Muito além da motivação: com licença A na CBF e qualificação, Brigatti volta à Macaca prometendo muito trabalho, modelo de jogo, empenho e clamando o torcedor a apoiar o time no Majestoso e nas redes sociais

Foto:PontePress

Por que escolher João Brigatti como treinador? Antes mesmo do treinador dirigir as primeiras palavras à imprensa, o presidente pontepretano Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, cumprimenta os presentes e faz questão de deixar claro. “Em primeiro lugar, precisamos deixar claro que, por uma questão ética e do João estar empregado até então, fez com que buscássemos o contato com ele após consultarmos treinadores que estavam disponíveis no mercado. Não é nenhum demérito ao João e, sim, um critério que utilizamos. Na sequência, ele era e é o primeiro da lista e fomos conversar com o Sampaio Correa. O trouxemos porque entendemos que, além de ser pontepretano e ter um discurso motivador, Brigatti se aprimorou neste tempo fora da Macaca, fez dois ótimos trabalhos no Paysandu e no Sampaio,é hoje um profissional mais completo e maduro. Se quiséssemos apenas motivação, compraríamos livros de autoajuda pro elenco”, afirma o dirigente.

Ele acrescenta que quando Brigatti era interino, tanto Tiãozinho quanto o presidente de honra Sérgio Carnielli já defendiam a efetivação do treinador, um pensamento que só cresceu com q qualificação obtida pelo treinador. A diretoria também trabalhou no entorno do técnico, para que a equipe tenha um melhor suporte necessário em outras áreas. Além do já anunciado preparador físico Juvenilson Souza, Brigatti chega acompanhado pelo auxiliar Bazílio Amaral, formado na Unicamp, com 14 anos de experiência na área (começou como observador técnico e depois se tornou treinador com sucesso no futebol do Mato Grosso do Sul) e, assim como Brigatti, licenciado como profissional pela CBF.

“Também trouxemos, para se somar à já competente equipe do doutor Roberto Nishimura, o professor Leo, que vai trazer um aporte científico ainda maior ao nosso departamento de Fisiologista. Sabemos o momento que o time está atravessando, as dificuldades, temos ma leitura crítica das primeiras seis rodadas. Mas com esse staff que já tinha ótimos profissionais, como o próprio Fabinho Moreno, agora mais completo e subsidiando de uma maneira mais ampla o treinador que acreditamos ter muitas qualidades, entendemos que o João terá condições de fazer um bom trabalho, voltar a vencer e reverter o quadro em que estamos”, conclui.

O próprio Brigatti enfatiza que é um profissional mais completo do que aquele que deixou a Macaca em 2018. “Estou feliz em voltar à Ponte Preta, uma instituição pela qual sou apaixonado. Eu estava muito bem empregado no Sampaio Correia, resolvi aceitar o convite e a torcida pode saber que sou uma pessoa extremamente motivada, que tem prazer em ser treinador, mas venho numa situação adversa da que deixei o time: hoje sou um treinador com licença A da CBF, volto contratado pela Ponte como técnico e não como preparador de goleiro, auxiliar ou interino. Me sinto muito mais preparado para essa função e vamos trabalhar muito para trazer a alegria de volta ao torcedor”, pontua.

Ele faz questão de registrar que já viu uma mudança no elenco no empate com a Ferroviária, quando o time foi treinado por Moreno, mas sabe que há muito a fazer. “O astral já mudou na rodada passada do Paulista, vimos em campo uma equipe mais determinada, mais concentrada. Porém é preciso trabalhar mais, nos preparar para vencer. Queremos uma equipe determinada e guerreira, mais ofensiva, porém com maior equilíbrio nos três setores. E não vou deixar de motivar o atleta, mas com qualificação: temos que ter modelo de jogo, padrão e opções diferentes para surpreender os adversários”, prega.

Sobre motivação, porém, Brigatti faz questão de que ela exista em um setor fora do campo: a torcida. “Peço ao torcedor que venha em peso, e que venha para nos apoiar. No sábado, contra a Ferroviária, aos cinco minutos um atleta errou um lance e já começou a vaia: isso está errado. Precisamos de apoio para o atleta ter prazer e segurança dentro de campo e não reprovação e falta de incentivo quando há um erro, assim a torcida ajuda o adversário. Precisamos mudar a atmosfera do Majestoso, que o torcedor venha e nos incentive, fça disso aqui um caldeirão. Se no fim não der certo, depois do apito final a torcida tem toda liberadade de questionar, criticar. Mas não antes, porque prejudica a própria Ponte.”

O técnico pede essa positividade inclusive no campo virtual. “Todos nós vemos as redes sociais, não adianta falar que não, e esse lado negativo atrapalha. Venham lotar o campo, só assim reverte. E se forem falar nas redes, apóiem, incentivem. Vamos sair deste momento e vamos entrar forte no Brasileiro: todos nós queremos p acesso e para isso temos que estar juntos, num pensamento positivo”, ressalta.

Esse apoio, afirma Brigatti, é fundamental na noite de quinta para que a Macaca vença o Vila Nova e siga em frente na Copa do Brasil. “É um confronto muito difícil, trocou o treinador lá, não esperamos uma partida fácil. O trabalho demanda tempo e temos apenas mais dois dias de treinamento, terça e quarta, antes de encarar o adversário. Então estamos analisando tudo o que vimos contra a Ferroviária e no jogo-treino contra o Atibaia, pra buscar as soluções dentro da equipe e ver o modelo de jogo que podemos fazer. Ninguém veio para fazer milagre, mas vamos trabalhar honestamente e ‘ralar a bunda’ no chão para, com o apoio o nosso torcedor, vencer na quinta e aí pensar na sequência do Paulista, no domingo”, conclui.

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