Autor do primeiro gol e responsável pela roubada de bola que gerou o segundo contra o Corinthians, Bruno Reis conta que joga de atacante no rachão e quer fazer mais pela Macaca

 

Foto:PontePress/ÁlvaroJr

Dedicação, frieza e precisão. Sim, estes são os predicados de um atacante fazedor de gols. Mas também são qualidades do volante Bruno Reis, que no jogo em que a Macaca venceu o Corinthians por 2 a 1, não apenas demonstrou sangue frio ao se livrar da zaga e cortar o goleiro oponente para marcar o primeiro gol pontepretano como ainda roubou a bola do adversário que gerou o segundo gol, de Roger. Ah, sim,  e ainda teve a cereja do bolo: comemorou imitando um gorila, consolidando a própria integração com a torcida alvinegra.

“Fazer gol em nosso estádio em uma vitória como a que tivemos foi uma emoção bem grande. E comemorei como a torcida me pediu nas redes sociais ! Quando vim para cá , abandonei meu apelido anterior porque identificavam com mascote de um adversário, até por um toque que os próprios torcedores me deram, acho legal essa interação nas redes sociais. Me falaram que gostaram da atitude e falaram pra que eu comemorasse como gorila para estreitar de vez minha relação com a Ponte e foi um prazer fazer isso, um presente para a torcida”, conta.      

Bruno relembra o lance do primeiro gol, destacando que a jogada inicial teve mérito de outro colega de “volância”, Dahwan, que ganhou titularidade após a venda de Camilo para o Lyon, consolidada ontem (31). “Jogar como  Dahwan foi tranquilo, porque a gente já tinha testado essa possibilidade na pré-temporada, quando atuei tanto com ele quanto com o Camilo. No lance do gol eu vi que a bola estava voltando e e gritei pro  Dahwan ‘cascar’, achei que ele dava e ele conseguiu. Aí acreditei no lance, tirei do zagueiro e do Cássio, e consegui fazer. Estava atento e deu certo”, afirma.

A calma, conta Bruno Reis, saiu naturalmente. Experiência de atacante, mesmo, só de brincadeira, porém fazer gols já faz parte da história dele como volante e teve até lance parecido com o de quinta à noite. “Quando eu era bem menor até joguei de atacante na escolinha de futebol, mas hoje só jogo no ataque no rachão, aí me posiciono na frente (rs). Agora, como volante mesmo já fiz gol um gol assim, igual ao contra o Corinthians, saindo por trás da zaga e fintando o goleiro, em 2018 no Operário”, relembra.

Ainda falando sobre o último jogo, Reis aborda dois temas importantes. O primeiro é a condição física da equipe, que tem enfrentado uma maratona de jogos com pouco intervalo entre eles. “O começo de temporada é meio complicado nesse aspecto, por causa do pouco tempo de preparação, mas o trabalho na pré-temporada foi muito bem feito e tem nos dado condição nestes jogos em sequência. E acredito que com mais um ou dois jogos já conseguiremos suportar 90 minutos com mais força e intensidade”, afirma.

O segundo tópico é um alerta: confiar no elenco, sim, mas nada de salto alto. “É muito importante vencer um time como o Corinthians, nos traz  muita confiança, mas não podemos ter soberba. Teve muita coisa boa na última partida, porém também houve coisas ruins que temos de tirar de lição e melhorar”, reforça.

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