Após vencer em Ribeirão Preto, Moreno diz que ideal é a Macaca ter mescla de atletas jovens e mais experientes, mas destaca: “Foi disparada a vitória que me trouxe mais satisfação, pois coroa uma ideia, um ideal, uma luta que a gente trava para valorizar a Base”

Foto:PontePress/AlbertoNucci

Com onze desfalques (em decorrência de jogadores com Covid-19, recuperando-se da infecção ou ainda lesionados), a Ponte Preta foi a Ribeirão Preto enfrentar o Botafogo em um jogo renhido, no qual a superação falou mais alto, possibilitando a conquista da primeira vitória No Paulistão 2021. Um dos destaques da partida, porém, foi que dos 15 atletas que atuaram nos mais de 90 minutos do jogo, oito eram oriundos da Base (destes, dois, Anderson e Robinho, jogaram pelo time profissional pela primeira vez).

“Neste sentido, foi disparada a vitória que me trouxe mais satisfação, pois coroa uma ideia, um ideal, uma luta que a gente trava para valorizar a Base. Ffalamos nisso desde a pré-temporada, os jogadores sabem disso e é algo que nos deixa muito orgulhosos. Falei a eles antes de entrar que eles que podiam ficar tranqüilos, porque que a responsabilidade era toda a minha e que eles jogassem o que sabiam, sem razão para nervosismo”, diz o técnico Fábio Moreno.

O treinador ressalta, contudo, que é sempre preciso ter calma com a garotada, e exemplifica o pensamento falando sobre o autor do gol da vitória. “O Léo Naldi é um jogador muito capacitado, mas é também um garoto que está se formando. Sempre tenho muito cuidado, porque não podemos deixar uma carga muito pesada de expectativa ser depositada nas costas de jogadores ainda em formação. O Léo se supera, é de muita intensidade, das características que eu vinha pedindo contratação para a diretoria e o temos dentro de casa. Esses meninos são importante pro futuro, mas eles vão oscilar. É preciso ter calma, paciência, que o momento certo deles vai chegar.”

Ele finaliza o pensamento, destacando que o ideal é ter em campo uma mistura de jogadores mais novos e mais velhos. “A vitória de ontem traz tranquilidade pro nosso trabalho e para inserção dos atletas da Base. A gente vinha fazendo boas partidas, quase venceu o mesmo Novorizontino que ganhou do SP hoje. Tivemos bom desempenho contra Santo Andre e Corinthians também, mas o resultado não estava vindo. Ontem veio e isso dá tranquilidade inclusive pra garotada voltar numa nova oportunidade mais tranquila. A mescla de Base com atletas experientes vai favorecer a Ponte, é o que considero ideal. Ontem, porém, estávamos desconfigurados, tivemos que apostar todas as nossas fichas nos atletas da Base e fizemos isso com convição e confiança , pois sabemos do amor e entrega deles pela Ponte”, conclui.

Sem tempo para treino e pandemia

Fábio Moreno conta ainda que, em virtude do calendário apertado, a equipe praticamente não teve tempo para nada entre o jogo em Goiás pela Copa do Brasil e a partida de sábado. “A gente vem numa sequência dura, desgastante, sem tempo de treinamento ou descanso. Os jogadores estão sentindo, não dá pra treinar porque os coloca em mais risco de lesão. Então é tudo à base de palestras, conversa. O que facilita com os garotos é que eles já vem de uma sequencia na Base, com o Sandro Forner e o Rodrigo, carregam uma fundação boa e trabalharam na pré-temporada conosco, então têm os nossos conceitos”, diz.

O treinador também ressalta, obviamente, a atuação do restante do elenco, fundamental para a conquista dos três pontos. Entre estes, ele destaca a boa noite do goleiro Ygor Vinhas, que fez diversas defesas difíceis. “Jogamos fora de casa, contra um adversário que complicou vida do São Paulo lá no Morumbi, que apresenta muita força física e dificuldade para os que o enfrenta. Fazemos nosso melhor, mas não tem como garantir que a bola não vai chegar no nosso gol, mas quando isso ocorre ficamos tranqüilos porque temos o Ygor, que mesmo voltando da Covid, sem ritmo, mostrou toda a capacidade dele. Quando não paramos o adversário, contamos com um grande goleiro”, diz.

Por falar na pandemia, que vem impactando a Ponte nas últimas semanas com desfalques, o treinador opina. “A gente precisa lembrar que o Covid-19 está causando problemas em todo país, matando milhares de pessoas. Brigamos muito tempo por conta de vacina, uso de máscara… nossos governantes falharam nesse sentido e hoje sentimos na pele. Na Ponte estamos tendo a ausência de atletas e vários membros da comissão técnica, até o presidente foi infectado”, relembra.

Ele acrescenta: “Precisamos lembrar que são pessoas que estão doentes, não estão com uma gripezinha. Elas sentem corpo debilitado, precisam de atenção, de acompanhamento. Somos expostos a um risco muito grande, ontem o Yuri sentiu dor de cabeça e febre antes da palestra e já foi isolado, não sabemos se ele está com Covid ou não, esse é o novo desafio. A contrapartida é que , diante de tudo isso, a superação das adversidades mostra que o grupo da Ponte está embutido no compromisso, no ideal de fazer as coisas acontecerem.”

Moreno termina falando sobre a paralisação do futebol, determinada pelo governo do Estado para ocorrer inicialmente de 15 a 30 de março. “Se parar vai ser bom, porque freia a pandemia. Precisamos ter a cabeça voltada para a saúde, os familiares, e não pensar apenas no próprio umbigo. O futebol está inserido na sociedade. Se temos tantos casos aqui onde seguimos protocolos rigidamente, imagine lá fora. Os hospitais estão lotados, tem gente morrendo na fila. O futebol parar é algo que foi estudado para que o pior passe e voltemos a trabalhar com segurança”, conclui.

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