Ponte sai na frente, mas VAR garante o empate para o adversário em pênalti absurdo aos 54 minutos do segundo tempo

Foto:PontePress/ÁlvaroJr

Com um gol de falta anotado por Rafael Santos, que mandou um petardo e marcou o terceiro dele com a camisa alvinegra, a Macaca saiu na frente no Majestoso e parecia que seria um jogo ganho até os 54 do segundo tempo, quando o VAR confirmou um pênalti absurdo para o adversário. Desta forma, prejudicada por uma interpretação bizarra da arbitragem,  a Ponte perdeu dois pontos que eram dela.

"Para mim, um lance normal. Parece que bateu no quadril, mas braço também estava junto ao corpo", diz Paulo César de Oliveira, da Central do Apito.  Com o resultado, a Ponte ainda manteve a invencibilidade de oito jogos no Majestoso, mas, com 33 pontos, dorme na 14ª posição, a seis pontos do Z4, em vez de  na 12ª posição na tabela e a oito pontos acima do Z4, posição que ocupava antes do pênalti inventado.

Na sequência da competição, a equipe do técnico Gilson Kleina – que cumpriu suspensão hoje e foi substituído no banco por Fabiano Xhá – vai enfrentar o Avaí às 19 horas da próxima terça-feira (5), na casa do adversário.

O jogo

A Ponte começou pressionando o adversário e aos três Richard, após bom lance de ataque, deu um belo chute contra o gol, mas a bola explodiu na zaga.  Aos seis, Camilo arriscou de canhota e a bola passou à direita da trave. Aos dez, descida rápida de Moisés, que lançou para Veras, mas o goleiro cortou.

Aos 12, Moisés  recebeu na esquerda e passou por dois, mas foi prensado na hora de chutar, e a bola saiu para escanteio. Aos 17, quase saiu o gol alvinegro. Camilo recebeu na entrada da área, puxou para o pé direito e bateu rasteiro, para boa defesa do camisa um adversário.

Aos 19, Richard recebeu no ataque, mas não conseguiu concluir. Na sequência, Veras lançou na área, mas ela acabou saindo pela linha de fundo. Aos 26, nova tentativa de Richard, mas ela saiu em escanteio. Na cobrança, o arqueiro oponente subiu mais do que todo mundo e ficou com a bola.

Aos 28, linda defesa de Ygor Vinhas em uma bomba do adversário, chutada de longe, que acabou saindo para escanteio. Na cobrança, nova boa defesa do camisa 1 pontepretano. O adversário começou a pressionar, mas a defesa alvinegra continha o ímpeto do Vila Nova. Aos 39, Camilo recebeu na intermediária e bateu, mas ela subiu demais e saiu por cima do gol.

Três minutos depois, a Ponte cruzou na área, mas a defesa tirou. Aos 48, o juiz apitou o final do primeiro tempo, sem que ninguém mexesse no placar.

No segundo tempo, no primeiro lance de ataque, Veras foi derrubado, mas o juiz não marcou nada.  Na sequência, Richard desceu com rapidez e cruzou, mas a defesa tirou. Aos quatro, Moisés saiu em velocidade e foi parado com falta. Na cobrança de Camilo, o goleiro defendeu com soco na bola, mandando para a lateral.  Aos seis, Richard desceu e tentou cruzar, ganhando escanteio.

Aos 11, Kevin cobrou lateral para João Veras, que cruzou na área, mas a defesa tirou.  Aos 17, bom lance da Macaca, que terminou com João Veras passando para Marcos Jr, que foi derrubado com falta na boca da área. Rafael Santos cobrou aos 19, uma bomba de canhota, balançando as redes: 1 a 0 para a Macaca.

O time visitante veio para cima e aos 23 Ygor Vinhas fez uma defesa milagrosa em cabeceio adversário, impedindo o empate. A Ponte seguiu fazendo um jogo controlado, enquanto o Vila pressionava para tentar o empate. Aos 37, Moisés tentou uma jogada individual, mas foi travado pela defesa.

Aos 43, o camisa 21 saiu em contra-ataque, mas a defesa conseguiu se antecipar e cortar. Aos 47, Lucas Cândido puxou bom contra-ataque, mas Moisés não conseguiu concluir. O jogo ficou lá e cá, com o Vila atacando e a Ponet explorados contra-ataques.

Aos 49, um lance polêmico. A bola chutada pelo Vil bateu nas mãos do jogador pontepretano que estava de costas e com as mãos para trás, mas o juiz pediu o VAR e disse que as mãos não estavam coladas no corpo. Paulo César de Oliveira., da Central do apito, destacou: “Para mim, um lance normal. Parece que bateu no quadril, mas braço também estava junto ao corpo.”

O Vila cobrou aos 54 e Ygor Vinhas caiu para o canto certo, mas não conseguiu defender. 1 a 1, final de jogo.

Ficha do Jogo

Ponte Preta: Ygor Vinhas; Felipe Albuquerque (Kevin), Cleylton (Fábio Sanches), Rayan e Rafael Santos; André Luiz, Marcos Júnior (Lucas Cândido) e Camilo (Thalles); Richard (Iago), Moisés e João Veras. Técnico: Fabiano Xhá (substituindo Gilson Kleina, que cumpre suspensão).

Vila Nova: Georgemy; Moacir, Rafael Donato, Renato e Willian Formiga; Deivid (Thiago Real), Dudu e Arthur Rezende (Rafael Silva); Kelvin (Diego Tavares), Clayton (Pedro Jr) e Alesson (Maná). Técnico: Higo Magalhães.

Gols: no segundo tempo, Rafael Santos aos 19 e Pedro Jr, aos 54.

Arbitragem: Adriano Barros Carneiro apitou, com os assistentes Renan Aguiar da Costa e Eleutério Felipe Marques Junior. O quarto árbitro foi João Vitor Gobi e o VAR ficou a cargo de Wanderson Alves de Sousa.

Cartões amarelos:  Rafael Donato, William Formiga e Pedro Jr (Vila Nova); Rayan, Moisés (Ponte)

Partida válida pela 28ª rodada, realizada no Majestoso, sem público nem renda em virtude da pandemia

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