Staff da Ponte faz treinamento sobre os protocolos de segurança da retomada dos treinos, que – assim como as competições – ainda não tem data definida; confira o plano de ação alvinegro

Dois grupos de trabalho, formados por integrantes do staff do futebol profissional e funcionários da Macaca, passaram nesta sexta (12) por treinamentos para aprender os protocolos de segurança que deverão ser utilizados na retomada dos treinos do futebol profissional, quando esta ocorrer. Em horários separados e observando eles próprios as regras de segurança, os dois grupos se familiarizaram com Plano de Ação para a Retomada de Atividades do Futebol Profissional elaborado pelo diretor médico Roberto Nishimura, que foi entregue oficialmente à Prefeitura de Campinas ontem.

“O prefeito recebeu muito bem os protocolos que estabelecemos, mas, como já esperávamos, encaminhou a decisão para a Secretaria de Saúde, que está analisando as propostas feitas tanto pela Ponte quanto pelo Guarani. Já fizemos o contato com o secretário Cármino de Sousa e em breve deverá ser marcada uma reunião para conversarmos sobre o tema, porém independentemente disso já estamos preparando todos os que lidarão diretamente com o dia a dia do futebol para que já saibam o que terão de fazer”, diz Nishimura,  que é também membro da Comissão Médica Especial da Confederação Brasileira do Futebol e relator do guia de protocolos da própria CBF.

Sem datas definidas

Como sem a análise e o endosso da prefeitura não há data definida para retomada das atividades de treinamento, as testagens de coronavírus que tinham indicativo para ser realizadas no dia 15 não irão ocorrer ainda – até porque,  por determinação da Federação Paulista de  Futebol, elas têm de ser realizadas imediatamente antes do retorno (o primeiro passo são os testes e, saindo o resultado, iniciam-se os trabalhos físicos em grupos reduzidos). Também não há, no momento, nenhum indicativo de volta do Paulistão, contudo os protocolos alvinegros já prevêem as ações que devem ser feitas em todas as etapas, nos detalhes mais mínimos.

“Todo cuidado pé necessário e tudo foi pensado para minimizar os riscos de contaminação ao extremo, sempre seguindo as orientações das autoridades sanitárias nacionais e internacionais”, ressalta Nishimura. O guia estabelece desde critérios para o uso de equipamentos de proteção individual (de elenco, comissão, roupeiros, seguranças, fisioterapeutas, seguranças, equipe médica, equipe de apoio etc) a condições de entrada nos treinamentos: em dia de treino os atletas, por exemplo, terão a temperatura corporal medida no carro antes de entrar no CT e, se ela exceder 37,5, serão proibidos de adentrar o recinto e encaminhados imediatamente para avaliação clínica.

Monitoramento diário

“O grupo de 65, 70 pessoas que compõem os trabalhos rotineiros, aí incluídos o elenco e comissão técnica, será monitorado diariamente. Além da nossa própria estrutura, teremos o suporte na parte clínica do Centro de Medicina Integrado da Coopus e, em caso de uma eventual necessidade de hospitalização, contamos com o Hospital da PUC Campinas. Alías, importante registrar nosso agradecimento ao  diretor do Centro de Pesquisa Clínica São Lucas, da PUC, Danilo Vilagelin,  e ao diretor clínico do Hospital, Carlos Mattos”, diz Nishimura

Há regras específicas para transporte, alimentação, manuseio de uniforme , uso de vestiários,  acesso a áreas do CT ou do estádio, e muito mais. Clique aqui para visualizar a íntegra do documento pontepretano, que será utilizado em conjunto com as orientações da CBF.

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