Técnico interino Fábio Moreno fala ao elenco e Executivo Gustavo Bueno prevê estreia de novo treinador no comando no jogo contra o Vila Nova

Foto:PontePress

O técnico interino Fábio Moreno e o Executivo de Futebol Gustavo Bueno falaram com o elenco pontepretano nesta tarde de quarta-feira 919), ante do início do treinamento comandado pelo treinador em exercício da Macaca. Os dois falaram sobre a saída do técnico Gilson Kleina e reforçaram a confiança que têm no elenco e a capacidade da Macaca em reagir na competição.

“Este é um elenco forte e unido, que tem condições de grandes conquistas e que estamos certos que vai chegar longe. Vamos focar agora em vencer no Majestoso neste sábado e, depois, seguir na Copa do Brasil”, afirmou Fábio Moreno. Bueno, por sua vez reiterou ao grupo que todos ali foram escolhidos pelas qualidades que têm, que o trabalho ainda está se iniciando e que acredita na capacidade de todos.

Na sequência, Gustavo Bueno falou à imprensa sobre o atual momento da Ponte Preta. Confira os principais trechos da entrevista:

Novo treinador

O perfil é de um treinador competitivo, que faça o time jogar em velocidade, uma quipe vibrante, com atitude e que se impõe contra o adversário. Alguns profissionais foram contatados, uns tem expectativa de assumir clubes da série A e neste momento não tem interesse em vir para a Ponte, outros estamos conversando. Faz parte do mercado. Não temos nada de concreto e podem ter certeza que a partir do momento que for, passamos de maneira oficial.  O treinador que vier vai ter apoio, vai encontrar aqui um elenco que está tentando dar o máximo, que está brigando, que está lutando e que tem muito a evoluir.

João Brigatti?

Existe um interesse no João e em outros nomes. O João tem uma identidade com o clube, conhece a Ponte Preta, é pontepretano. É um profissional que saiu da Ponte Preta. Por mais que não tenha conseguido evitar o rebaixamento do Paysandu, fez um trabalho lá muito bom. Foi para o Sampaio Corrêa, subiu o Sampaio Corrêa. Então é um profissional que se as coisas caminharem, ele pode voltar para a Ponte diferente, mais preparado, mais maduro, isso faz parte do processo. Mas há outros profissionais com quem estamos conversando, vamos ver como isso vai se desenrolar. Reitero que, assim que houver um nome definido, iremos divulgar.

Quando chega o novo técnico?

Se não para esse jogo, acredito que no jogo da Copa do Brasil ele já consiga comandar a equipe e iniciar o trabalho.

Fábio Moreno e o jogo de sábado

O nosso projeto inicial é que a gente busque o novo comandante e o Fabinho vai fazer o jogo. Ele é um profissional competente, experiente. Teve um grande aprendizado ao longo dos 10, 12 anos como auxiliar do Abel Braga. Fez jogos como treinador do Fluminense. É de uma nova geração, uma geração que vem surgindo de profissionais no mercado (…)   Uma vitória contra a Ferroviária nos coloca em nove pontos e nos deixa muito próximos da classificação. Acho que nós precisamos melhorar, evoluir, mas a gente tem que ter calma para não achar que está tudo errado.

O atual elenco

Oitenta a noventa por cento da imprensa e da nossa torcida aprovou a montagem do nosso elenco. Temos ciência que o time não deu liga ainda, estamos com uma equipe em reconstrução. Temos praticamente apenas dois titulares do ano passado, o Roger e o Ivan, que voltou agora, os demais são novos e estamos com 40 dias de trabalho – dez de preparação e 30 de campeonato, com apenas seis jogos. Então é muito precipitado achar agora que o elenco não serve. Temos convicção em nosso elenco e sabemos que necessita de algumas contratações. Isso será feito no momento oportuno e dentro do que entendemos que possa vir para contribuir.  

O momento do time

A Ponte Preta passa por um processo como outros clubes também vem passando, com exceção do Flamengo. O Corinthians teve uma desclassificação em casa. O Sport perdeu a Copa do Brasil, o Coritiba e o Bahia ficaram fora, o Atlético Mineiro perdeu para a Caldense em casa. Os clubes estão passando, de maneira geral, por um processo de reajuste, de reorganização, e a Ponte não é diferente. Talvez tenha se criado uma expectativa muito grande e as coisas não aconteceram. Mas nós não duvidamos e acreditamos no nosso elenco. Volto a dizer, sabemos das necessidades e das carências que precisam ser contratadas para o Brasileiro, mas temos que ter um pouco de calma e ponderação nas avaliações que estão sendo feitas em decorrência do pouco tempo e demais fatores que citei. Se compararmos com o ano passado, inclusive, estamos numa situação melhor no Paulista e na Copa do Brasil, onde nesse ano nos classificamos. Então a gente não pode achar que nas vitórias está tudo certo nem que nas derrotas está tudo errado.

Camilo

A questão do Camilo foi uma questão que foi feita em virtude da parte financeira, da necessidade da Ponte. Você perder um jogador como o Camilo e repor no mercado ao longo do Campeonato Paulista não é simples, porque nós estamos em um momento agora no qual os jogadores, a maioria deles, já se realocaram, já estão em clubes. Então o que tem fora do mercado precisa passar por uma análise criteriosa. O momento da saída do Camilo nos inviabilizou um pouco de encontrar alguém que pudesse suprir.

Saída de Kleina

Ontem, ao longo do dia, houve uma reunião da nossa diretoria e do conselho consultivo do futebol, na qual ficou definida a dispensa do Gilson Kleina e da comissão técnica dele. A partir desse momento, eu e nosso presidente, Sebastião Arcanjo, ligamos para o Gilson, fomos até o hotel. O nosso presidente fez questão de pessoalmente conversar com ele, até pela relação e pelo histórico do Gilson com o clube. O Gilson, claro, está chateado porque tinha como ambição profissional continuar o planejamento no restante do ano, mas as coisas não aconteceram como a gente imaginava e ele entendeu perfeitamente a decisão. Desejamos a ele toda sorte nos novos desafios (…) Alguns fatores que acabam fazendo com que a troca aconteça. Volto a dizer, o time não deu liga. A gente também não pode credenciar tudo em cima do treinador, nós também temos uma parcela de responsabilidade, os atletas têm uma parcela de responsabilidade. E talvez o Gilson tenha carregado um fardo do ano passado e por isso já entrou no começo do ano com uma pressão maior.

 

Notícias Recentes

REDES SOCIAIS