Ponte sai na frente, mas toma virada em São Paulo; “chave” agora muda para a Copa do Brasil

Foto: MarcosRibolli

A Ponte Preta saiu na frente, com um belo gol de João Veras, mas acabou tomando a virada com um chute de longa distância e um rebote de pênalti defendido por Luan. “Mais uma vez não fizemos um jogo ruim, em especial no primeiro tempo, onde podíamos até ter ampliado. Mas no segundo tempo ficou mais difícil de jogar e acabamos tomando os gols. Claro que nossa atuação não está ideal, mas está boa: o que precisamos é vencer, se não fica complicado na competição”, diz o capitão Apodi.

A Ponte Preta volta a campo pelo Paulistão no próximo sábado (13), às 19 horas, contra o Botafogo, em Ribeirão Preto. Antes disso, porém, a equipe deve viajar para enfrentar o Gama, em Luziânia (GO), pela primeira fase da Copa do Brasil. A etapa é disputada em jogo único e a Ponte tem a vantagem de empatar para seguir em frente.

O jogo

A Ponte preta começou indo para cima e logo no primeiro minuto Yuri fez bela jogada individual, saiu da defesa e atravessou o campo, passando por pelo menos dois adversários. O lateral passou para Paulo Sérgio finalizar, dentro da área, em chute perigoso. Aos oito, Moisés recebeu bola pela esquerda, avançou, cortou para o meio e bateu para o gol, mas a bola saiu.

No minuto seguinte, mais um bom lance do camisa 21. Ele fez mais uma jogada rápida pela esquerda e passou para Dawhan, que ajeitou para Apodi chutar, porém a bola saiu pela linha de fundo. Aos 16, Yuri tirou a bola do adversário e puxou contra-ataque em velocidade para a Macaca, que terminou em escanteio. Na cobrança, após bate e rebate, a arbitragem marcou impedimento de Renan Mota.

Aos 19, Moisés fez jogada pelo meio em tabela com Yuri, mas a bola acabou interceptada pelo Corinthians. O adversário desceu em contra-ataque que acabou com defesa firme e tranquila de Luan.

Aos 27, Moisés mandou uma bomba para o gol corintiano, de primeira, para defesa difícil do goleiro adversário. Aos 30, saiu o gol da Macaca, e que golaço: Ruan Renato enxergou João Veras e fez um ótimo lançamento para o atacante, que se livrou da marcação, entrou com a bola na área e chutou no canto esquerdo, balançando as redes. Ponte 1 a 0.

A Ponte queria mais e manteve a pressão. Aos 34, o adversário parou lance de ataque com falta em Luizão. Aos 36, Renan Mota foi derrubado em lance pela direita, quando se aproximava da área. Ele mesmo cobrou, mandando para a área e, após bate-e-rebate, a zaga tirou. A Ponte marcava firme a saída de bola, pressionando o erro adversário. Aos 37, boa chance do adversário, que mandou chute firme de longe para o gol pontepretano, mas Luan fez bela defesa.

Aos 42, boa jogada da Ponte, com Moisés passando para Pedrinho, que fez o corta-luz e deixou para Apodi bater com perigo. A Macaca seguia pressionando o adversário, mas nos minutos finais o Corinthians chegou ao empate. Vital mandou um petardo no ângulo, sem chance para Luan. 1 a 1 e fim de primeiro tempo.

A Ponte começou o segundo tempo com tudo. Nos primeiros segundos, se aproveitando de falha do adversário, Moisés mandou cruzado pro gol e quase marcou o segundo da Macaca. Na sequência, Yuri quase fez um golaço, após dominar no peito fora da área e mandar pro gol, passando perto do travessão.

Logo depois começou a chover forte em São Paulo, deixando o gramado mais pesado. Aos cinco, Luan (do Corinthians) chutou contra o gol pontepretano, mas o Luan da Macaca fez boa defesa. Aos nove, em boa armação pontepretana, Renan Mota achou Moisés e a defesa conseguiu cortar para escanteio. Na cobrança, Yuri cabeceou e a zaga mais uma vez cabeceou para escanteio e, neste, Léo Naldi cabeceou na área, mas a bola saiu.

Aos 11, bom lance de Pedrinho, que acabou recebendo falta dura de Bruno Mendez (o corintiano foi amarelado pelo lance). Na sequência, João Veras foi parado com falta também em lance de ataque. Aos 15, João Veras recebeu ótimo lançamento no campo de ataque, mas a zaga cortou. No lance seguinte, mais um ataque pontepretano parado com falta – naquele momento, já eram 13 faltas aplicadas pelo oponente contra quatro da Ponte.

Com o campo encharcado depois da forte chuva, o Corinthians apostava nos  cruzamentos para a área da Ponte Preta e, em um deles, saído de falta, Luan fez boa defesa, espalmando para a trave e para o escanteio. Na sequência, o oponente tentou gol olímpico, mas a zaga tirou. O adversário ainda tentou na blitz um gol de bicicleta, mas Luan defendeu.

Logo depois, o juiz apitou pênalti a favor do Corinthians, dez segundos depois do lance. Jô cobrou aos 32 e Luan rebateu, mas o atacante pegou o rebote e marcou. Virada dos donos da casa, 2 a 1.

Aos 37, Cantillo cometeu falta dura em Moisés, por trás – o corintiano deixou o pé e pisou no pontepretano. O juiz conferiu no VAR e expulsou o atleta oponente. Aos 40, Dawhan cabeceou bem para o gol, depois da cobrança da falta, mas o goleiro fez boa defesa. Aos 43, Moisés fez ótima jogada individual pela esquerda. O atacante invadiu a área, fintou o defensor e chutou, mas a bola explodiu na trave. NA sequência, Moisés fez nova boa jogada e foi parado com falta e tapa no rosto.

Aos 45, Apodi teve boa chance na área, mas a zaga tirou. Aos 48, Luizão recebeu cruzamento na área, mas acabou no chão após choque com a defesa. No minuto seguinte, o juiz apitou final de partida.

Ficha do jogo

Ponte Preta: Luan; Apodi, Ruan Renato, Luizão e Yuri; Dawhan, Vini Locatelli (Léo Naldi) e Renan Mota (Papa Faye); Pedrinho (Bruno Michel), Moisés e Paulo Sérgio (João Veras). Técnico: Fábio Moreno

Corinthians: Matheus Donelli; Bruno Méndez, Jemerson, Gil e João Vitor; Roni, Luan (Araos) e Cantillo; Rodrigo Varanda (Otero), Antony (Jô)e Mateus Vital (Adason). Técnico: Vagner Mancini.

Gols: João Veras, aos 30 e Mateus Vital, aos 45 do primeiro tempo; Jô, de pênalti (rebote após defesa de Luan), aos 32 do segundo tempo.

Arbitragem: Raphael Claus apitou, com Marcelo Carvalho Van Gasse e Anderson José de Moraes Coelho como assistentes. O VAR ficou a cargo de José Rocha Cláudio Filho.

Cartões amarelos: Antony e Bruno Mendez (Corinthians); Luizão (Ponte)

Cartão vermelho: Cantillo (Corinthians)

Partida disputada na Neoquímica Arena, sem público (nem renda) em virtude da pandemia

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