No Dia do Profissional de Educação Física, Juvenilson fala sobre a evolução física da Macaca e revela que os trabalhos de corrida são fundamentais em tempos de pandemia

Foto:PontePress/DiegoAlmeida

As mudanças feitas nos campeonatos de futebol nacionais por causa da pandemia já estão em vigor há tanto tempo que a torcida já se acostumou com elas. A sensação, muitas vezes, é de que tudo sempre foi do jeito que é e já ficou normal que os clubes tenham, por exemplo, maratonas de jogos nos quis a cada três dias o time está em campo. Porém, o que parece corriqueiro ainda tem consequências, em especial na parte física dos atletas. E, neste 1º de setembro, em que se comemora o Dia do Profissional de Educação Física, o preparador pontepretano Juvenilson Souza fala um pouco sobre como os profissionais da área fizeram mudanças para que os jogadores possam enfrentar as consequências, em especial a que mais preocupa os times: lesões.

“Uma mudança muito relevante que ocorreu com a pandemia é que primeiro os atletas tiveram uma inatividade grande e quando as competições voltaram o calendário se apertou, com menos tempo entre os jogos e até período de férias menores. Isso já nos gerou uma expectativa de altos índice de lesões musculares, em especial as de posterior. Isso é muito estudado e se confirmou em alguns casos. Nossos índices aqui na Ponte estão dentro do esperado e menores do que a literatura sugere, graças aos trabalhos preventivos e de sprint (corrida rápida), onde os jogadores atingem de 30 a 35 km por hora. É um fato comprovado que para evitar as lesões neste calendário atual precisamos expor o atleta em atividades nestas velocidades altas, principalmente corrida, seja com ou sem bola”, conta.

O preparador conta que a evolução física do elenco após o primeiro turno tem sido muito boa, com o controle exercido pela preparação física, fisiologia e departamento de performance pontepretanos. “Avaliamos a carga crônica, que é a somatória das cargas de cada atleta ao longo do tempo, dos últimos meses, com a carga aguda, que é a desenvolvida no trabalho diária.  Baseado nesses números tomamos nossas decisões e , nestas semanas que temos mais tempo, estamos individualizando o trabalho para aperfeiçoar cada situação para que todos possam estar à disposição do Gilson Kleina e tenham um número maior de minutos em campo. Nas próximas semanas, por exemplo, teremos três jogos emum espaço de sete dias e estamos controlando a carga de trabalho especificamente para que os atletas possam sustentar esse período”, pontua,

Juvenilson acrescenta que, mesmo com todo esse trabalho, é impossível evitar que lesões eventualmente ocorram. “Nosso desafio é proteger os atletas disso , reduzir o número destas lesões e quando elas ocorrerem, ter o atleta o mínimo possível no Departamento Médico, possibilitando que ele esteja o mais rápido possível em condições de jogo e de volta ao time”, afirma.

Ele acrescenta que outro ponto importante para entender é o conceito de intensidade de jogo. “Hoje está muito na moda falar disso e uma das formas de intensidade que as pessoas mais identificam é o jogador correr em alta velocidade, mas outras formas existem para medir isso. O número de passes que a equipe troca, especialmente no último terço, quantas vezes chega no último terço, os duelos defensivos e ofensivos, quando se acelera o passe e quando se está posse de bola. Tudo isso nos permite ler a intensidade como um todo e medir as variáveis”, explica.

Ele finaliza falando sobre a data comemorativa deste dia 1º . “Tenho muito orgulho de ser um profissional de educação física. É minha prioridade, um trabalho que faço com prazer e alegria, assim como meus colegas da área aqui na Ponte, o Guiga, o Kauê e o professor Léo, da performance. Hoje esse é um trabalho que cada vez mais ganha notoriedade e respeito, e parabenizo a todos os profissionais da área por esse dia de reconhecimento”, conclui.

Notícias Recentes

REDES SOCIAIS