Com jogo já na noite de quinta (22), Moreno quer foco na reabilitação imediata no Paulista: “Vamos tentar somar o máximo de pontos em busca da classificação, que ainda é possível”

Foto:PontePress/ÁlvaroJr

Sem muito tempo para lamentar a derrota para o Red Bull Bragantino ontem, a Ponte Preta já treina na tarde desta terça (20) de olho na partida contra o São Caetano, marcada para às 22h15 de quinta-feira. Diante de um adversário que promete muita luta nos próprios domínios, pois precisa a todo custo ganhar pontos para sair da zona de rebaixamento, o técnico Fábio Moreno quer atenção total para que a Macaca já volte a se encontrar com a vitória.

“Jogaremos mais uma vez fora de casa. Seguimos na nossa luta, é um campeonato difícil e o tempo é curto, praticamente apenas para recuperar os jogadores e ver quem estará disponível para ir em busca da reabilitação. Vamos tentar somar o máximo de pontos em busca da classificação, que ainda é possível. Estamos longe de construir algo consolidado, precisamos evoluir bastante, e temos a oportunidade na próxima partida de fazer melhor”, enfatiza o treinador.

Sobre o revés em Bragança Paulista, o técnico faz algumas considerações. “A gente jogou contra um grande adversário, que treina há bastante tempo da mesma maneira e com jogadores de muita qualidade. Não estivemos no nosso melhor dia, tecnicamente e também taticamente, e isso refletiu no placar, no resultado. O adversário impôs essa dificuldade, e nós não conseguimos construir as jogadas e erramos muitos passes, o que dava mais campo para eles”, avalia.

De certa forma, inclusive, a performance do RBB indica que a Ponte está no caminho certo e o que ainda precisa ser corrigido. “Todo processo de construção é lento, não existe construção rápida, não é da noite para o dia. Esse time do Red Bull estão há praticamente três anos juntos fazendo isso, você nota pela sincronia dos movimentos, enquanto nós ainda estamos alternando nossa performance”, diz.

Moreno complementa: “O desafio é consolidar uma maneira que não oscilemos tanto na competição. É uma irregularidade decorrente do processo de formação de equipe, estamos num início de trabalho, e grandes times demoram também para estruturar sua forma de jogar. O Bragantino tem um trabalho a longo prazo e é o que esperamos também para a Ponte.”

O técnico finaliza pontuando, ainda, que é preciso notar que, ainda que não tenha sido o suficiente, o time apresentou uma evolução ontem do primeiro para a segunda etapa. “Melhoramos no segundo tempo depois das trocas, conseguimos sair algumas vezes da pressão. Todos adversários do Bragantino sofrem com isso, é uma pressão muito bem treinada. Mas também tivemos um pênalti não-marcado e quando tivemos a chance de fazer o gol, não fomos efetivos como contra o Santos. Por fim, também temos que enxergar o mérito do oponente, que lidera a chave dele e não venceu apenas a Ponte, venceu vários adversários”, conclui.

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