Pênalti inexistente dado ao Vila Nova: Ouvidoria de Arbitragem da CBF dá razão para a Ponte e diz que houve erro grave de arbitragem e VAR

Em resposta a representação impetrada contra a arbitragem o confronto entre Ponte Preta e Vila Nova, na qual o juiz “auxiliado”  pelo VAR marcou um pênalti inexistente contra a Macaca no final do segundo tempo, a Ouvidoria de Arbitragem da CBF deu total razão aos argumentos alvinegros.

Em documento enviado nesta quinta –um  dia após a ida do presidente pontepretano Sebastião Arcanjo À CBF, acompanhado pelo presidente da FPF Reinaldo Bastos – para os advogados Paula Saraiva e Gustavo Martins, que representam a Ponte no caso e no pedido de impugnação da partida feito ao STJD, a Ouvidoria confirmou uma série de erros da arbitragem:

Em primeiro lugar, porque a bola, apesar de chegar muito próximo, não manteve contato com o braço do defensor.  Esse só fato exclui a infração. 

Nesse passo, deve ser dito que o VAR necessita de imagem clara – evidência clara – para sugerir revisão, que só se justifica se houver prova de erro claro, óbvio, que, para o caso, exigira certeza do contato da bola coma a mão/braço do defensor (ponto de contato).

Em seguida, porque, ainda quando a bola houvesse tocado no braço do defensor, a infração não se caracterizaria, uma vez que a mão/braço do jogador estava muito próxima de sus corpo, em decorrência do cuidado que adotou, para evitar o contato. 

A consequência da indicada posição do braço do jogador do Reclamante impõe a afirmativa de que não se pode falar nem em posição antinatural, tampouco em ampliação do espaço corporal, que, todavia, seriam irrelevantes sem a comprovação do contato com a bola. 

Este último aspecto caracteriza ainda mais a gravidade do erro, pois se o jogador estava com seu braço junto a seu corpo, somente com uma imagem clara, muito clara mesmo e que comprovasse que ele praticou um movimento adicional para tocar na bola, o que não ocorreu, é que a infração poderia se caracterizar. 

Conclusivamente, o árbitro errou ao rever sua decisão de campo, ainda que não tenha visto a situação com nitidez e o VAR errou ao sugerir a revisão. O erro de ambos, foi de interpretação da regra e de uso da tecnologia.

O ouvidor Manoel Serapião Filho também determina que a Ponte tenha acesso aos áudios das cas conversas entre juiz e VAR e destaca ainda: “Em face desta indiscutível constatação, a Ouvidoria de Arbitragem, ao lado de lamentar o prejuízo do Reclamante e de lhe oferecer verdadeiro pedido de desculpas, sente-se obrigada a sugerir que a Comissão e a Escola de Arbitragem, com apoio da estrutura do VAR, prestem orientações específicas ao árbitro e à equipe VAR, ou seja, no sentido de como interpretar os lances da espécie, de acordo com a regra incidente, e de como utilizar a tecnologia disponível, o que corresponderá a ratificar todos os ensinamentos prestados nos diversos cursos oferecidos pela CBF.”

 Confira a íntegra do documento:

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