Diretoria da Macaca cria equipe de observadores que acompanhará jogos de diversos times da Copa São Paulo em busca de talentos

A Base da Ponte Preta revelou grandes talentos nos últimos anos, profissionais como – apenas para citar um – o goleiro Ivan, convocado uma vez pela Seleção Brasileira profissional e quatro vezes pela Seleção Pré-Olímpica, inclusive para a disputa que valerá vaga em Tóquio no ano que vem. Assim como a Ponte, outros times também revelam grandes potenciais na Base e irão mostrar os melhores deles na Copa São Paulo 2020, disputada por 128 equipes nacionais. E é justamente pensando nisso que a diretoria da Ponte criou uma equipe de observadores que irá identificar de perto novos talentos que poderão ser captados para enriquecer a Base e, quem sabe, até mesmo integrar futuramente o time profissional da Macaca.

“Nosso presidente, Tiãozinho, surgiu com a ideia que achamos excelente e, baseados nessa diretriz, criamos o projeto que, estamos certos, nos trará bons frutos. A ideia é termos observadores não só nos jogos da Ponte, onde podemos ver o desenvolvimento de atletas que já são nossos e dos adversários da Macaca, mas também observar outros grupos em cidades diferentes, identificando outros craques e fazendo um verdadeiro banco de dados”, conta Fábio Abdalla, diretor das categorias de Base e integrante da Comissão de Futebol Profissional alvinegra.

O Executivo de Futebol Gustavo Bueno, que também faz parte do projeto, dá mais detalhes. “Nosso auxiliar técnico Felipe Moreira irá acompanhar todos os nossos jogos na Copa São Paulo e, além dele, teremos mais quatro captadores que observarão duas sedes ao mesmo tempo, em cidades vizinhas, divididas por até 60, 90 quilômetros – fizemos um estudo das sedes e selecionamos as que entendemos ser as com mais potencial para serem observadas pelos monitores. O coordenador técnico Fabinho Moreno, que tem grande expertise nesta área, elaborou modelos de relatórios para detectar os jogadores com potencial e haverá uma reunião de treinamento já nesta segunda-feira, 30, com a equipe”, explica.

O próprio Fabinho Moreno explica mais sobre o trabalho, que se inicia em 2 de janeiro, data da abertura do evento – a Macaca estreia na tarde do dia 3, em Osvaldo Cruz, contra os donos da casa.  “É uma adaptação do trabalho que fizemos nas Olimpíadas de 2016, quando o Brasil ganhou ouro. Nas primeiras fases daquela competição, assim como nesta, você não previa quem seriam os adversários futuros, então fazíamos um relatório que contemplava a partida e não apenas os times em si. Ou seja, o relatório vai servir de base tanto para observação de futuras aquisições, banco de dados, como ao mesmo tempo poderá ser utilizado pela Comissão Técnica para analisar um dos times caso ele venha a se tornar um oponente nosso na Copinha”, diz.

Na prática, acrescenta Moreno, é tanto um relato esportivo – uma análise técnica e tática das equipes para caso a Ponte venha a enfrentá-las –  quanto competitivo e de mercado. “Dentro de cada relatório haverá informações individuais dos atletas. Estou passando para todos que o primeiro ponto importante quando se prospecta um atleta para a Ponte é identificar se tem o perfil Ponte Preta. Os jogadores que se dão bem na Ponte têm um tipo de comportamento em campo que precisa ser identificado”, explica.

Moreno afirma que a análise é tanto psicológica quanto física e técnico-tática, porém o componente emocional no caso alvinegro é fundamental. “A demanda principal do clube é ter um espírito aguerrido, comprometido, um emocional forte porque tem muita cobrança e adversidade. Se tiver boa técnica e físico sem o psicológico, não terá sucesso na Ponte, temos muitos casos de jogadores bem tecnicamente que não tinham o perfil emocional adequado e não deram certo aqui.”

Desta forma, acrescenta, o grupo de observadores alvinegros será bem capacitado para identificar situações que dirão se o jovem atleta observado tem potencial para seguir caminho na Ponte. “É preciso saber enxergar se é um atleta competitivo, líder, aguerrido, aquele que disputa como a gente gosta, como se fosse a última bola. As características física e técnico-táticas são mais fáceis de identificar: se o jogador é rápido  ou lento, se é forte, alto ou baixo, se  diminui intensidade. Se tem bom aproveitamento em passes, finalização, domínio de bola…. tudo isso é mais claro e mais direto. Já a parte emocional é mais difícil de se ver e precisamos estar aptos a fazer isso. Aqui a torcida cobra mais e o jogador não pode se encolher, se fizer isso não terá sucesso na Ponte”, finaliza.

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