Kleina avalia a estreia no Majestoso: “Queríamos a vitória, mas o ponto conquistado vai nos dar um pouco mais de confiança, e agora é trabalhar para fazer melhor no Maranhão”

Foto:PontePress/ÁlvaroJr

Um time mais seguro, que criou e finalizou mais, com mais qualidade e equilíbrio, inclusive emocional. Para o técnico Gilson Kleina, estas qualidades apresentadas pela Macaca no empate em 1 a 1 contra o Vasco indicam que a Ponte está no caminho certo, ainda que a vitória na tenha vindo.

“A Ponte esteve muito próxima da vitória. A gente teve o controle do jogo no primeiro tempo, criamos pelos lados e tivemos chances de poder finalizar. Faltou um pouco mais de preenchimento de área. No segundo tempo, tomamos gol de pênalti, mas o time mostrou equilíbrio e reação. Queríamos a vitória, mas é um ponto que vai nos dar um pouco mais de confiança, e agora é trabalhar para fazer melhor no Maranhão na noite sexta-feira”, pontua o treinador.

Ele acrescenta que aproveitará os dias até o jogo contra o Sampaio Correia, na casa do adversário, para ir afinando o elenco nos treinamentos. “- Os ajustes vão acontecendo jogo a jogo. Acho que ontem o Vasco adiantou as linhas de marcação no começo de jogo, o que foi determinante para a nossa saída de bola. Mas também pelas características dos nossos jogadores. A gente tentou evitar bolas longas por não ter homem de referência. Quando a bola entrou na primeira linha, a gente começou a ganhar terreno e construir”, diz.

Sobre o fato de ter atuado sem o “homem de referência”, o treinador explana um pouco mais. “É um conceito que trouxemos, o futebol hoje está muito engessado no ataque também e essa foi uma opção nossa. Não tem problema jogar com um 9, mas entendemos que para esse momento a gente tinha de criar uma situação para ter a posse de bola e a supremacia nos setores. Acho que isso aconteceu. Fizemos a bola entrar pela linha de fundo, e os atacantes chegarem de trás para a frente, com liberdade para levar ao desconforto de desequilíbrio na marcação. Chegamos algumas vezes em boas condições para fazer o cruzamento. O gol foi assim. Bola invertida para o Moisés, dois, três jogadores brigando lá dentro da área”, relembra.

Ainda neste sentido, GK fala um pouco sobre o que ele mudou no time em relação ao jogo de estreia, quando a Macaca  foi comandada pelo técnico interino Sandro Forner. . “ Mudamos um pouco o modelo e também o conceito, mas também aproveitamos muita coisa desenvolvida pelo Fábio Moreno, pelo Forner, precisamos parabenizar o que já tinha aqui. A gente só mudou uma situação para ter um pouco mais de posse e verticalizar no campo adversário, então caíram muitas bolas para Moisés, Niltinho e Renatinho contra os laterais. São treinos que fizemos que os atletas assimilaram. Ainda temos muito a evoluir, mas que o resultado nos dê confiança para o próximo jogo para transformar todas essas situações em gols.”

Cadê o VAR?

Sem fazer nenhum tipo de reclamação, porém constatando uma realidade que está ocorrendo na série B, o treinador também diz que o árbitro de vídeo (VAR) faz falta na série B. “ O gol que tomamos ontem foi uma infelicidade, mas se você vê bem o lance, é discutível. A bola trisca ali no braço na tentativa do Camilo cabecear. Se na Série B tivesse VAR, isso aí seria interpretado e talvez nem pênalti fosse. Sair atrás é complicado, mas felizmente time reagiu e criou situações para a virada de jogo, porém se eles não tivessem marcado primeiro a situação poderia ser outra, poderíamos ter saído com a vitória. A CBF poderia rever o posicionamento e colocar o VAR na Série B”, pontua.

 Kleina acrescenta que, se a competição tivesse árbitro de vídeo, a classificação estaria bem diferente. “O que vou falar agora é uma constatação. Eu olho a tabela hoje e vejo o Brusque na frente com seis pontos, mas seis  pontos irregulares. A vitória deles contra nós foi construída com um pênalti discutível e ainda teve um gol legal da Ponte anulado . E ontem eles ganharam do Londrina com  um impedimento claro. Há um discurso de que o erro faz parte do futebol, mas é algo que temos condição de evoluir. A CBF poderia olhar para a Série B com mais carinho, mas não estamos aqui reclamando: vamos buscar fazer a nossa”, diz.

Kleina registra ainda a satisfação pela atuação de Renatinho ontem – o camisa 29 balançou as redes com um golaço. “O Renatinho fez uma função diferente da que vinha atuando. É um cara que faz gol, insinuante, sempre foi finalizador, e a gente fica feliz pelo gol dele. Claro que queríamos entregar uma vitória na estreia, mas estamos iniciando um trabalho ainda. Vamos trabalhar para que os resultados positivos venham e para que a gente tenha uma consistência daqui para a frente”, conclui.

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