Após vencer o Confiança, Kleina enfatiza: “Vamos continuar trabalhando com os pés no chão, para que a gente possa continuar pontuando para fazer um segundo turno com consistência”

Foto:PontePress/ÁlvaroJr

Sem tempo para descansar, a Ponte Preta já treinou na manhã deste domingo (15) focada no próximo compromisso pelo Brasileiro da série B: a Macaca enfrenta já na noite de terça-feira o líder da competição, o Coritiba, na casa do adversário. Atento ao desafio, o técnico Gilson Kleina prega a concentração total para que a equipe alvinegra possa se superar e pontuar em um jogo que promete ser bastante pegado.

“Vamos continuar trabalhando com os pés no chão, para que a gente possa continuar pontuando para fazer um segundo turno com consistência. Tivemos dois confrontos diretos e sabíamos da importância de fazer o resultado para nos distanciar das equipes mais abaixo. Estávamos vivendo numa posição da qual a gente queria sair e fizemos isso, mas ainda precisamos estar atentos. Vamos enfrentar o líder e espero que possamos dar continuidade a esse momento especial para a gente”, diz Kleina.

Um momento que, sem questionamentos, mostra a evolução do time em campo: foram duas vitórias consecutivas na Série B pela primeira vez (uma delas, no dia do aniversário de 121 anos do clube), quatro gols em um único jogo também de maneira até então inédita e dez pontos conquistados nos últimos 15 possíveis. “São situações em que a gente tem que enaltecer os números, muita coisa aconteceu nessa semana. É importante mostrar a força do elenco também. A gente conviveu com lesões e problemas físicos, mas quem entrou deu conta do recado. São números muitos positivos e fico feliz pela vitória. Se for dessa maneira, com sofrimento, mas com a Ponte saindo com três pontos, pode ser sempre assim”, afirma.

Em relação à vitória de ontem em si, Kleina fala um pouco sobre o bom desempenho de Fessin, que entrou no lugar de Camilo (poupado por desgaste) e fez dois gols, além de ter sofrido o pênalti que gerou o terceiro da Macaca na vitória de 4 a 2 contra o Confiança. O meia, inclusive, se emocionou no intervalo do jogo ao dedicar os gols que fez para o irmão de 16 anos que, infelizmente, faleceu há cerca de dois meses.

“Primeiro é preciso enaltecer o profissional que o Camilo é. Veio pro banco com dor, tomando remédio, tratando. Se precisasse, a gente poderia utilizar, mas o planejamento era poupar para ter o jogador na sequência . Por outro lado, o Fessin passou por um período difícil. Você perder um ente tão querido como um irmão, a gente sabe o que representa. Então fico feliz que o Fessin tenha feito os gols para mostrar o valor dele. O meia que pisa na área passa a ser um jogador muito perigoso e espero que o Fessin possa ter mais confiança daqui para a frente”, deseja.

Ainda falando sobre o fato, Kleina ressalta que os dois meias têm características diferentes e fica feliz com a “dor de cabeça saudável” que ocorre quando há mais de uma boa opção para uma posição.  “São jogadores com características diferentes, o Camilo com experiência e uma leitura de jogo muito apurada, o Fessin tem a intensidade da juventude. Sempre vamos ver com quem a gente pode contar e procurar extrair o melhor de cada jogador, mas o importante é mostrar a força do nosso elenco”, enfatiza.

O treinador complementa esta última linha de pensamento. “Uma coisa que a gente vem falando para os atletas: a oportunidade vem e é preciso estar preparado. Aconteceu isso com o (zagueiro) Thiago. Sempre com seriedade, treinando, pedindo informações para buscar corrigir. Isso está acontecendo com vários jogadores. Para alguém fazer o gol, alguém roubou a bola, deu um bom passe, se movimentou sem a bola. A gente melhorou nosso poder de decisão e isso é de grande valia. A gente passa por alguns processos. Quando cheguei aqui, o meio era Dawhan, Léo Naldi e Camilo, e a gente vai remontando o time. E só o tempo para você entender a melhor característica de cada um, e também para os jogadores assimilarem o modelo”, opina.

Kleina finaliza elogiando o elenco, mas sem deixar de ver que é preciso, sempre, aperfeiçoar e melhorar o trabalho em campo. “Toda a equipe está de parabéns, foi um jogo de emprenho, entrega e organização. Porém, quanto aos gols de falta que tomamos, o primeiro gol foi mérito do jogador, o João Paulo bateu muito bem. Já no segundo a barreira abriu, então é ver o que a gente pode corrigir. Mas, ainda assim, a gente estava controlando a partida, apesar do volume de jogo deles”, afirma.

Ação social

Após o treinamento desta manhã, o técnico Gilson Kleina foi até a Vila Paula, em Campinas, onde doou cestas básicas.  A comunidade local foi reconstruída após um incêndio em outubro de 2020 e desalojou 24 famílias do bairro, que fica na região da CDHU do bairro San Martin, em Campinas. Ao todo, cerca de 180 famílias (700 pessoas) moram ali, a maior parte em situação de vulnerabilidade social.

O presidente Sebastião Arcanjo acompanhou o treinador e também doou para lideranças locais um kit dos 121 anos da Ponte Preta, contendo itens do clube referentes ao aniversário, que será parte de uma rifa de arrecadação que está sendo organizada pelos moradores.

 

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