Expresso da Vitória! Macaca comemora neste dia 31 o cinquentenário do título de 1969

Wilson; Nelsinho, Samuel, Araújo e Luizinho (Santos); Teodoro (Sérgio Moraes) e Roberto Pinto; Alan (Manfrini), Dicá, Djair e Adílson. Foi com esta escalação, sob o comando do técnico Zé Duarte, que a Ponte Preta conquistou, há exatos 50 anos, o título de campeã da primeira divisão do Paulista de 1969.  O troféu que foi erguido pelo chamado ”Expresso da Vitória” pode ser visto de perto pelo torcedor no Memorial da Macaca, no Majestoso, onde ocupa lugar de destaque neste ano do cinqüentenário.

Após uma campanha fenomenal, o título foi conquistado em uma partida na qual a Ponte perdeu do adversário – algo que poderia ocorrer, em virtude do saldo positivo de gols da Macaca – mas que acabou dando muita dor de cabeça e briga na Justiça: só em 1970 haveria a confirmação definitiva de que a Macaca era a campeã.

 

 

Vale lembrar que o título seria hoje equivalente à série A2, mas nem por isso era menos importante. Pelo contrário, além de ser desejado pro todos os times do interior, o acesso em 1969 era um primeiro passo para o crescimento de qualquer equipe – e, de fato, foi a porta de entrada para uma década de grandes times e feitos da Ponte tanto no cenários estadual quanto no nacional.

 

 

 Sérgio Abdalla, que presidiu o clube durante a campanha e faleceu em 2009, costumava se lembrar do jogo e do imbríoglio envolvendo o título. “Tudo indicava que o time ganharia o último jogo do quadrangular da série B, contra a Francana,  e voltaria à divisão de elite do Paulistão após nove anos. Acordei naquele dia com a mesma vaidade dos jogadores. Já tínhamos ganhado da Linense e do Noroeste, ganhar da Francana era um filé. Por isso estávamos todos de salto alto, começamos ganhando, mas eles viraram o jogo. Ficamos arrasados”, relembra.

 

 

Com o resultado, porém, a Ponte ficou empatada em primeiro lugar com a Francana, mas vencia em saldo de gols. Mas Abdalla sabia que ganhar o título e levá-lo para casa seriam tarefas bem diferentes naquelas condições “A Francana induziu o Linense a entrar com uma ação questionando o uso de um jogador nosso, que foi totalmente regular. Começou ali uma batalha titânica. Íamos ganhando, mas sempre havia recursos. Eu passava mais tempo em avião junto com os advogados do que em Campinas”, contava.

A briga se arrastou pelos tribunais e pelas mais diversas instâncias e em 1970 o caso finalmente foi julgado pelo Tribunal Desportivo, sem direito a recurso, e a Ponte ganhou de goleada: nove votos a zero. ““ Nossos advogados foram ótimos, mas foi uma briga dura. Para mim, o título foi o maior feito da minha administração”, afirma.

 

 

Um fato interessante do título de 1969 é que a Ponte, com recursos parcos, optou em apostar na garotada da Base – alguns deles já integravam o profissional desde 1967, mas que ganhou espaço em definitivo em 69. Entre os jovens  estava um camisa 8 , então com 21 anos, que depois viria a se eternizar com a dez, aliás, o maior camisa 10 da Macaca: Mestre Dicá.

 

 

A Campanha de 1969
 

Primeiro turno da fase de classificação

Ponte Preta 1 x 0 Saad (Luizinho)

Nacional-SP 0 x 1 Ponte Preta (Djair)

Ponte Preta 3 x 1 Vasco da Gama de Americana (Manfrini 3x)

São Carlos 0 x 1 Ponte Preta (Alan)

Ponte Preta 2 x 0 Noroeste (Alan 2x)

União Agrícola 0 x 2 Ponte Preta (Manfrini e Adilson)

 

Segundo turno da fase de classificação

Ponte Preta 1 x 1 União Agrícola (Roberto Pinto)

Saad 1 x 4 Ponte Preta (Dicá, Teodoro, Djair e Alan)

Ponte Preta 2 x 0 São Carlos (Dicá 2x)

Vasco da Gama de Americana 1 x 3 Ponte Preta (Alan 2x e Clésio contra)

Ponte Preta 2 x 1 Nacional-SP (Djair e Roberto Pinto)

Noroeste 0 x 2 Ponte Preta (Sérgio Moraes e Dicá)

 

Quadrangular final

Ponte Preta 3 x 1 Linense (Alan 2x e Djair)

Ponte Preta 3 x 0 Noroeste (Dicá 2x e Alan)

Francana 3 x 1 Ponte Preta (Alan)

Gols a favor: 31

Gols contra: 9

Artilheiros: Alan (10 gols), Dicá (6), Djair (4), Manfrini (4), Roberto Pinto (2), Adilson (1), Luizinho (1), Teodoro (1), Sérgio Moraes (1) e Clésio, do Vasco da Gama, contra (1).

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