Quinze dias após retorno presencial, preparador Juvenilson afirma: “Estaremos na melhor forma que foi possível conquistar neste tempo, para vencer os dois jogos”

Foto:PontePress/LuizGuilhermeMartins

A Macaca volta a disputar uma partida oficial na próxima semana, após a paralisação do Campeonato Paulista, iniciada em março. Com 15 dias de preparação presencial – seguindo todas as regras de saúde, protocolos médicos e das autoridades sanitárias – somados a dois meses de treinamentos on-line e a um mês de férias, o preparador físico da Ponte Preta Juvenilson Souza avalia o desenvolvimento do grupo.

“Foi um tempo muito longo de inatividade e um tempo curto de preparação. Estamos buscando, dentro do que a literatura científica faz, através do nosso departamento de performance, estudando os dados a cada treinamento, para que possamos progredir da melhor forma possível, com segurança ou correndo poucos riscos. Não podemos perder atletas por lesão, pois isso pode ser muito prejudicial e estamos tomando todo cuidado nesse sentido”, afirma.

Juvenilson ressalta que os resultados até o momento são positivos. “Desde o dia que nos apresentamos, o que posso dizer é que temos tido uma evolução muito satisfatória. Tivemos que fazer algumas adaptações e ajustes, em função do momento em que a Federação Paulista definiu a volta – porque no princípio o que tinha sido colocado é que voltaríamos dia 1° de agosto e depois anteciparam para o dia 22 de julho. Tivemos que ajustar a carga de trabalho, progredir um pouco mais do que gostaríamos, mas até o momento estamos bastante satisfeitos com a evolução”, destaca o preparador.

O melhor no menor tempo

O preparador pondera que ainda existe um processo a ser desenvolvido, mas mostra confiança no rendimento da equipe. “Claro que não queremos colocar expectativas nem na imprensa e nem no torcedor de que a equipe estará 100% física, técnica e taticamente. Até porque não é só a Ponte Preta, mas serão todas as equipes nesta situação. Porém estaremos no melhor que esse tempo nos possibilitou fazer, para poder vencer os dois jogos, que é o nosso objetivo”, avalia o professor, que resgata ainda como foi o período de trabalho que antecedeu esse retorno presencial e como isso foi importante para que os jogadores chegassem em condições para que o trabalho reiniciasse com mais condições por parte dos atletas.

“Durante uma parte desse período, após as férias, nós procuramos dar toda a condição de prescrever o melhor exercício, melhor carga de trabalho e considerando todas as condições que cada atleta tinha, com espaços, assessórios de treinamento e cuidamos muito desses atletas no bom sentido. E isso teve uma boa repercussão no retorno. Claro que aqueles que tinham um espaço maior para treinar puderam aproveitar um pouco mais que os outros. Isso é bastante difícil para o preparador físico, para o fisiologista, para o treinador e comissão técnica como um todo, pois os atletas no futebol já têm uma diferença no condicionamento físico, de aptidão física e o que queremos é ter esse elenco mais homogeneizado”, comenta.

“Tá com câimbra? Mas vais ter que continuar, meu amigo, porque precisamos de você”

Juvenilson acrescenta que está tomando precauções para evitar perder jogadores nas partidas contra Novorizontino e Mirassol. “Estamos tendo todo esse cuidado, pois sabemos da importância dos próximos jogos do Paulista, para termos 100% do elenco. Queremos ter o máximo dos atletas à disposição. Também contamos com o fator das cinco substituições. É 50% da equipe e será importante para os atletas que não suportarem a intensidade do jogo e assim possam ser substituídos e tenhamos uma equipe coesa do ponto de vista do condicionamento físico, e também técnico e tático, para alcançarmos os nossos objetivos.”

Porém, ainda que com cautela, ele ressalta que preciso que todos estejam focados e se doem ao máximo. “Agora é o momento de superação. O momento que estamos exige muito mais. É momento de superação da comissão técnica, dos jogadores. É tirar aquela reserva. Está com câimbra, mas vais ter que continuar, meu amigo, porque precisamos de você. Está um pouco cansado, mas vai ter que ir. É o sacrifício de fazer uma recuperação com mais tempo e temos falado tudo isso aos atletas, incentivando, motivando, orientando, para passarmos por esses dois jogos”.

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