Oliveira diz que empate no Majestoso teve sabor de frustração por dois pontos perdidos e quer reação na Bahia: “Precisamos ter o gosto de sair na frente e usufruir disso”

Foto:PontePress/ÁlvaroJr

A Ponte Preta teve mais volume de jogo, criou mais chances, mas não conseguiu sair do empate com o Brasil de Pelotas. Por isso mesmo, o sentimento do técnico Marcelo Oliveira e do elenco não podia ser outro. “O jogo de ontem foi frustrante. Atacamos muito e perdemos dois pontos, essa é a sensação e sentimento de todos”, diz o treinador pontepretano.

O treinador faz uma análise da partida realizada no Majestoso. “O Brasil veio por uma bola, marcava muito atrás e forte, tem uma boa defesa, empatou muito. Já previa mais ou menos isso, por isso coloquei dois meias e um volante, pra tentar construir as jogadas por dentro. A parte boa é que, embora tenhamos trocado mais bola por trás e com certa lentidão, finalizamos o dobro que o adversário, Temos que concretizar mais destas oportunidades criadas”, pontua.

Ainda que o gol do adversário tenha sido irregular, uma vez que estava impedido, Oliveira destaca que ele não deveria ter ocorrido e que a Ponte tem que trabalhar para sair na frente nas partidas, de preferência já na próxima sexta (20) contra o Vitória, fora de casa. “Tenho cobrado muito em relação a isso. Ontem, mesmo com o impedimento, poderíamos ter tirado aquela bola.  Nosso time reage bem, mas precisamos ter o gosto de sair na frente e usufruir disso”, enfatiza.

 Possibilidades para os próximos jogos

Questionado sobre reprisar o esquema com dois homens de meio campo em partidas futuras, o treinador responde de forma positiva. “É possível jogar, sim, com dois meias, bem como trocar essa estratégia dependendo do jogo. Mas gostei do que vi ontem com esse esquema, porque criamos muitas oportunidades. E o gol que levamos foi irregular, se tivesse VAR seria diferente”, acredita.

O treinador acredita, porém, que o time está começando a trilhar um caminho que o levará de volta ao G4. “Estou buscando melhor formação e produção para que isso ocorra. Quando cheguei a Ponte estava em terceiro, mas com atuações irregulares, e estamos buscando a formação ideal para buscar o acesso e subir. Para a próxima sexta, vamos analisar esse jogo e ser coerentes na melhor formação”, diz.

Pênalti e Pato

Perguntado a respeito do pênalti cobrado por João Paulo, que poderia ter garantido três pontos se tivesse entrado, Oliveira afirma: “Temos nossos batedores, indiquei João Paulo, Camilo e Bruno, nesta ordem, porque treinamos cobranças de pênalti quase todo dia e o aproveitamento dele é melhor. Mas isso não deve ser levado como responsável pela derrota: não tem um culpado, todos aqui têm responsabilidade pelo que acontece.”

Ele finaliza respondendo também a uma pergunta sobre Guilherme Pato: destaque nas últimas duas partidas, quando saiu do banco, o jogador não se sobressaiu tanto ontem , quando foi titular, e acabou sendo substituído no intervalo. “Começou com o Pato porque ele é um jogador de velocidade, mas com o adversário retrancado atrás, ele ficou com dificuldade. Então colocamos o Luan, que está treinando muito bem, é habilidoso. Mas o Pato vai crescer e nos ajudar muito, principalmente em situações de contra-ataque”, acredita.

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