Marcelo Oliveira espera evolução para a próxima rodada

Foto: PontePress/AlbertoNucci

A Ponte Preta retorna neste sábado para Campinas, treina no domingo e já segue viagem para Recife, onde irá enfrentar o Náutico. O técnico Marcelo Oliveira espera uma evolução do time. De acordo com o que o treinador analisou na derrota de ontem para o Cuiabá, Oliveira acredita que para que isso ocorra é necessário que o sistema de marcação da Macaca funcione melhor como um todo e que haja um índice melhor de aproveitamento nos passes.

 “A Ponte é um time muito técnico, de boa condição de bola,  envolvente, mas precisa de equilíbrio entre defesa e ataque, e quando falo em defesa não estou me referindo a zagueiros, laterais e volantes. A gente constrói o jogo com time em bloco, precisa também marcar em bloco: a parte defensiva depende do time como um todo, dos atacantes agredirem a saída de bola para ficar mais suave na defesa”, diz.

Quanto a um acerto maior de passes, o treinador explica. “Temos que minimizar erros de passe que geraram as infelicidades responsáveis pelos gols que tomamos ontem. Isso passa por posicionamento e maior confiança.Vamos trabalhar essa movimentação de saída de bola, os dois gols aconteceram neste sentido em situação de infelicidade.”

Para o jogo de segunda, o treinador terá Neto Moura – que cumpriu suspensão – à disposição, e já confirma a presença do atleta entre os relacionados. “É seguro que ele vai viajar para Recife e possivelmente até jogar. Sobre os atletas no DM, vamos acionar o departamento para ver quais atletas têm condição, mas acredito que eles ainda precisam passar por um período maior de condicionamento físico. É uma resposta que teremos antes da viagem”, diz.

Análise de jogo

Marcelo Oliveira fala um pouco sobre o que viu em campo ontem na Arena Pantanal. “As infelicidades aconteceram em especial no primeiro tempo. Quando reagimos no segundo tempo, o time acertou um pouco mais e começou a apertar o Cuiabá. Na prática, tivemos duas boas oportunidades no primeiro tempo, com Peixoto e João Paulo, e no segundo tempo um bombardeio em que a bola não entrou, mas poderia ter mudado a história do jogo. Então não fiquei tão satisfeito com a etapa inicial, mas o segundo tempo me animou bastante, acho que temos condições de melhorar e conquistar nosso objetivo”, afirma.

O treinador explica a opção que fez em jogar mais no contra-ataque na etapa inicial. “O Cuiabá é um time de qualidade, que está jogando há muito tempo junto e agredir essa equipe jogando num calor de 42 graus, entendi que era desnecessário: a gente podia formar bloco na parte intermediária e a partir dali, já que eles saem bastante, teria condição de retomar bola e ir o gol deles. Isso aconteceu duas vezes, com João Paulo e Peixoto, mas não foi satisfatório porque não fizemos o gol. Gosto de pressionar, mas fazer isso com o Cuiabá desde o começo num calor daqueles seria complicado”, diz.

Ele acrescenta: “Depois, perdendo o jogo, tivemos uma reação e quando levamos o segundo gol num erro, tivemos que correr algum risco e colocar um time bem mais ofensivo, aí colocamos o Cuiabá muito atrás e numa boa parte do segundo tempo deu Ponte Preta.”

Início

Marcelo Oliveira acrescenta que a Ponte veio de um clássico à noite, com pressão grande não só por ser um dérbi como também por resultados negativos anteriores,o que desgastou bastante o elenco. “Eles tiveram muita entrega e determinação para conseguir a vitória na rodada passada.Quando o jogador quando sai 23h30, meia-noite do estádio, custa a dormir, e tivemos só um treino de bola parada e pênaltis, e já viajamos. Não tivemos treinos de posicionamento”, conta.

Ele conclui: “É um início de trabalho, estou na fase de conhecer melhor jogadores, as personalidades, quem é quem para jogar fora, pra jogar em casa. É um processo que vai acontecer e tenho confiança que a gente vai estar acertando e buscando as vitórias.”

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