Luto no esporte: Covid leva a pivô Ruth, que vestiu a camisa do basquete pontepretano bicampeão mundial nos anos de 1990

O Brasil perdeu nesta terça-feira (13) a pivô e campeã mundial de basquete Ruth Roberta de Souza. Aos 52 anos, Rutão, como era carinhosamente conhecida, foi vítima do Covid-19, doença contra a qual lutava desde o final de março, quando foi internada com 70% dos pulmões já comprometidos. Além de defender as cores do Brasil, Ruth fez parte do lendário basquete pontepretano, que foi bicampeão mundial, e em 2016 foi uma das homenageadas pela Macaca durante o chamado Jogo das Estrelas, que reuniu em Campinas os maiores nomes do basquete feminino.

“É uma notícia muito triste para todo o esporte brasileiro e mundial. Ruth foi uma grande atleta, defendeu as cores da Ponte Preta e do Brasil com muito empenho e sucesso. Lamentamos profundamente e nos solidarizamos com a família e amigos neste momento tão triste”, diz o presidente pontepretano Sebastião Arcanjo.

 

Para quem não se lembra, o ano era o de 1992 quando a Ponte Preta começou a jogar também com a bola nas mãos, formando um super-time de basquete pelo qual passaram atletas de Seleção como, além da própria Ruth, Magic Paula, a rainha Hortência, Elena, Cíntia,  Lígia, Sílvia, Cláudia, Ana Paula, Lucivera, Marimar, Adrienne, Fernanda, Roseli, Nádia, Helen, lena Bounatians  e  Karina.

Não à toa, o basquete feminino pontepretano – comandado pela técnica  Maria Helena Cardoso e a assistente Heleninha – conquistou dois campeonatos mundiais, o de 1993 e o de 1994 (naquele ano venceu ainda outros cinco torneios além da taça do mundo: Troféu Imprensa, Jogos Regionais, Jogos Abertos, Paulista e Brasileiro, somando 66 vitórias em 71 partidas disputadas). 

 

 

“Perdi uma amiga, com uma história de vida de muitos desafios, mas jamais perdeu sua doçura e sempre com seu jeito humilde e eficiente na convivência em grupo. Dia muito triste para mim. Ruth fazia parte da minha família e sempre recebida com carinho, como merecia. Que ela faça esta passagem com muita luz”, comentou Magic Paula.

“O que temos a fazer é agradecer o que ela fez pelo basquete feminino. E que Deus receba ela de braços abertos. O basquete está triste. E vamos rezar para que ela seja recebida com festa lá no céu”, completou Hortência, que era amiga de Ruth há quatro décadas. 

 

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