Brigatti quer empenho contra o Santos na noite de quinta (30) pelo Paulistão e projeta boa estreia no Brasileiro no dia 7: “Aqui é raça, é tradição, a gente deixa sangue dentro de campo”

Foto:PontePress/LuizGuilhermeMartins

Após vencer o Mirassol e se tornar o único time da cidade nas quartas-de-final do Campeonato Paulista, a Ponte Preta irá enfrentar o Santos na noite de quinta-feira (30), às 21h30 na Vila Belmiro. O técnico João Brigatti quer ver em campo a mesma postura que viu nos últimos dois jogos do Paulistão.  

“Aqui é Ponte Preta, aqui é raça, é tradição, é uma instituição centenária. Aqui a gente prega a vontade, a determinação, e a gente luta, a gente deixa sangue dentro de campo para a nossa torcida”, diz. O treinador elogia a entrega dos jogadores, a preparação física e também as contratações realizadas pela Macaca no período da pandemia, uma vez que, destaca, a presença dos reforços nos treinamentos trouxe outro clima ao elenco como um todo.

“Estou extremamente feliz em relação à classificação, e mais uma vez, a Ponte Preta foi muito feliz nas contratações que fez. São atletas altamente profissionais, que tem nos ajudado demais, nós deixamos eles um pouco de lado por causa do Paulista e em nenhum momento você vê um atleta reclamar, muito pelo contrário, o atleta vindo nos ajudar, passando informações das equipes adversárias, agregando. Tenho certeza que Ponte Preta vai ter um elenco muito forte para o Campeonato Brasileiro. A partir de hoje estamos visando as quartas-de-final do Paulista, mas com a cabeça voltada para o Brasileiro, pois no dia 7 já estreamos no nacional e temos que estar muito bem preparados”, diz.

Análise

O treinador avalia a atuação da Macaca no jogo de ontem. “Ao contrário da partida contra o Novorizontino, senti a equipe um pouco mais ansiosa, não trabalhando tanto a bola, coisa que nós fizemos muito bem. Só que nós pegamos um Mirassol totalmente montado na defesa, só querendo sair jogando nos nossos erros, então nossa equipe foi muito inteligente nesse ponto, de bloquear principalmente a saída deles na retomada de bola”, pontua.

Ele complementa: “Acho que nosso meio de campo se comportou bem, nossa defesa se comportou muito bem, enfim, todos nós estamos de parabéns porque nós fizemos dentro dessa dificuldade que era a partida que se apresentava e o momento em que a gente se apresentava, acho que estão todos de parabéns, principalmente por terem resgatado essa união, essa vontade e essa identidade desses atletas.”

Sofrimento e confiança

João Brigatti faz um desabafo em relação ao momento que o time enfrentou durante a parada imposta em virtude do Coronavírus. “A gente vem sofrendo há muito tempo, principalmente depois da paralisação do campeonato, em que nós ficamos 128 dias nos quais fomos até motivo de chacota de uma minoria de Campinas. Até uma parte da nossa própria torcida já não acreditava mais que a gente podia reverter uma situação dessas, mas conseguimos passar para os atletas, resgatar uma confiança. Acho que nosso elenco está criando uma identidade e isso é muito bonito, muito legal”, diz.

O comandante pontepretano manda um recado para o torcedor mais pessimista. “Tem que acreditar um pouco mais de quem é da casa, que trabalha e que se mata por esse clube. Estou muito feliz e quero uma Ponte Preta só, não quero dez, tem que ser uma só.”

Ponto forte

Brigatti conclui falando sobre o que considera ser os grandes méritos do grupo pontepretano:  o foco e a entrega em campo. “Se você não pensar positivo e não focar que é capaz, que você consegue fazer aquilo, principalmente na adversidade, não tem ninguém que vai lutar por você, então todos nós estamos de parabéns neste sentido. Nosso ponto forte foi a entrega dos nossos atletas, o mérito é todo deles, o que eles se doaram nos treinamentos, através de videoconferência, treinamento presencial, foi uma entrega total que culminou com a classificação.”

Notícias Recentes

REDES SOCIAIS