, o meia Adrianinho encerra seu ciclo no clube neste mês de dezembro e foi homenageado hoje em pleno Moisés Lucarelli, o campo que tantas vezes o viu jogando. 

De passagem marcada para Orlando, onde defenderá o Strikers, Adrianinho (que foi ao estádio com o objetivo de fazer uma palestra à garotada que participa dos Soccer Camps – recebeu uma placa de Cidadão Pontepretano, honraria máxima concedida a alguém que com suas ações contribuiu para consolidar e/ou ampliar o bom nome da entidade, e uma camisa com o número 258, referência ao número de  jogos que atuou pelo clube. “Fiquei muito emocionado. A gente tem uma ótima relação e conversa bastante, mas é muito legal você ouvir pessoalmente da diretoria que eles te valorizam, que apreciam o que você fez pelo time que é o meu time de coração”, diz o meia. 

Durante suas duas passagens com a camisa alvinegra, desde que subiu da categoria de base da Macaca até seu retorno em 2012, depois de quase dez anos longe, o atleta acumulou as 258 partidas na qual marcou 35 gols. E se o vínculo contratual com a entidade termina no fim deste mês (a Macaca convidou o jogador para permanecer no time como integrante do Departamento de Futebol, mas ele optou por continuara a carreira de atleta nos States), a ligação com a Ponte permanece. Para Adrianinho esse amor é eterno. 

“A Ponte Preta para mim está enraizada na minha vida. É diferente de todos outros times de futebol. Apesar de eu ser profissional, vestir a camisa da Ponte é o mesmo que lutar pela minha família. Sabia que mais cedo ou mais tarde eu sairia e chegou a hora. Me sinto privilegiado em ter jogado no time do meu coração por todos esses anos, sou grato a Deus por permitir essa história na minha vida”, afirma, com a voz embargada. 

O eterno xodó da torcida alvinegra carrega com carinho vários momentos na Macaca. Alguns não foram fáceis, outros tantos foram muito bonitos e importantes. Contudo, para o atleta um deles é especial. “Tenho muitas histórias e guardo todas elas. Joguei na Ponte em vários momentos, épocas diferentes, cada uma tem suas peculiaridades. Uma que posso contar é a do meu primeiro gol com a camisa da Ponte, foi contra o São Paulo aos 44 minutos do segundo tempo, e no final do jogo com o Majestoso lotado, a torcida pulava e cantava e não deixava o estádio. Foi emocionante pra mim”, recorda o jogador.

Agora o atleta irá alçar outros voos e buscar novos desafios. Quem é fã do meia vai poder acompanhar seu trabalho na NASL, uma das ligas disputada nos Estados Unidos. “Ano que vem jogarei pelo Strikers dos EUA. Gostei muito do projeto deles. Espero adquirir mais conhecimento no meio para agregar valores a minha carreira. Em janeiro disputarei a Florida Cup, que será transmitido pela ESPN, inclusive”, revela o meia, que vai buscar se preparar ainda mais para continuar no futebol. 

“Tenho o desejo de continuar no futebol após encerrar a carreira de atleta e para isso já venho me preparando. Sou formado em Educação Física e meu interesse é de estar bem preparado, pois hoje o futebol requer qualificação e não só a experiência empírica para ter resultado”, completa.

 

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