Moreno acredita que vitória na Copa do Brasil traz mais confiança ao elenco e destaca: “Agora temos que juntar forças para enfrentar o Botafogo em Ribeirão, que é sempre um jogo muito duro, para somar três pontos muito importantes para nossas pretensões no Paulista”

Foto:PontePress/ThiagoToledo​

Com a classificação para a segunda fase da Copa do Brasil na mala, a Ponte Preta retorna de Goiás nesta quinta (11) – com previsão de chegada no início da tarde em Campinas – e já se prepara para enfrentar o Botafogo na noite de sábado (13) pelo Paulistão. “Estamos sem tempo para treinar, basicamente é recuperar, e estamos sofrendo com problemas de Covid e problemas físicos. Mas não há tempo para lamentar nenhum tipo de situação: temos que juntar forças, ver quem está em melhores condições para enfrentar o Botafogo em Ribeirão, que é sempre um jogo muito duro, para somar os três pontos que vão ser muito importantes para nossa pretensão no Paulista”, destaca o técnico Fábio Moreno.

O treinador destaca que, se praticamente não há tempo para treinar física e taticamente, o lado emocional da equipe sai fortalecido com os 2 a 1 contra o Gama. “A vitória de ontem é muito importante para o nosso planejamento, pois contamos com essa premiação nas primeiras etapas para os cofres do clube, e dá confiança a uma equipe que vinha fazendo boas partidas, mas sem resultados. Em Goiás não jogamos bem, até mesmo porque o campo não propiciou condições para a prática do bom futebol e sofremos com lesão no começo graças ao gramado horroroso que prejudicou as duas equipes, mas vencemos e isso é importante para melhorar”, pontua.

Ele acrescenta: “Toda vitória acrescenta em ganho de confiança, isso é muito importante para o momento do qual estamos vindo do Paulista, com três jogos em que o resultado não veio. Mas eu disse inclusive aos atletas que não sou do tipo do cara que abandona o time na primeira dificuldade. Vou pelo caminho que pode até ser mais difícil, de acreditar, dar confiança, saber do potencial que eles podem render. É só questão de tempo e ganho de confiança, então a vitória vai ajudar nisso e na campanha do Paulista.”

Jogo prejudicado

Fábio Moreno faz uma análise da partida de ontem. “Tivemos uma primeira etapa muito ruim, tivemos que mudar. Os próprios atletas se cobraram, o Luizão chamou a atenção do pessoal e eu até comentei com eles que era muita sorte de o jogo não estar na TV, pois poupou o torcedor e o público de ver uma partida péssima na etapa inicial. Teve uma série de questões que influenciaram muito, sim, mas independentemente disso quem veste a camisa da Ponte não pode apresentar a falta de vontade que tivemos no primeiro tempo”, afirma.

Ele complementa o pensamento. “Acho que começamos pouco intensos nesta partida e melhoramos com as substituições. Começamos devagar e melhoramos no transcorrer do jogo. Temos que considerar que ainda estamos sentindo dificuldade em ganhar melhor condição física, até porque estamos sofrendo com Covid, lesões, que nos levam a usar e desgastar outros atletas. Para se ter uma ideia, não consegui anda jogar com um time completo que eu tenha treinado. Mas esperamos que os jogadores continuem evoluindo e superemos estas questões”, pontua.

Moreno não esconde, porém, que o maior adversário da Ponte Preta ontem foi o campo do Serra do Lago – tanto Ponte Preta como Gama, inclusive, haviam pedido adiamento do jogo à CBF por causa da condições do local, mas não foram atendidos. A Ponte Preta formalizou queixa sobre o estádio junto a FPF e à CBF.

“O gol do Gama se explica por alguns fatores: a Ponte não estava num momento bom, com disposição baixa, criando pouca opção. Mas é preciso analisar o campo. Todo mundo que preza por bom futebol, um bom espetáculo e não só rebater bola precisa nos ajudar a acabar com isso: aquele  campo que não tem a mínima condição. Não propicia domínio correto, só chutão. A grama estava alta, cinco seis tipos de grama, buracos, formigueiro. Temos que pedir desculpa pra torcida porque não tínhamos condições de desempenhar bom trabalho ali”, doz Moreno.

Ele acrescenta: “Era um campo ruim, condições péssimas de infrastrutura, esparadrapo com sangue no chão, lixo. É inconcebível que uma competição que é a mais rica, mais lucrativa, dá maior prêmio, coloque equipes para jogar num gramado desses. Prejudica até a saúde dos atletas, já passamos isso com o Camilo em Afogados no ano passado. Não sou de dar desculpa, assumo a bronca nas coisas em que me meto, mas perdemos um jogador importante, o Renan Mota, por culpa do gramado irregular. Isso precisa ser repensado no Brasil, nunca vamos conseguir melhorar de fato o futebol no país jogando num campo como este.”

Prós e contras

Questionado sobre fatores positivos da partida, Moreno faz alguns destaques, como a atuação dos jovens da Base. “O Papa Faye entrou muito bem,ajudou bastante, foi um cara muito intenso. Léo Naldi está ganhando corpo, mostrando condição para seguir carreira. Veras lutou muito e o Pedrinho, mesmo tendo muito desgaste, fez um bom cruzamento, se recuperou na partida”, diz.

Ele também ressalta a atuação de Thalles, que estreou ontem com gol. “Estamos estreando atletas que gostaríamos de ter mais um pouco e tempo antes de colocar. O Thalles conseguimos segurar um pouco, mas ontem precisamos colocá-lo e ele entrou sem ritmo, o que era de se esperar, foi melhorando e foi muito feliz no gol. É importante para ele adquirir confiança e fazer um bom trabalho aqui na Ponte”, afirma.

Sobre esta questão de colocar jogadores por necessidade, ele aborda outros exemplos. “No nosso planejamento nem Luizão nem Renan Motta eram para estarem sendo tão utilizados. O Luizão estava no recondicionamento após ter fraturado o dedo, mas foi excelente para o grupo, tem cobrado e incentivado os companheiros, ido para o no sacrifício. O Renan tinha jogado a última partida em setembro de 2020 antes de vir para cá e calhou de pegar sequência muito dura. Então vamos fazendo essas adaptações, mas muitas vezes isso é prejudicial pra saúde dos atletas”, conclui.

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