Marcelo Oliveira diz que não é à toa que Ponte está no G4, mas tem que corrigir urgentemente vulnerabilidade defensiva: “Temos que usar a derrota, por mais dura que tenha sido, como ensinamento para as próximas partidas”

Foto:PontePress/ÁlvaroJr

Quando um time é goleado, é muito comum ouvir que do treinador e dos atletas que aquele jogo “é para ser esquecido.” O técnico Marcelo Oliveira, porém, entende que o placar da noite de ontem contra a Chapecoense tem que ser lembrado.  “Temos que usar esta derrota, por mais dura que tenha sido, como ensinamento. Confio muito no elenco, teremos que fazer bastante ajuste, mas o que ocorreu tem que  servir de ensinamento para s próximas partidas. Podemos nos confrontar com qualquer equipe, desde que tenhamos mais atenção, maior regularidade”, diz.

O treinador acredita que a Macaca pode se recuperar e voltar a vencer.  “A Ponte Preta ainda tem dois jogos ainda no primeiro turno, confiamos que podemos buscar resultado e terminar o turno com percentual de quem pode chegar ao título e, principalmente, ao acesso. Existe um impacto emocional forte, naturalmente, quando se toma cinco gols, mas a função da comissão é dar força, apoiar e corrigir muitas situações que nos levaram ao resultado de ontem”, afirma.

Análise de jogo

Marcelo Oliveira fala um pouco sobre como viu o jogo contra a Chapecoense. “Temos  primeiro que  reconhecer o mérito do adversário, que não está à toa na frente da tabela, é um time que treina e joga junto há muito tempo. Já nós, em momentos em que estávamos chegando com volume, embora, sem o capricho na definição, tomamos gols. Alguns gols evitáveis, por mais que o oponente tenha mérito, como por exemplo na jogada de falta ensaiada, em que tínhamos que bloquear o homem da bola. Aí, em um jogo de confronto  direto perdendo de dois, você tem que arriscar e ir pra frente , e acabamos tomando outros gols dessa derrota surpreendente”, diz.

Ele complementa: “Na minha visão existem alguns motivos para a derrota, o principal é que não conseguimos definir as jogadas,  finalizar e doamos alguns gols. Tivemos gols evitáveis como o da falta, o pênalti, o último gol. São situações que precisamos absorver rapidamente, tirar como ensinamento e melhorar o nosso jogo como um todo.  Sabemos que temos jogadores de bom nível técnico para atacar, mas somos muito vulneráveis atrás. Teremos pro próximo jogo alguns jogadores voltando e outros que chegaram e não pudermos usar ontem, inclusive tive que improvisar na lateral direita e no ataque no segundo tempo”, pontua.

Potencial e mudanças

O treinador afirma que, assim como ele, o torcedor deve acreditar que o time continua no caminho para o acesso à série A. “Chegamos a pouco tempo aqui na Ponte e observamos muita coisa boa. Não à toa está no G4 e é um dos melhores ataques do campeonato.O torcedor precisa acreditar no trabalho e no elenco. Fica muito evidente que defensivamente estamos vulneráveis, mas vamos recuperar a zaga trabalhando, ajustando, orientando e trocando se necessário, por isso buscamos mais quatro atletas, mas sem tirar a confiança desse grupo, que é muito bom de trabalho e tem potencial técnico.”

Ele acrescenta: “Precisamos urgentemente de ajustes, pois chegamos ao ataque e não definimos, enquanto o adversário chega com facilidade, esse é o desafio do momento. Então temos que melhorar a equipe  – trabalhando, ajustando, orientando e trocando se necessário – para que a equipe tenha mais harmonia, e que sem a bola imediatamente possa se recompor e agredir buscando a marcação mais forte.”

Oliveira conclui dizendo que o trabalho para os ajustes necessários já ocorrerá no treino de hoje – a Ponte tem atividade em Campinas na quarta e quinta-feira, sendo que neste último dia já viaja para enfrentar o CRB. “Vamos discutir internamente nossos problemas, no treinamento. Depois de uma derrota todo muito de cabeça quente. Fica claro que doamos muito espaço pro adversário e que temos potencial de ataque, houve momento em que estávamos chegando e não concluímos. Falhamos todos, como equipe, não apontamos  ninguém individualmente. Precisamos trabalhar como bloco tanto na construção da jogada quanto na marcação. Confio nos nossos jogadores e vamos procurar chegar a uma harmonia melhor de marcação”, finaliza.

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