A um gol da artilharia da série B, Roger enfatiza: “A Ponte agora é uma franco-atiradora e vamos para vencer, acabar com honra e depois fazer um grande 2020”

Foto:PontePress/ÁlvaroJr

O objetivo maior da Ponte Preta não foi conquistado, mas com certeza não foi por falta de empenho do atacante Roger.  O camisa 9 já acumula 13 gols em 29 jogos e está a um dos artilheiros da competição, Guilherme e Hernane, ambos do Sport. Além disso, com o tento anotado de pênalti na rodada passada, ultrapassou a marca de Washington e tornou-se o artilheiro do século da Macaca , com 60 gols, um a mais que o Coração Valente.

“Sempre tive meus sonhos aqui, minhas metas. Meu maior sonho é conquistar um título, é fazer história com um título, mas essa marca é legal pelo lado pessoal. Fiquei muito feliz, é algo parca para eu contar para os meus filhos, para os meus netos. Só que ainda tem muito gol para eu chegar no Washington”, diz, humilde, o camisa 9. Ele se refere não só à carreira de Washington como ao número de gols do atleta na Ponte como um todo e não apenas a partir de 2001. O ex-atacante marcou 82 vezes em 102 partidas se considerada toda a história dele na Macaca.

Roger, porém, ainda tem chance de terminar a competição como maior goleador da série B, se marcar nos próximos jogos. E em relação a eles, o atacante diz o que espera.  “Vou buscar essa artilharia. Óbvio que a primeira ideia era ter o acesso, mas, olhando o hoje, a artilharia está bem viva. Um ou dois gols você pode fazer num jogo até. É algo que já sonhei na minha carreira, consegui pelo RB Brasil no Paulistão, em 2016, mas no Brasileirão é uma marca para vida toda e vou  buscar. Precisamos acabar  com honra, voltar a vencer, seja CRB, Sport ou Brasil-RS. Acabar com um pouco de honra”, afirma.

Neste sentido, o camisa 9 acrescenta: “A Ponte é um franco-atirador, vai para vencer, não tem muito a perder. Eles que têm algo em jogo. Fica minha torcida para que o Sport suba antes do nosso confronto, porque não quero ir lá contra o Sport e ter de ganhar deles num jogo em que eles dependam de vitória para subir, mas se tiver que ser, vamos para vencer.

Roger faz uma análise mais ampla do ano da Ponte, sobre o que teria acontecido com a Macaca no Brasileiro. “Não tenho essa resposta. Falei lá atrás que todo mundo passaria por um momento difícil no campeonato e como você sairia dele era o mais importante. Saímos com a demissão do Jorginho, que tinha uma linha de jogo, com posse de bola, jogo de aproximar. Aí veio Gilson para tentar implantar uma ideia e sofreu com isso. A característica dos jogadores não é o tipo de jogo que a gente conhece do Gilson, de defender bem e apostar no contra-ataque. Eu não consigo dizer. Eu fui um dos caras que mais acreditou e brigou pelo acesso. Queria muito jogar uma Série A pela Ponte em 2020. É brigar agora para buscar no próximo ano.”

Roger, por sinal, quer estar nesta briga do ano que vem. “Precisa acreditar em processo, acreditar que vai dar certo, não deixar tanta coisa de fora interferir. Para 2020, tenho contrato, a ideia é permanecer. A gente sabe que vai ser um ano de recomeço total, desde a diretoria que trocou agora. Acredito que deve fazer um time forte para 2020, acredito na palavra do Tiãozinho que nós vamos montar um time mais experiente. A Ponte precisa de jogadores mais jogados,  que assumam a responsabilidade. Minha ideia é permanecer e fazer um grande 2020.

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