Kleina enaltece o espírito do elenco, que venceu fora de casa mesmo com dois homens a menos, e quer pés no chão para vencer o Brasil-RS: “É mais um jogo decisivo para as nossas pretensões”

Foto:PontePress/ThiagoToledo

Mais do que uma atuação heroica ou um “teste para cardíaco”, a vitória por 2 a 1 contra o Operário na noite de ontem (na qual a Macaca ficou com um a menos a partir dos 27 minutos do segundo tempo e ainda jogou os últimos dez minutos com apenas nove em campo) foi um exemplo de empenho, dedicação e superação do elenco alvinegro. Ou, como resume o técnico Gilson Kleina, de espírito de Ponte Preta.

“Temos que enaltecer o espírito e a entrega dos nossos atletas. Isso foi fundamental para a nossa primeira vitória fora de casa. Esse tem de ser o espírito, sempre. Quando estava 11 contra 11, nosso time conseguiu encaixar o jogo, a marcação. Depois das expulsões foi uma atuação de superação, com as defesas do Ivan, o Kevin salvando a bola em cima da linha e a entrega absoluta de todos”, elogia Kleina, fazendo justiça aos próprios comandados. 

E é esse espírito que o treinador quer que a Macaca – que retoma os treinamentos nesta sexta-feira – no próximo confronto, na noite de domingo no Majestoso. Com a sexta melhor campanha do returno e engrenando uma saída definitiva da parte mais abaixo da tabela, a Macaca vai enfrentar o lanterna da competição e GK quer foco total para que a escrita de invencibilidade recente no Majestoso seja mantida (já são cinco vitórias e um empate em casa) e venha a conquista de mais três pontos.

“Se tudo der certo, e em casa a gente está muito forte, vamos com os pés no chão para vencer e daí trabalhar em outra situação no campeonato. Agora, então, é nos mobilizarmos contra o Brasil de Pelotas:  é mais um jogo decisivo para as nossas pretensões”, destaca.

Ainda falando sobre a partida de ontem, Kleina faz uma análise do jogo. “No primeiro tempo, a gente encaixou a marcação e teve uma transição forte. Eles tiveram dificuldade e conseguiram empatar numa jogada de falta, cresceram um pouco, mas depois a gente teve as melhores condições. Quando o Moisés conseguiu definir a jogada, chegamos ao segundo gol. A gente tinha de arriscar um pouco mais no último terço”, diz.

Ele conclui: “Falamos no intervalo sobre os cartões e pedimos atenção também para o time não baixar as linhas. As trocas jamais foram para chamar o adversário, só que com dois a menos é quase impossível ter uma plataforma de jogo. É tentar fechar o bloco central. Realmente soubemos sofrer e trouxemos três pontos importantíssimos para Campinas.”

Falando sobre as expulsões e, mais amplamente, sobre a arbitragem, Kleina critica. “Os amarelos que o Fábio e o André tomaram no primeiro tempo, houve lances semelhantes também do lado deles, e o árbitro não deu. Teve uma transição do Moisés no segundo tempo que não foi falta apenas, foi uma agressão. E teve um pênalti no Rodrigão não dado e  depois o Djalma colocou a mão no rosto do Iago, seria o segundo amarelo para o jogador deles também e teria de haver expulsão!, relembra.

Ele acrescenta que o juiz também acrescentou um volume inexplicável de tempo de acréscimo, de oito minutos. “O banco deles também todo tempo pressionando a arbitragem e não houve advertência para eles. Também houve umas faltas deles em  que os atletas entravam direto no corpo. Essas situações foram minando, a arbitragem a desejar. Entendo até que estava procurando um resultado de empate para ter mais tranquilidade no jogo”, analisa.

Isso tudo, porém, apenas valorizou ainda mais o resultado em Ponta Grossa, como conclui o treinador. “Quero agradecer e parabenizar o espírito do time. Vencemos com dois a menos contra um adversário que é muito forte em casa, e nós ti/vemos essa dramaticidade toda. Que bom que quando a gente sofreu apareceu nosso elenco, com as defesas do Ivan, os zagueiros brigando, o Kevin salvando em cima da linha. Quando você acredita no trabalho, em algum momento esse resultado iria vir. Ainda temos ajustes a fazer, mas fiquei muito feliz por trazer três pontos para Campinas.”

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