Brigatti diz que desclassificação da Copa do Brasil tem que servir para não repetir erros na série B: “Domingo temos uma partida extremamente importante frente ao Confiança e precisamos tirar lições em cima da má apresentação para voltar a vencer no Brasileiro e nos mantermos no G4”

Foto:PontePress/PedroVale

A Ponte Preta retorna hoje a Campinas, depois de ter dado adeus ontem à Copa do Brasil, e traz consigo a determinação de aprender com a má performance apresentada em BH, entender os erros para não repeti-los no Campeonato Brasileiro da série B, única competição que disputará a partir de agora e na qual o foco precisa ser total  – afinal, a grande meta da Macaca no ano é o acesso à elite do Brasileirão. O técnico João Brigatti admite que o confronto da noite de terça foi a pior apresentação da equipe sob o comando dele e destaca que, uma vez que infelizmente a Ponte foi eliminada da Copa, o mais importante agora é não deixar que as causas da desclassificação contaminem a disputa na série B, onde a Ponte está em terceiro lugar.

“Tivemos uma atuação desastrosa, principalmente no primeiro tempo. Sabíamos que o desgaste do dia a dia, com a maratona de jogos e viagens e a falta de treinamento, ia refletir em algum momento. Infelizmente refletiu ontem e deixamos a Copa do Brasil, que era muito importante pelo lado financeiro e de visibilidade do elenco e da instituição. Agora temos que tirar lições desta  derrota para que não interfira no Brasileiro. Domingo temos uma partida extremamente importante frente ao confiança e  precisamos estar com astral alto, cabeça erguida, sabendo que ontem realmente nada deu certo, mas que precisamos tirar aprender com o que ocorreu”, diz.

Para o treinador neste momento é preciso frieza. “Temos que ter calma, conversar muito e ajustar a equipe para conseguir os três pontos no final de semana. O tempo jogou contra a Ponte, nos impedindo de ter mais treinamentos e fazer os ajustes necessários. Infelizmente estamos fora da Copa do Brasil agora, mas por outro lado teremos um pouquinho mais de tempo para poder treinar a equipe, fazer triangulações, aproximações e finalizações, isso se faz necessário. Dez dias atrás fizemos um ótimo jogo contra o Avaí, mas, bato na mesma tecla, a sequência de jogos e falta de treinamento nos atrapalha demais”, reitera.

Brigatti complementa: “A falta de treinamento nos atrapalha demais. Talvez o revezamento de alguns atletas se faça necessário, vamos ver os que estão em melhores condições porque no domingo e na série B precisamos de imposição física aliada à qualidade técnica. Agora temos dois, três dias para poder treinar até domingo e acredito que teremos equipe forte, para voltar a vencer no campeonato e dar sequencia a vitórias, nos mantendo nas primeiras posições.”

Análise de jogo

Na opinião do comandante, a Ponte jogou uma partida totalmente abaixo do esperado, principalmente no primeiro tempo. “A Ponte foi envolvida, a gente se perdeu na marcação do meio de campo, e o América-MG teve facilidade para propor o jogo. O América-MG poupou vários atletas contra o Figueirense e perdeu. Nós optamos por manter a equipe, jogando em casa, conseguimos o empate com o Operário e em BH sabíamos das dificuldades, mas fomos totalmente envolvidos. É levantar a cabeça e tirar lições de uma derrota dolorida. Precisamos ter equilíbrio nesse momento e saber que ainda temos o principal objetivo a ser cumprido, que é o acesso à série A”, alerta.

O treinador acrescenta que, apesar do ocorrido, não se deve fazer terra arrasada em virtude da dolorida derrota, nem entender que a tática adotada no time é o problema. “Sempre falei que tentaria uma coisa diferente com a Ponte, um modelo de jogo de sair tocando. Não é porque o time teve um rendimento abaixo que vou mudar tudo. Precisamos de ajustes, de treinamentos, de acertos na equipe. No momento temos de ter calma eajustar o time até domingo para conseguir os três pontos”, fala.

Questionamentos

Respondendo a perguntas da imprensa, que questionaram se o técnico – que sempre tem elogiado o grupo nas boas performances – não deveria criticar mais o elenco em público, Brigatto argumenta: “Eu não seria covarde de expor meus atletas publicamente. Nas vitórias é fácil bater no peito, mas na derrota todos perdemos também.  Eu lido com meus atletas e cobro demais no dia a dia. Eu sou o comandante do elenco, eu sou o culpado. Eu que escalo e eu que cobro. Cobro internamente e cobro forte,  porque é ali que a gente conserta os erros.”

Ele conclui respondendo o porquê de ter optado por Bruno Reis na substituição que fez na zaga em vez do jovem Léo, atleta oriundo da Base que estava no banco. “Você tem de tomar cuidado, principalmente numa partida muito atípica como essa, para não gerar umasituação de queimar o garoto. Tem que ter equilíbrio e pensar na adaptação de atletas, até porque você tem cinco trocas, teria de trocar vários atletas. Minha opção foi o Bruno porque ele já jogou e  treinou na posição. E não foi isso que proporcionou o terceiro gol, apesar do pênalti ter sido em cima do Bruno. A culpa não foi dele: a culpa foi de todos nós, principalmente pela nossa apatia no primeiro tempo”, finaliza.

 

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