Macaca treina e Fábio Moreno destaca: “Vamos buscar três pontos em Itu, apesar de dois revezes seguidos a gente acredita no poder de recuperação e, apesar de ter dificuldades pelo caminho, entende que pode chegar ao objetivo da classificação”

Foto:PontePress/ÁlvaroJr

A Ponte Preta treinou forte nesta sexta-feira (30), de olho no confronto da noite de domingo contra o Ituano. Além do treinamento em si, os atletas tiveram hoje uma conversa com o presidente Sebastião Arcanjo, que reafirmou a confiança no trabalho comandado pelo técnico Fábio Moreno, mas enfatizou a necessidade de bons resultados. O treinador, por sua vez, acredita que é possível vencer na arena adversária.

“Vamos buscar os três pontos em Itu. Apesar de dois revezes seguidos, a gente acredita no poder de recuperação. Essa mesma equipe fez boas atuações antes, meses atrás vencemos o Figueirense por sete a dois. A gente acredita que pode evoluir, confia no grupo e espera que essa resposta seja contra o Ituano, que é inclusive uma grande oportunidade para readquirir a confiança nas vitórias”, pontua Moreno.

O comandante pontepretano reitera que a classificação para a próxima fase continua sendo a meta – após a rodada de ontem, a Macaca está a dois pontos da Ferroviária, que ocupa o segundo lugar do grupo. “A nossa pontuação não nos permite ficar pensando para baixo, a gente pensa para cima. Todo bom pontepretano tem de pensar de uma forma mais otimista. Apesar de ter dificuldades pelo caminho, a gente entende que pode chegar ao objetivo da classificação”, afirma.

Fábio Moreno acrescenta que a crença no time segue inalterada. “Não é uma derrota ou outra que vai tirar confiança e dizer se a gente é capaz ou não, isso não existe no futebol . A gente cobra um futebol de qualidade, mas se a cada derrota trocar toda a comissão técnica e toda a estrutura, fica impraticável. Hoje nós nos sentimos respaldados pela diretoria e  pelos jogadores. O ambiente no dia a dia é muito saudável, há uma confiança mútua entre nós. Trabalhamos pelo melhor, cientes das responsabilidades e das dificuldades”, destaca.

 Em relação a reações desmedidas como os atos de agressão contra o time ocorridos na noite de segunda-feira, Moreno pondera: “A Ponte é sempre um clube em ebulição, a gente procura dar tranqüilidade aos atletas blindar os jogadores desse externo, que é sempre muito forte e turbulento. Na verdade todo esse questionamento, toda celeuma do externo, só prejudica a Ponte Preta. Não é nada produtivo, a Ponte não conseguiu nada com isso ao longo da história. A gente tenta quebrar esse paradigma, quebrar essa série negativa de achincalhamento, de cobranças desmedidas. A gente procura continuar trabalhando com seriedade, honestidade , olhando um no olho do outro e se cobrando ao máximo para melhorar e  dar sequência a um trabalho que será muito produtivo em breve.”

Ele acrescenta, concluindo o assunto: “A gente questiona muito a parte emocional da Ponte, mas só quem vive esse dia a dia sabe da dificuldade que é trabalhar aqui dentro por conta da grandeza da instituição, da cobrança da torcida, de todos. Muitas vezes, quando se ganha a vitória é relativizada, quando perde parece que cai o mundo nas nossas costas. Estamos tentando fazer o melhor para a Ponte, os atletas saem de todos os jogos exaustos, e acredito que a gente pode se recuperar.”

Última rodada

Fábio Moreno faz uma análise sucinta do jogo contra o Mirassol. “Falhamos numa bola parada e depois num lance meio que duvidoso de pênalti. E ali foi um ponto crucial, quando a gente  volta de um segundo tempo e toma um gol, o abalo emocional é muito forte. Você já sente normalmente essa cobrança e essa pressão, quando toma um gol logo na subida do túnel fica difícil. Ainda assim, o time demonstrou força e determinação para tentar o empate. A gente incomodou, teve bola na trave, merecia ao menos o empate pela entrega dos jogadores”, diz.

Moreno conclui: “Quando goleamos o Santos por 3 a 0, usamos praticamente a mesma estratégia de ontem. A gente buscou, sem a bola, baixar as linhas para forçar o erro. Muitas vezes o Mirassol tentava fazer os passes e roubávamos, a  diferença de um jogo para o outro é que não tivemos precisão para definir as jogadas. Criamos, mas não tivemos bolas decisivas. É o segundo jogo que a gente tem um volume até que bom, mas não termina em finalização a gol. Nossa expectativa é melhorar isso, já a partir de domingo.”

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