Ponte Preta registra queixa na FPF e na CBF por péssimas condições do estádio em Goiás, que tinha formigueiro e buracos no gramado, e até lixo e esparadrapo com sangue no banco de reservas

Fotos:Pontepress

A Ponte Preta apresentou queixa para a Federação Paulista de Futebol e irá registrar uma reclamação formal junto à Confederação Brasileira de Futebol em relação à escolha do Estádio Serra do Lago, em Luziânia (GO), para a partida contra o Gama na tarde desta quarta-feira (10). Tanto a Macaca quanto o time adversário já haviam pedido anteriormente o adiamento da partida porque o estádio não tinha condições. O presidente pontepretano Sebastião Arcanjo inclusive havia mandado ofício formal à CBF, alertando para condições impraticáveis do campo, mas os pedidos de adiamento não foram atendidos.

Além do horário ruim para a prática do futebol, o gramado estava em péssimas condições (com diferentes tipos de grama, buracos e formigueiros), o que prejudicou sobremaneira o futebol, dificultando os passes, o toque e o controle de bola alvinegros. Na opinião do técnico Fábio Moreno, a condição irregular do gramado inclusive foi responsável pela lesão de Renan Mota.

“Não sou de dar desculpas, sou de assumir a bronca no que me meto. Mas perdemos um jogador importante em decorrência do gramado. A gente nunca vai conseguir melhorar o futebol brasileiro jogando num gramado horroroso como esse. Fica impossível fazer jogada construída, trabalhar a bola… a gente faz um planejamento visando um bom jogo e encontra péssimas condições de trabalho”, protesta o treinador.

Além do campo sem condições, havia lixo espalhado no estádio e as condições do banco de reservas de ambos os times, vestiário e estrutura em geral eram deploráveis. No banco de reservas da Ponte, por exemplo, havia cadeiras danificadas e até um esparadrapo sujo de sangue

“Já falei pessoalmente com o presidente da FPF, pedindo o apoio da entidade em nossa queixa, e apresentaremos uma reclamação formal na CBF. Jogar em um campo como esse numa competição importante como a Copa do Brasil é algo incompreensível e que não pode ser admitido ou acontecer novamente”, destaca o presidente pontepretano Sebastião Arcanjo.

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