Conselho Fiscal aprova balanço de 2019 da Ponte Preta, com ressalvas em relação a SUB23 e perdão de dívida do bar do Majestoso; confira a peça

O Conselho Fiscal da Ponte Preta aprovou na última terça-feira (28) o balanço fiscal de 2019 da Ponte Preta. A reunião – seguindo aos devidos cuidados recomendados pelas autoridades em virtude da pandemia de Coronavírus – teve a presença dos três membros titulares e o suplente do Conselho Fiscal, do presidente do Conselho Deliberativo Tagino Alves dos Santos,  do diretor financeiro pontepretano Décio Sirbone Jr. e da contadora alvinegra Adriana Vieira, bem como integrantes da Auditoria Independente que analisou as contas apresentadas. Vale lembrar que no ano de 2019 a gestão da Ponte Preta foi exercida de janeiro a novembro pela diretoria do ex-presidente José Armando Abdalla Jr. e, após a renúncia dele, no último mês e meio, pelo presidente Sebastião Moreira Arcanjo.

As contas foram aprovadas por unanimidade, porém com duas ressalvas, uma em relação ao SUB23, e outra em virtude de uma isenção dada pela gestão anterior à dívida de aluguéis do bar do Majestoso.

Equipe Sub23

“Foi realizado um o investimento de quase R$ 1,3 milhão no SUB23, o que nos deixa absolutamente indignados. A categoria foi criada sem nenhum tipo de previsão estatutária, teve um gasto enorme, não revelou nenhum jogador e nem trouxe nenhum retorno para a instituição. Surgiu do nada e foi para o lugar nenhum, causando um prejuízo absurdo”, critica Nilton Levantesi, presidente do Conselho Fiscal.

Aluguel do bar

Quanto à segunda ressalva, Levantesi explica. “A gestão anterior isentou a empresa responsável pelos bares do estádio Moisés Lucarelli do pagamento de R$ 60 mil, referentes aos aluguéis devidos. Entendemos que não havia justificativa para a gestão Abdalla perdoar a dívida, ainda mais nos tempos de crise financeira em que vivemos”, diz.

Próximos passos

O balanço e a aprovação do Conselho Fiscal seguem agora para o Conselho Deliberativo, onde precisarão passar por análise e votação dos conselheiros. Contudo, ainda não há data prevista para isso ocorrer, em virtude da pandemia. “A princípio as reuniões estão suspensas enquanto permanecermos no estado de calamidade pública e as orientações das autoridades sanitárias forem pelo isolamento social. Assim que for possível retomar as reuniões, porém, marcaremos a data para esta votação”, diz Tagino Alves dos Santos, presidente do Deliberativo. Neste ínterim, a Diretoria Financeira da Ponte Preta deve estabelecer um canal, a partir da semana que vem, para que os conselheiros já possam ir tirando suas dúvidas, mesmo que remotamente.

Déficit aumentou

O déficit do exercício de 2019 aumentou em cerca de cinco milhões em relação a 2018. O valor foi fruto principalmente de investimentos no futebol profissional e, parte dele, de R$ 1,3 milhão, no extinto SUB23. “É preciso deixar explícito o erro que foi essa categoria aspirante, criada sem previsão estatutária, que nunca deu retorno ao clube e consumiu um grande volume de investimento. Lamentável”, diz o atual diretor das categorias de Base, Fábio Abdalla, que também atuou como diretor financeiro nos primeiros meses da gestão Tiãozinho. Vale lembrar que o atual presidente extinguiu a categoria SUB23 ainda em novembro, tão logo tomou posse.

Dívidas

Em 2019, as dívidas da Ponte Preta aumentaram de R$ 115 milhões para R$ 123 milhões.  “De maneira geral, o nível de endividamento permanece nos últimos anos. Entendo que a Ponte Preta precisa realmente reavaliar o modelo de negócio, pois os sinais de esgotamento do atual modelo são claros e preocupantes”, diz o diretor Sirbone Jr., destacando que a ideia de o time se tornar um clube-empresa, o que entende ser uma solução possível para a questão, já está sendo debatida no Conselho, que monitora a tramitação no Congresso do Projeto de Lei que trata o assunto.

Unidade Paineiras

Por fim, outro ponto destacado no balanço por ele é a unidade Paineiras. O clube teve um aumento de receita de R$ 33 mil reais no ano de 2019, porém ainda assim a receita não chega à metade dos custos que ele tem para a Ponte, que chegaram a R$ 294 mil no ano passado. “É preciso encontrar um solução para o Paineiras, pois a entidade deixa de investir em outras atividades mais vitais para o clube, como o futebol, para investir em uma unidade que tem uma relação custo-benefício equivocada”, conclui.

Confira o balanço:

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