Moreno fala sobre a maior goleada fora de casa desde os anos de 1950, melhor ataque, atletas da Base e o que vem por aí

Foto: Patrick Floriani/FFC

Sim, a frustração pelo acesso não ter vindo é grande. Mas, por outro lado, a partida de ontem contra o Figueirense foi tudo menos uma despedida melancólica da série B 2020-21. A  goleada de 7 a 2 sobre foi a maior fora de casa desde 1953, quando a Macaca venceu o Juventus por 7 a 1 no campeonato Paulista. A Ponte terminou em sétimo lugar, com o melhor ataque da competição (54 gols), utilizou seis atletas promissores da Base nesta rodada e ficou consolidado o bom trabalho do técnico Fábio Moreno. Desde que ele foi efetivado, a Ponte teve aproveitamento geral de 62,9% – com cinco vitórias, dois empates e duas derrotas em nove jogos – e de 83% no Majestoso.

“Fazia mais de 60 anos que a Ponte Preta não fazia um placar como esse fora de casa. No Brasileirão, com certeza nunca houve um placar tão elástico, isso mostra o talento, a garra, o profissionalismo de todos. Isso mostra um grupo forte, unido, que sabe da responsabilidade, do tamanho de defender a camisa da Ponte Preta. Apesar de não termos conseguido nosso objetivo, que era o acesso, ficamos muito satisfeitos por eles darem esse retorno, mesmo em uma partida sem muito apelo para a competição, nossos atletas mostraram muito profissionalismo e apreço pela camisa e pela torcida da Ponte Preta”, diz Moreno.

Ele ressalta a satisfação não apenas com o bom desempenho dos jogadores mais experientes, mas, em especial, com a utilização dos atletas da Base. O goleiro Guilherme fez sua estreia ontem entre os titulares, assim como também iniciou jogando o volante Igor Maduro. No decorrer da partida, entraram ainda o lateral esquerdo Jean Carlos, o zagueiro Thiagão, o volante Léo Naldi e o atacante Pedrinho. O jovem senegalês Papa Faye também teve chance.

“A gente fica muito satisfeito com o resultado da partida também porque foi mais uma oportunidade de a gente colocar em campo os meninos, jovens talentos da Base. Isso para mim é uma satisfação pessoal muito grande, porque é uma das minhas missões valorizar a base. A Ponte Preta tem em sua história uma base muito competente, forte, isso sempre fortaleceu muito o clube em todos os sentidos. Ontem foi, mais uma vez, uma grande oportunidade de eles atuarem, ganharem experiência e, quem sabe, irem solidificando a carreira na Ponte Preta”, avalia.

Sobre Guilherme, em específico – o camisa 1 está na Ponte desde os 12 anos e foi aluno de Moreno aos cinco, em uma escolinha de futebol – Moreno diz que viu em campo um talento promissor, que no futuro pode vir a dar muita alegria à Ponte Preta. “A Ponte Preta sempre forma grandes goleiros, de Seleção Brasileira, como é o caso de Sérgio, Carlos Ganso, Ivan. Então fico muito tranquilo com o trabalho dos goleiros. Contamos com um grande preparador de goleiros, que é o Betão. A análise dele, o trabalho, nossa diretoria confia muito e ele é muito responsável por essa condução e pela boa performance dos nossos camisas 1”, diz.

Paulistão 2021

Os atletas da Ponte voltaram hoje a Campinas e terão um curto período de intervado. Os que têm contrato vigente, os que renovaram e eventuais novas contratações deverão se apresentar e, 8 de fevereiro para a preparação ao Paulista. “Na nossa pré-temporada, pretendemos dar o máximo de condição, é um pedido meu para o presidente e para a diretoria, que estão fazendo de tudo para nos atender, proporcionar para os atletas o máximo de estrutura possível, para que possamos nos preparar para esse campeonato muito difícil. Tenho certeza que, em breve, serão anunciadas boas contratações, renovações e uma pré-temporada em alto nível”, pontua.

Neste sentido, o treinador acrescenta que a Ponte está finalizando os planejamentos para a próxima temporada. “Às vezes as negociações não são tão simples como se espera ou como se acha, depende de vários fatores financeiros, os atletas aguardam situações pessoais deles e a Ponte Preta também faz suas análises. O quanto antes, para mim, como treinador, tivermos o grupo formado, melhor. Porque a partir desse grupo vou estabelecer nossa filosofia de trabalho, vamos formar a cara da Ponte Preta, e quanto antes pudermos fazer isso, melhor”, conclui Moreno.

 

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