Remédio que a mãe ou o amigo deu não pode: jogadores da Macaca aprendem tudo sobre o dopping

Foto:PontePress

Os jogadores da Ponte Preta passaram na noite de quinta (17) por uma verdadeira aula sobre um assunto de extrema importância para os destinos deles próprios: o dopping, nome dado à utilização de substâncias proibidas pelas regras do esporte, independentemente desta utilização ter ocorrido de propósito ou sem querer. “O objetivo da conversa foi informar sobre as regras do jogo, o dopping é parte destas regras. E estamos falando não só sobre a contaminação e presença das substâncias na urina e no sangue, mas também sobre a violação de regras, como a recusa em se coletar material. Hoje, inclusive, as autoridades do esporte podem coletar sangue e urina em qualquer lugar, inclusive no treinamento ou no hotel onde o time se concentra antes de um jogo”, alerta Roberto Nishimura, diretor médico da Macaca.

De acordo com Nishimura,  todos os anos em 1º de janeiro, uma lista atualizada de substâncias proibidas é publicada e é obrigação do atleta ler e estar informado sobre tudo o que é vetado (a lista atual pode ser conferida em http://www.abcd.gov.br/lista-substancias-metodos-proibidos). O médico também relatou aos jogadores as conseqüências do dopping. “Frente a um caso positivo, o assunto vai para o Superior Tribunal da Justiça Desportiva (STJD) e a questão passa a ser tratada  pelo departamento jurídico. Conversamos sobre regras, punições, tempo de afastamento – automaticamente já ocorre uma suspensão preventiva de 30 dias. Não se discute o que cada substância faz, mas sim alertamos sobre a regra do jogo, quem é punido, quem é culpado. O prejuízo técnico e financeiro vem para o clube e o atleta, e o clube pode até rescindir contrato sem nenhum ônus dependendo da situação.”

Nishimura conta que o clube registra tudo o que prescreve. Fora disso a responsabilidade é do atleta e do staff próprio do jogador,  a quem muitas vezes o jogador recorre. “Também alertamos neste sentido contra o chamado dopping involuntário, que muitas vezes ocorre por boa fé e falta de informação: o jogador recebe um remédio da avó, do pai, da tia da igreja, um chazinho… e aquilo pode ter uma substancia que cai no dopping. Por essa razão, nada deve ser ingerido antes de ser checado e liberado junto ao Departamento Médico do clube”, conclui.

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