Novo Coordenador Geral da Base, Odair Batistela – que foi campeão SUB20 com o Atlético Mineiro – supervisionará a implantação do Padrão Ponte Preta: “Nossos atletas tem de ser altamente competitivos e técnicos para servir nosso profissional”

Foto: PontePress/DiegoAlmeida​

Prestes a completar 41 anos, no próximo domingo, Odair Batistela tem uma larga experiência no Futebol. Nos últimos dois anos, ele foi coordenador técnico do Atlético Mineiro, trabalho que rendeu frutos como a conquista do Campeonato Brasileiro SUB20. Batistela também já atuou como técnico, preparador físico, observador técnico e coordenador de observação em equipes como São Paulo, Red Bull, Desportivo Brasil e Guarani – por sinal, ele foi responsável pela captação de Ivan Quaresma no outro time de Campinas (Ivan e o preparador Betão, pouco depois, viriam para a Ponte, que deu todas as condições para o camisa 1 deslanchar).

Agora no cargo de Coordenador Geral da Base Pontepretana, Batistela será o responsável por tudo o que acontece nos SUBs 15, 17 e 20 da Macaca, e irá supervisionar nas categorias de Base a implementação do Padrão Ponte Preta, desenvolvido pelo técnico Fábio Moreno em atendimento a uma demanda do presidente Sebastião Arcanjo.

“Vim para desenvolver um trabalho geral de reestruturação. Dar continuidade ao que já era bem feito e continuar o processo de organização e desenvolvimento para a categoria de Base. Esse é o principal eixo para reorganizar, continuar construindo e buscando o alinhamento com o profissional para que os atletas da Base tenham maior êxito possível. O grande trunfo do futebol hoje é a categoria de base e é fundamental que haja esse alinhamento com o profissional.

Neste sentido, o discurso de Batistela é bem alinhado com o de Moreno. Ele ressalta, por exemplo, o padrão de perfil de jogador buscado pelo time. “A gente precisa primeiro definir o estilo de atleta. A Ponte tem o grande exemplo do Dicá, um jogador extremamente técnico. Então não pode só pensar somente em raça e determinação, mas sim atributos técnicos que possa preparar aquele jogador para, servir o profisional .E não podemos direcionar para quela posição que o treinador precisa para aquele determinado momento, é preciso pensar no amplo. Daqui a pouco ele precisa de um meia de organização, de um 1º ou 2º volante de centroavante”, diz.

Vale lembrar que o técnico Fábio Moreno tem investido nos atletas da Base – que, inclusive, tiveram grande mérito na vitória contra o Botafogo na última rodada: a Macaca tinha onze desfalques por Covid e lesões, e oito jogadores advindos da Base estiveram em campo (entre eles, Léo Naldi, autor do gol alvinegro);

“Quando o trabalho é bom, adequado, o êxito acontece. Ainda mais quando tem pensamento do presidente, dos diretores e do treinador profissional de que a Base é fundamental para o objetivo final. O duro é quando isso não ocorre e fico muito feliz que aqui aconteceu e vai continuar ocorrendo. Vejo uma coligação muito grande do treinador do profissional, ele enxerga a categoria de Base. E é preciso parabenizar os diretores por terem colocado a Base para jogar a Copa Paulista do ano passado, ou o time não colheria os frutos que estaria colhendo agora. Competir faz parte do atleta, nossos atletas tem de ser altamente competitivos e técnicos para servir nosso profissional”, enfatiza.

Ele acrescenta: “Vamos trabalhar para transformar conceitos em realidade, ter atletas mais corajosos, mais ambiciosos, capazes de tomar as próprias decisões para que entendam o que o técnico profissional está dizendo. Queremos jogadores inteligentes, técnicos, com a determinação que o torcedor exige demais, e tem que ser assim, e que sejam vencedores. Atleta da base tem que aprender a vencer, se perder não pode sair do campo achando que está tudo bem. Pode até sair sabendo que perdeu porque o adversário foi superior, mas sabendo que não é normal e pensando em melhorar para vencer o próximo jogo.”

O Coordenador Geral da Base revela ainda que já conversou com a diretoria alvinegra sobre a necessidade de se investir em captação de atletas. “Precisamos investir para atrair clubes menores, equipes de escolinhas, empresários para termos êxito. Temos que ter os melhores aqui e quando você não investe na captação é difícil conseguir os melhores. Com isso teremos mais êxito para revelar futuros atletas”, opina.

Odair Batistela finaliza com um recado ao torcedor. “É um prazer estar em Campinas novamente e trabalhar numa equipe histórica, que tem um torcedor apaixonado e que acompanha o dia a dia da equipe. Convidamos o torcedor a também acompanhar as categorias de base. Sei que o momento atual de pandemia é difícil, mas é preciso sempre apoiar a Base, que é uma solução grandiosa para o time crescer cada vez mais no futuro”, finaliza.

Em tempo: no momento não estão ocorrendo competições de categorias de Base em virtude da Pandemia. Na Ponte, o SUB20 está treinando presencialmente, enquanto os atletas mais jovens, dos SUBs15 e 17, estão fazendo atividades virtualmente, isolados em casa.

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