Capitão Ivan revela pacto do elenco: “Estamos todos fechados, com o mesmo pensamento e uma das melhores energias que já vi: vamos usar nossas forças para chegar ao acesso”

Foto:PontePress/ÁlvaroJr

Foco, energia e união. Estes são os fatores que levaram a Ponte Preta ao bom momento na série B e que devem se manter para que o time conquiste o objetivo maior na competição: a volta à elite do Brasileiro. “Quando voltamos da paralisação do Paulista, fizemos um pacto entre nós que ali seria uma retomada, que o ano pra nós começaria ali e foi o que aconteceu: nos fechamos de uma maneira muito forte, o João  Brigatti nos dando confiança, os atletas que chegaram todos estão fechados no mesmo pensamento. Assim chegamos nas semifinais do Paulista e estamos focados e fechados tanto na Copa do Brasil como pelo acesso”, conta o capitão Ivan.

Titular absoluto do gol alvinegro, o camisa 1 conta que o atual elenco tem um clima diferente de anos anteriores. “É um grupo muito focado, com uma energia muito legal. Estou por três anos seguidos no profissional e posso falar que é o grupo com uma das melhores energias que já vi, muito unido. E juntamos nossas forças para chegar ao acesso”, diz.

O goleiro tem consciência, porém, que a caminhada está só começando e que é preciso atenção o tempo todo. “O principal que temos de fazer é focar na regularidade. No ano passado também começamos muito bem, até a parada para a Copa América todo mundo colocava a Ponte como uma candidata a uma das quatro vagas e não foi isso que ocorreu. O futebol muda muito rápido, então sempre temos de ter o sinal de alerta. É não se empolgar quando está bem e não achar que é o pior quando as coisas vão mal”, pontua.

Avaí

Em relação ao próximo adversário da Ponte, na noite de sexta-feira, Ivan acredita que será um jogo difícil, porém destaca que a postura da Macaca deve ser a mesma, e que é possível conquistar mais uma vitória. “Sempre entramos em campo, pela grandeza da Ponte Preta, buscando três pontos. Sabemos que do outro lado tem um grande adversário, acostumado na série B e que foi uma pedra no nosso sapado no jogo do acesso no ano passado. É um grande oponente e quanto mais pontos conseguirmos lá, mostrando nossa força fora de casa, melhor. Então respeitamos o Avaí, mas buscaremos os três pontos”, diz.

Em conquistando a vitória, a Ponte se mantém no G4 e vai se consolidando o quanto antes entre os primeiros. Ivan refuta, porém, qualquer favoritismo: o importante neste momento é manter uma boa campanha. “Acho que é cedo para falar em favoritos. A gente vê algumas equipes se destacando, mas não dá para citar nomes ainda. Foram poucos jogos. Acho que a partir da reta final do primeiro turno, você vai olhar a tabela e começar a ver alguns times na frente. Agora, porém, está tudo em aberto e a Ponte tem que pensar nela, fazer de tudo para pontuar o máximo possível e brigar lá em cima.”

Zaga e ataque

Em relação ao fato que a zaga da Macaca estará mais uma vez diferente, em virtude do suspenso Luizão, Ivan acredita que a semana cheia de treinamento fará o time – que não tomou nenhum gol pela primeira vez na última rodada – não sinta tanto a mudança. “Finalmente estamos tendo uma semana para entrosar, coisa que não estava ocorrendo antes, por causa dos jogos seguidos e viagens tínhamos que abrir mão de treinamento para recuperar os atletas. Estão vamos aproveitar esse tempo para ajustar melhor defesa. Para um time ter mais facilidade em todos sentidos, você precisa ter entrosamento. Temos grandes zagueiros e vamos usar essa semana para trabalhar bem”, afirma.

Ele destaca, contudo, que ainda que o equilíbrio defensivo não tenha sido conquistado, a Ponte não deve abrir mão da filosofia do técnico João Brigatti, de ser um time que vai para cima (em tempo, a Macaca tem o melhor ataque da competição, com 13 gols em oito jogos). “Futebol tem que ser jogado dessa maneira. Se o João está tentando colocar essa proposta é porque o elenco tem qualidade. O grupo todo tem entendido o papel de cada um. Claro que é normal ficar mais exposto também, porque você está atacando mais, mas a  Ponte está jogando diferente em relação aos últimos anos. Antes a gente jogava por uma bola e se fechava lá atrás, agora a gente vai lá, faz o gol e continua pressionando. Vamos ajustando durante a competição até encontrar o equilíbrio ideal entre os setores.”

Foco na Ponte e na Seleção

Ivan conclui falando sobre especulações envolvendo o nome dele em outras equipes, inlcusive na Europa – até o momento, nenhuma proposta efetiva foi feita para a Ponte Preta envolvendo o nome do Camisa 1. “. Meu foco é na Ponte, meu foco é na Seleção. Deixo esse extracampo para a diretoria da Ponte e também para os meus empresários. Meu maior foco é colocar a Ponte na primeira divisão e, fazendo meu trabalho bem feito aqui, mantendo a regularidade, naturalmente estarei na Seleção. Ano que vem tem Olimpíada, vou fazer de tudo para estar lá e só vou conseguir estar lá se fizer a minha parte aqui na Ponte”, finaliza.

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