Oliveira acredita que com um pouco mais de capricho, Macaca poderia ter vencido em Minas, e alerta: “Temos que valorizar ponto fora, mas não podemos jogar só no segundo tempo, não temos que esperar levar a pancada para reagir”

Foto:PontePress/ÁlvaroJr

Em um jogo difícil, contra um adversário notadamente qualificado, conquistar um ponto fora de casa é algo a ser valorizado.  Por isso mesmo, o técnico Marcelo Oliveira dá importância ao placar de ontem contra o América-MG – um oponente que inclusive havia eliminado o Corinthians na Copa do Brasil durante a semana – mas reforça que a Ponte Preta precisa estar mais focada e pode fazer mais.

“Foi um jogo importante e difícil, e valorizamos esse ponto, apesar de o trabalho ter sido no sentido de vencer, ganhar mais confiança e seguir em frente. Fizemos um primeiro tempo ruim, mas no segundo, com um pouco mais de capricho poderíamos até ter ganhado o jogo. Precisamos jogar melhor desde o início, estar mais concentrados e atentos. Futebol não pode ser assim, levar uma pancada para depois reagir. Se jogássemos o primeiro como fizemos no segundo, teríamos saído com vitória”, acredita.

O treinador reforça esse pensamento: “Nosso time tem poder de reação, o que é positivo, mas precisa entrar mais concentrado, jogando mais desde o início. Não se pode jogar futebol só em um tempo, embora, contra esse adversário em específico, todos que forem jogar em Minas Gerais vão ter dificuldade contra um time que está nas primeiras posições e tem aproveitamento excepcional em casa.”

Dois tempos

Marcelo Oliveira faz uma análise da partida de ontem. “O América fez gol por uma infelicidade individual nossa e teve outra chance em erro nosso no meio campo, mas não massacrou a Ponte Preta no tempo inicial: nós é que erramos muitos passes e isso atrapalhou nosso primeiro tempo. No segundo, com um pouco mais de capricho poderíamos até ter ganhado o jogo”, diz.

Quanto a não ter iniciado com um time “mais técnico”, com a presença de João Paulo e Camilo no meio (a partida foi iniciada com três volantes e apenas JP no setor), Oliveira avalia que a opção seria mais arriscada. “Eu jogava como meia, era um jogador técnico e gosto de jogadores técnicos, mas para enfrentar o América na fase que está , entrosado como está, seria  um risco começar aberto, porque se leva um ou dois gols é difícil de tirar. Diante da circunstância, porém, arriscamos mais e deu muito certo, nosso segundo tempo foi bem melhor que o primeiro.”

Usar esse mesmo sistema desde o primeiro tempo, acredita, é algo a ser considerado com muita cautela.  “Esse time do segundo tempo pode jogar de novo em casa, mas é um time bem aberto. Precisamos que os jogadores técnicos, nesse caso, participem mais da marcação. Mas estamos atentos a este aspecto. Vamos colocar o melhor time contra o Brasil e o treinamento da semana é muito importante para corrigir o que foi feito errado no sábado”, diz.

Formação e banco

Há cerca de um mês no comando e com diversos atletas que se integraram ao elenco depois da própria chegada, Marcelo Oliveira explica que o time pontepretano ainda não tem uma formação definitiva. “A Ponte ainda não tem um time formado. A maior prova disso é que Orobó fez o terceiro jogo, o Léo Pereira está no segundo, o Barreto no terceiro, o Ruan estreou ontem. Ainda estamos buscando a formação ideal, que ataque de maneira mais efetiva e saiba se defender”, esclarece.

Sobre o fato de as substituições estarem dando certo e o time ter melhorado com elas ontem, o treinador pondera: “Temos que valorizar, sim, o fato de quem vem do banco estar atento e entrar com muita força. Como digo aos jogadores, o fato de termos cinco substituições permite que quem está em campo dê seu máximo, sem economizar, e quem está no banco tem que estar com o olho brilhando para entrar e fazer a diferença.”

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